29 de Março de 2011

Desde a concessão do foral de D. Afonso Henriques, constitui a vila de Alpalhão um concelho independente.

Em 13 de Outubro de 1512, foi-lhe dado novo foral por D. Manuel I, que então procedera à reforma de todos os forais do reino, dele encarregando Fernão de Pina.

O concelho de Alpalhão foi extinto por decreto de 3 de agosto de 1853, publicado no Diário de Governo n.º 244, de 17 de Outubro desse ano, e refrendado pelo então ministro do Reino, Rodrigo da Fonseca Magalhães, «político hábil, cínico e astuto, a quem os contemporâneos chamavam a raposa», diz Mendes dos Remédios a pág. 579 da sua História da Literatura Portuguesa, 3.ª edição.

As razões da extinção constantes do relatório que prende o decreto, são tão vagas e imprecisas, que bem se vê ter ele obedecido a mero capricho ou retaliação pessoal de políticos e não a sérios motivos de administração pública.
Nem doutro modo se compreende que, quando da grande reorganização administrativa decretada em 6 de Novembro de 1836, que reduziu a 351 o número de concelhos, suprimindo 466 dos 817 que existiam, e que obedeceu às indicações do interesse público, fosse mantido o concelho de Alpalhão, e, decorridas menos de dezassete anos, fosse promulgado um decreto especial, suprimindo-o.

Há muitos anos ouvimos a uma pessoa de nossa família que hoje, se viva fosse, teria noventa e oito anos, e que, portanto, ao tempo da extinção do concelho contava já dezassete anos, relacionar tal extinção com certo facto ocorrido nesse tempo.

Fora o caso que, realizando-se em Alpalhão a procissão dos Passos, certo indivíduo fora preso pela autoridade local por ter atrevessado a referida procissão, parece que montado num cavalo. o homem, que devia ter influência política em Portalegre, fez logo o protesto de promover a extinção do concelho, e... conseguiu-o.

A aproximação das datas em que os factos se passaram, corrobora esta tradição.

Com efeito, do já referido relatório resulta que a extinção foi decretada em vista da consulta da Junta Geral do distrito de Portalegre, de 18 Março de 1853 e por informação e proposta do respectivo Governador Civil em Concelho de Distrito.
Ora, a Páscoa desse ano caiu a 27 de Março, tendo-se portanto, realizado a referida procissão dos Passos em 13 do mesmo mês (quinto domingo da quaresma) e, portanto, poucos dias antes daquela Consulta da Junta Geral.

Ao Concelho de Alpalhão pertenciam, à data da extinção, as freguesias de Tolosa e Gáfete, a primeira das quais, conjuntamente com a de Alpalhão, foi anexada ao concelho de Nisa, sendo-o a de Gáfete ao concelho do Crato. A freguesia de Alpalhão foi, por decreto de 26 de Setembro de 1895, separada do concelho de Nisa e anexada ao do Crato, mas voltou novamente ao de Nisa por decreto de 13 de Janeiro de 1898 e a ele pertence actualmente.Quando concelho independente, Alpalhão pertenceu, primeiramente, à antiga comarca de Portalegre e presentemente faz parte da comarca de Nisa.

publicado por DELFOS às 01:28
21 de Fevereiro de 2011

Aplicam-se aos alpalhoenses os seguintes apodos:

a) Papa-Solas
b)Poupa-Solas
c) Batateiros
a) PAPA-SOLAS
Será por haver noutros tempos, nesta localidade, muitas pessoas com o ofício de sapateiro? É uma hipótese.
b) POUPA-SOLAS
Há quem diga que este apodo é devido, em tempos recuados os seus habitantes andarem descalços, e assim com certeza, poupavam solas.É uma hipótese.
c) BATATEIRO
Será por aquela região, os seus habitantes se dedicarem ao cultivo da batata? É certo que há bastantas localidades no País, onde os habitantes são apelidos de batateiros.
Mas não vá lá embora meu caro Alexandre de Carvalho Costa. Não vale deixar a coisa pela metade e incompleta. Olhe lá meu bom amigo que muita boa gente também lhe chama sapateiros... Será pelo fabrico do sapato? O blog lhe diz que não sabe a razão do chamamento e do dito que lhe é dirigido...
publicado por DELFOS às 13:30
19 de Fevereiro de 2011

Nos Finais do séc. XII já existia junto da povoação de Fresno um mosteiro ou preceptório dos Templários, o mosteiro de Alpalhão ao qual se refere um documento de 1198, a doação da herdade Açafa (Rodão), feita por D. Sancho I à Ordem do Templo (Herculano , História de Portugal, edição de 1915, tomo 3.º pág.341).

Este mosteiro ou preceptório era, como todos os mosteiros dos Templários, monges-soldades em constante guerra com os mouros, uma espécie de quartel ou posto militar (Confr. Pinho Leal, in Portugal antigo e moderno, vol. 6.º pág. 9, onde, na notícia referente a Nabândia, diz; " era o quartel ou mosteiro dos Templários...).

E compreende-se que os cavaleiros do Templo, já senhores do castelo de Ferron e Vila Velha de Ródão, tivessem estabelecido em Fresno, lugar Fronteiriço, esse mosteiro ou quartel, não só como guarda avançada da sua acção militar e atalaia para melhor defesa dos seus castelos, mas ainda porque os lugares tinha para eles importância estratégica, visto que por ali passar a velha estrada romana que conduziz a Abrantes e cujo domínio e vigilância convinha aos Templários assegurar para mais fácilmente defenderaem a navegação do Tejo que era uma das preocupações da Ordem.

Fundado o mosteiro ou quartel, compreede-se também que naqueles tempos de guerra permanente e dada a importância da Ordem, ele se tornasse o centro da qual girava a vida da população e o ponto de referência porque o local de Fresno passaria a ser mais conhecido, e assim se explica que, com o andar dos tempos, o nome de Alpalhão, dado ao mosteiro, se estendesse também à povoação, mórmente depois que esta foi doada aos Templários.

O certo é que a povoação figura já com o nome de Alpalhão numa concordata feita em 1295 entre o bispo da Guarda e os comendadores dos Templários, D. João Fernandes e D. Gonçalo Gonçalves, sobre os direitos episcopais, concordata essa que também mostra já então a vila à Ordem do Templo e, sob o ponto de vista eclesiástico, à diocese da Guarda.

Tal concordata consta da História d, a Ordem de Cristo , de Fr. Bernado da Costa, a pág. 287.O nome de Alpalhão dado ao referido mosteiro (monasterium Alpalantri, lê-se na citada doação de Açafra) provém talvez do nome do seu fundador ou de algum cavaleiro que nele superintendesse, identicamente ao que deve ter também passado com o nome de castelo de Ferron.

É de presumir que esse mosteiro ou quartel se erguesse no local onde mais tarde (em 1300, segundo o parente Pinho Leal), o rei D. Dinis mandou construir o castelo de Alpalhão, aproveitando assim algumas instalações daquele.
publicado por DELFOS às 07:17
18 de Fevereiro de 2011

Muito preocupado com a defesa do país, o rei lavrador construiu por todo o reino numerosas fortalezas, e reforçou ou reedificou muitas das já anteriormente existentes, compreendendo-se assim que transformasse em Castelo o quartel ou posto militar que era aquele mosteiro dos Templários.

Num códice quinhentista existente na Torre do Tombo, o Livro das Fortalezas que são situadas no extremo de portugal e Castela, trabalho de Duarte d´Armas, feito por ordem de D. Manuel I, encontra-se a planta e dois desenhos à pena com as prespectivas do castelo de Alpalhão, tirada uma na banda do sudoeste e a outra de noroeste.

Dessa planta, (...), de tais desenhos se vê que no tempo do rei venturoso, a fortaleza de Alplhão se encontrava em bom estado de conservação. isto mesmo é confirmado pelo que se lê no Cadastro da população do reino, (actas das comarcas de entre Tejo e Odiana e da Beira), mandado organizar por D. João III em 1527 e publicado em 1931 por Magalhães Colaço, - no qual se diz, com referência a Alpalhão, que "tem um bom castelo e dentro bom aposentamento".

A fortaleza era de forma rectangular, quási quadrada, tendo no ângulo de sudoeste a torre de menagem, também rectangular, com doze varas de altura e três andares ou pavimentos.
Em cada um dos três restantes ângulos tinha um cubelo, de forma circular, abobadado, com a altura de oito varas.
A espessura dos muros laterais era de uma vara e um pé, sendo a sua altura de cinco varas.
A torre de menagem comunicava com os aposentos sobradados destinados à residência do alcaide.
Nessa torre, nos cubelos e em volta nos muros havia um grande número de troneiras ou bombardeiros, que eram aberturas por onde, nas horas de luta, se disparavam os tiros de artelharia.

Em volta da fortaleza acumulava-se, pelo nascente, sul e poente, o casario da povoação, e ao norte erguia-se a igreja de estilo românico que já nesse tempo se encontrava onde está a actual matriz.

D. João IV mandou guarnecer a vila de muralhas que ficaram concluídas em 1660 (data indicada por pinho Leal) e, portanto, já no reinado de D. Afonso VI, visto aquele ter falecido em 1656.tanto as muralhas como o castelo foram destruídos, existindo hoje ainda algumas ruínas.
Tal destruição, senão total, pelo menos na sua maior parte, deve ter ocorrido em Junho de 1704, quando da Guerra da Sucessão, o exército franco-espanhol, comandado pelo Duque de BerwicK, e acompanhado pelo próprio Filipe V de Espanha, saindo de Castelo Branco em direcção a Portalegre, pessou por Alpalhão, procedendo o exército invasor em relação a esta vila da mesma forma que procedeu para com a vila de Nisa onde destruíu, segundo refere o Dr. Mota Moura, na sua Memória Histórica, algumas torres do castelo e parte das muralhas, queimando ainda quase totalmente o cartório da Câmara, - tanto mais que Alpalhão não podia deixar de ser ocupada militarmente (tal como sucedeu a Nisa, onde parte das tropas se demorou uns quinze dias), já porque era também vila fortificada, já porque ficava a quatro léguas de Portalegre que capitulou a 9 de Junho, e a três de Castelo de Vide que se rendeu a 25 do mesmo mês, e onde as tropas inimigas, com o próprio Filipe V, permanrceram dezoito dias, como refere César Videira na Mémória Histórica desta Vila.
in "Joaquim Dias Loução, A Vila de Alpalhão - sua história e sua importância".
publicado por DELFOS às 07:43

Alpalhão veste de Branco
O que a torna encantada
Parecendo envolta num manto
Feito de espiga aloirada

Por D. Dinis foi destacada
Em tempos que já lá vão
Não retando quase nada
Do seu Castelo de então

Mantém ainda a tradição
Da grande Sáia-Rodada
Do regional capotão
E do chapéu de aba larga

Das touradas à vara larga
Onde o povo ri e goza
Ao ver a roupa rasgada
Do agarrador que o boi sova

Nossa Senhora da Graça é o orago
Da sua gente hospitaleira
Que a Nossa Senhora da Redonda adora
Igualmente como a primeira

Numa constante canseira
Angriando o Devino Pão
A sua gente tão hordeira
É bendigna da menção

Nos seus cruzeiros lá estão
Datas de um feito imortal
Lembrando que os de Alpalhão
Honraram e sempre honrarão Portugal...

Que pasmo...
O blog assim o sente...

"Lembrando que os de Alpalhão, honraram e sempre honrarão Portugal" ou apenas o exceder uma ponderação que ultrapassa o assombro.

O blog "ALENTEJO no NORTE" não consegue reconhecer o pai da criança e nem ao menos lhe pode sequer agradecer pelo deixado.
Não possui o conhecimento se é um canto tradicional deixado ou se é assim um autor... Mas que pasma e é uma honra ser de um gene assim tão alto e no mais puro canto é este ser e povo cantado!
publicado por DELFOS às 07:21

Meus amigos.
Meus caros.
Este padre, este padre nasceu na vila de Alpalhão...
Blog "Alpalhão" o conhecimento o não tem e não sabe quanto foi a data do seu nascimento e nem sequer o respectivo ano quando este ilustre a luz do dia o viu...

Que fogo lá a coisa é que circula na veia e a coisa se é assim obrigado a deixar ficar assim pela meia.
Que irra é esta a cerebral que pegando na coisa o fundo não se lhe toca e o rabo não se aperta...

Bem...
Este padre nasceu na vila de Alpalhão.
O padre Gregório Luís nasceu na vila de Alpalhão.
Que expressão é esta a de carinho e é o rebento de Simão Inchado e de Maria Luís.

Entrou a 9 de Maio de 1610 na Companhia, da Companhia de Jesus no noviciado de Évora - o blog não sabe se o noviciado não será o tempo que dura a preparação da aprendizagem para professor em religião ou o período da formação de um religioso(a) que precede a emissão de seus votos...

A alta posição social e reputação, nobre azul celeste do senhor em toda a parte e representativa do rei, uma idade média, a luz ainda não céu, em dois anos dita Teologia no colégio da ilha de S. Miguel.

É a Confraria.
Nobre lá o tinto que branco é uma região, o astro rei não é lá o palhete, a Victória, N.ª Senhora da Victória é uma confraria, a criou, os estatutos lhe deu para ela se orientar.

O homem é o mundo.
Um ser humano que procura o mundo, passando à ilha de Terceira, nela foi reitor do colégio da cidade de Angra.
Aumentou as obras do colégio com a doação que lhe fez o chantre da catedral Sebastião Machado de Miranda.

Mas não para.
Nunca pode parar esta alma humana, esta gene de um ser português em altura daquela, o nobre celestial foi ao reino de Angola como missionário.
A viagem em navio o mar alto o lá conduzia, holandês tomada lá na folha da papoila, o lá roubou a embarcação e a abandonou na ilha de S. Tiago em Cabo Verde e regressa dela num navio, ou lá a nau a 14 de Dezembro de 1636 que vinha da Índia com mui mel em direcção a Lisboa e com o conde de Linhares, o conde D. Miguel de Noronha que vinha também nela.

O lugar de mestre de noçivos o tendo exercido em Évora, que companheiro era do visitador, o padre André de Moura, à casa professa de S. Roque se recolheu, onde faleceu a 3 de Junho de 1660.

Em manuscrito algumas obras deixou: "Tratados vários espirituais, Vida da venerável Sôr Violante da Ascensão, e Vida do Padre Luís Álveres, que foi grande orador sagrado, «um novo S. Paulo», na frase do Papa Pio V, e que faleceu em 1590, parece que envenenado pelos judeus".
in "Portugal / Dicionário Histórico"
publicado por DELFOS às 06:51

Na Igreja Matriz de Alpalhão está sepultado o dr. Francisco Morato Roma, que foi médico da Casa Real e do Santo Ofício de Lisboa.
Tal facto levou alguns a supor que ele fosse natural de Alpalhão.
A verdade, porém, é que ele era natural de Castelo de Vide, como consta da sua matrícula universitária em Coimbra, onde aliás figura o nome de Francisco Morato.
Explica-se que fosse sepultado em Alpalhão por ser cavaleiro da Ordem de Cristo e cujo Mestrado esta vila pertencia.

Da campa sepulcral consta ter falecido em 11 de Janeiro de 1670.
A indicação do dia pontual do seu nascimento não se reconhece, apenas se sabe, o ano do seu nascimento foi em mil quinhentos e oitenta e oito.

O seu pai se sabe que foi João Morato e a sua mãe o foi Maria Calado Roma.

Em primeiras núpcias casou com Isabel Gomes de Alpalhão.
O MAROTO não se ficou por aqui.
A Maria de Andrade do Vale foi a sua segunda mulher e era natural de Guimarães.
A coisa ela não fica por aqui e o nobre doutor volta a casar uma terceira vez, e desta, voltou outra vez a casar com a nativa também de Alpalhão.
O seu nome, a graça dela, Leonor Delicado o seu nome.

Este ser, esta personalidade na Universidade de Évora se foi formar em Filosofia.
Na Universidade de Coimbra os estudos os foi concluir e acabar em medicina.

Volta à sua terra.
Regressa às suas origens.
Em Castelo de Vide, "a Sintra do Alentejo", começou a exercer medicina.
Não foi só nela.
Em todas as terras à volta o seu sucesso suou.
O renome e a opinião pública a conquistou.
O seu sucesso ao Duque de Bragança D. Teodósio chegou e em mil seiscentos e dezanove o nomeia médico no paço ducal de Vila Viçosa.
O seu filho, o futuro rei D. João IV, o confirma também no cargo, que quando é aclamado rei em Dezembro de mil seiscentos e quarenta o leva para a corte como médico da Real Câmara.

É autor da "Luz da Medicina prática, racional e metódica, Guia de Enfermeiros, Lisboa (1664)", dividida em três partes, com novas edições em Coimbra e Lisboa.

O amigo, o nobre ser, talvez também um "João Semana" em outros tempos antigos e modernos, este médico morre a onze de Janeiro de mil seiscentos e setenta e oitenta e dois anos...
publicado por DELFOS às 03:21
17 de Fevereiro de 2011

Mas só podia ser natural de Alpalhão!
Aquelas figuras de massa e grandeza ou vultos do passado lá longe ou a nobre gente importante que a notabilidade é um posto que comanda a multidão e terras estas de Alpalhão os também os lá tinha e o professor José Xavier Abelho apenas um deles.

Orgulhava este povo e alguma gente deste povo a fazia e as outras terras a esta vila também trazia e a luz também a doava na mais cerrada escuridão.
Esta personalidade era um distinto latinista. Manteve um colégio muitos anos nesta vila.Manteve um colégio muitos anos nesta vila onde ensinava primeiras letras e humanidades a estudantes na vila e onde ensinava aos de dentro e e a outros de terras algumas mesmo muito distantes que nela também aprendiam.

Foi assim se o blog o pode dizer o continuador das tradições do Vigário-Mendonça, (Padre João de Mendonça Salgueiro) que paroquiou Alpalhão desde 1834 a 1853, e ensinava humanidades também a alunos da terra e de fora.

Mas o professor José Xavier Abelho, esta alma deste Alpalhão deste nosso ser, nascendo nesta terra imensa e vivendo nela muitas dezenas de anos, um pedagogo em outros tempos, a morte o levou a 29 de Janeiro de 1896.A casa, a casa onde o professor Abelho faleceu, no ano de 1899 foi colocada nela uma lápide comemorativa... à rua foi-lhe dado o seu nome na altura citada e o blog não sabe se a coisa no tempo ela mudou e dura nas entranhas do povo...
publicado por DELFOS às 13:57

Sob o ponto de vista eclesiástico, a vila de Alpalhão pertenceu à diocese da Guarda até que, a pedido de D. João III e pela bula do Papa Paulo III, Pro excellenti apostolicae sedis, de 21 de Agosto de 1549, que se encontra transcrita a pág. 888 e seguintes do tomo 3.º, parte 1.ª, da História da Igreja em Portugal por Fortunato de Almeida, foi criada a diocese de Portalegre, sendo então, pela mesma bula, desanexadas da diocese da Guarda, em favor da nova diocese, as povoações de Alpalhão (Nisa, Amieira, Vila Flor, Tolosa, Montalvão, Castelo de Vide, Portalegre, Crato, Alter do Chão e outros).

Já em 1278 se tinha celebrado entre o bispo da Guarda e o de Évora uma concordata que se acha no livro original do cartório do Cabido de Évora, segundo refere o Dr. Mota e Moura na sua citada Memória Histórica, parte 1.ª, pág. 25, concordata pela qual ficaram pertencendo à diocese da Guarda, entre outras povoações, Alpalhão, Nisa, Montalvão, Castelo de Vide, Marvão e Portalegre.

Pouco tempo depois, 2m 1295, entre os comendadores dos Templários, D. João Fernandes e D. Gonçalo Gonçalves, e o bispo da Guarda D. Fr. João, celebrou-se a concordata já atrás referida acerca dos direitos episcopais sobre Alpalhão, Nisa e Montalvão.

Da breve crónica dada no aludido Cadastro da população do reino, de 1527, a respeito de Alpalhão, consta que as «as sisas e terças do concelho e a mais renda é do comendador, da qual tem o bispo da Guarda o quinto dos dízimos e deste quinto tem o cabido o terço».

Por ter a vila de Alpalhão como donatária a Ordem de Cristo, era o seu pároco, até à extinção das ordem religiosas em 1834, Vigário e professo dessa ordem, e tinha coadjutor, também professo da mesma ordem, recebendo aquele de renda dois moios de trigo, cinquenta e dois almudes de vinho e seis mil reis em dinheiro, como tudo refere o Padre Luis Cardoso, na obra citada.
publicado por DELFOS às 10:10

"top. Anadia. Mação. Nisa. A presença de -p- e o facto de se tratar de uma forma presente não apenas em territórios meriodinais, leva-me a crer na possibilidade de estarmos na presença de forma híbrida, isto é, de mais um caso de artigo arábico ligado a voc. românico. A ser assim, talvez seja um der. de palha". (1)

(1) in " Dicionário Onomástico e Etimológico de Língua Portuguesa, de José Pedro Machado".


"A primitiva e a mais notável sua fundação foi no Monte dos Sete, aí foi esta terra e esta nobre vila, aí foi ela primitivamente fundada...

Hoje, no tempo actual, estas terras de Alpalhão, o blog assim o pensa, acredita que estando lá citando o Pinho Leal em seu Portugal Antigo e Moderno, ela, ela continua situada em uma extensa planície, cercada de muros que não se sabe se ainda vão sendo assim lá tantos com a distância que já lá vai "com o seu castello, sendo este obra de D. Diniz, em 1300, e aquelles de D. João IV, em 1660."

Está tudo desmantelado" e " é regada pelo rio do seu nome" que esta é que não e assim lá muita confusão o blog assim o fica - era uma vez o Pinho Leal".

Não se sabe quem foram os fundadores d`esta villa - assim começa o parente Pinho Leal em seu Portugal Antigo e Moderno -, só se sabe que é antiquissima, pois já existia no tempo dos romanos, com o nome de Fraginum ou Fraxinum.

Outros porém dizem que Fraginum era a actual villa de Gavião e o nosso mui nobre amigo lá continua "Eram seus alcaides-móres e commendadores os marquezes de Arronches (ou de Abrantes). Uns auctores dizem que eram os de Arronches, outros dizem que eram os de Abrantes, no que julgo não haver engano, porque me parece que os últimos herdaram a casa e o título dos primeiros... "

publicado por DELFOS às 05:38
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