18 de Março de 2011

E num cantinho amigo, http://www2.portalegredigital.pt/client/skins/portuguese/artigo.asp?page=2014 dos que tem muito orgulho em visitar "O presidente da Entidade Regional de Turismo do Alentejo, Ceia da Silva, congratulou-se hoje com o aumento de dormidas no Alentejo de 12,4 por cento em Janeiro deste ano em comparação com igual período do ano passado.

De acordo com o Instituto Nacional de Estatística o Alentejo foi mesmo a região do país onde o número de dormidas mais cresceu no primeiro mês de 2011.

O presidente da Turismo do Alentejo falava hoje na Escola Superior de Educação de Portalegre, à margem de uma conferência sobre “As Redes Sociais no Turismo”.

O mesmo responsável admitiu que as unidades de alojamento e outras empresas do sector turístico não estão a aproveitar devidamente os benefícios que podem retirar das redes sociais.
(...).

Gabriel Nunes/Susana Mourato

Fonte_www.radioportalegre.pt/index.php. "

Mas muita bom mesmo meu caro Ceia da Silva. Mas muita bom mesmo meu caro. Se está ficando muito adnirado que se vos diga lá.
A organização ela não está dormindo em fachada ou lá fechada.
Ela é viva.
Ela está muito viva.
Ela está agitando as águas desta planície e andando muito o que surpreende em terras estas alentejanas. 
Apetece dizer, a organização que o caro comanda,  "Até 2025 o Alentejo é a região que mais cresce em Portugal".
Não se está brincando e ela não brinca quando coloca a sua mão e quando entra ao serviço.
 
Quem ainda vai tendo o prazer de olhar para e para as coisas que vão acontecendo no distrito de Portalegre está ficando muito estupefacto e muito admirado numa olhada que lhe vai dando...
Mas muito admirado mesmo!
Não deixa de ser uma verdade "...as unidades de alojamento e outras empresas do sector turístico não estão a aproveitar devidamente os benefícios que podem retirar das redes sociais".
 
O blog "A TERRA do ALENTEJO",  na sua poética e prosa lhe acrescenta, não aproveita e ainda corta quem cria um espaço vocacionado essencialmente para a defesa do património e sua história local.`
 
Não se sabe.
Mas se calhar quase que se aposta.
É o concelho de Gavião que se recusa a dizer que se calhar lá os quinze.
 
No concelho de Gavião não é permitindo que se possa consultar a biblioteca da escola, na fé de lá descobrir alguma coisa sobre respectivo concelho e que se lhe recusa uma pesquisa de um livro feito por um revendo sobre o mesmo concelho.

A coisa não pode ela lá parar.
Mas a coisa não pode parar.
 
Vai a fazer vinte anos.
É muita tempo. 
Anda-se a lutar pelo registo de uma vila romana.
Até ao presente ainda não se conseguiu.
Não se conseguiu o registo de interesse público e zona protegida e a respectiva escavação ainda não a colocou na luz do dia. Onde se encontra moedas com a data de 1125 ou lá pataco ou uma árvore das patacas que ainda se vai colhendo nela os seus frutos...
 
Continuando...
 
Em 1977, quando os trabalhadores da edilidade lá andaram a colocar canos para levar a água para a Comenda ou seja lá Castelo Cernado, encontraram ossos em cima uns dos outros, onde a respectiva vala passava, quem sabe, um cemitério, ou a peste que lá existiu, algumas moedas e mosaicos...
 
Não se compreende.
Não se compreende e até agora nada ainda não foi nada.
O mais engraçado é que foi o próprio Estado, ou seja, a Câmara Municipal de Gavião.
O mais engraçado é que tem uma praia fluvial  e um parque de merendas mesmo pegado com a dita vila e um empreendimento turístico que se está fazendo nestas terras de Comenda e não se lhe dá um suporte, quem visita este povo, a imagem muito boa leve destas terras...

 

Não se compreende meu caro Ceia da Silva. 


Mas a coisa não pode parar.
Sabe que tenho muitas dúvidas. O seu desejo e de sua equipa levarem este nosso Alentejo a Património Mundial e o Montado na categoria, embora na contradição entenda que é um anseio justo e único... Não deixa de ser um património único e universal. Que quando uma equipa da BBC veio a Portugual o filmar e se viu num programa sobre Vida Selvagem a coisa ainda lhe ganha outra grandeza. Sabe que tenho dúvidas. Os políticos não estão preparados para uma abertura que a sua organização está imprimindo.
 
Entre as terras de Castelo Cernado ou a muito doce Freguesia de Comenda, as terras da Freguesia do Monte da Pedra e as da Freguesia de Cunheira, no meio, no meio das ditas existe também uma vila romana. Ela está destruída, é certo.
A zona esta que muito orgulhosamente cito, ainda se consegue ver alguns restos do seu passado e com uma ponte romana também destruída. Os alicerces da mesma estão no meio do rio Sôr.
A dita, o povo, a ela se refere, vila do Tesourinho, mas se pensa, o blog "A TERRA do ALTO ALENTEJO" acredita, a ela, o seu nome verdadeiro se chama  Sourinho.
Aqui o blog pensa, acredita, julga pelo mapa encontrado na Etnografia Portuguesa de José Leite de Vascocelhos, o mapa, o que viu na referida obra literária a regista e não regista a que fica junto ao parque de merendas ou praia fluvial nas terras de Comenda. 
O blog pensa que foi o princípio de tudo na Zona.
Até agora também nada. Também nada por três concelhos e suas três respectivas freguesias...

 


Nas terras de Comenda, na Costa, terras de Baldio ou terra de um Baldio, existiu também uma vila. A Vila do Pêro Melhor. E até agora também nada.
Apetece dizer meu caro, não aproveita e tenta silenciar. 
Como se estivesse fazendo algum favor ao blog.
Que mais errado não se possa lá estar.
O caro veja, veja a coisa em oitenta e seis freguesias do seu distrito, do meu distrito, se a coisa não estará igual e não se lhe esteja fazendo uma sabotagem a toda a actividade mostrada pela sua organização e não lhe estou falando da etnográfica, que foi mesmo um abandono total ao fim destes anos todos...

Mas terminando mesmo, lhe foi prometido ao blog que este ano se iria começar a fazer a carta arqueológica do concelho de Gavião e numa reunião de Câmara e o blog vendo as respectivas actas, a deliberação tomada, ela não ficou registada em acta. Só pode ser uma brincadeira ou um gozo se lho diga...
publicado por DELFOS às 17:21
06 de Março de 2011

Não sabe quanto emprego geram as ditas. Estas que o blog registou. Gostava de alongar um bocado mais a frente e a coisa mas confessa que começa a ter medo nas terras do concelho de Gavião. Ao viver num concelho onde não existe um biblioteca e a que existiu lhe foi tirada para uma consulta - que se lhe dá e depois se lho tira - ou que em Passos do seu concelho lhe ia dando umas fotocópias sobre o mesmo e depois se lhas tira, apenas está mandando o blog para a Maria Cardoso ou para o Tarafal. Uma escuridão tão profunda o blog sente meus caros. Parece que não se quer que o cidadão comum abra os olhos. E diz que apoia a cultura. Mas o machado corta tão profundo e fundo e faz as pessoas tão brutas...Enfim é assim. São terras de uma América Latina ou um deserto de África aqui tão perto...
 
O blog conseguiu registar 12 empresas de construção civil no concelho de Gavião. No concelho de Alter do Chão registou 7. Em Castelo de Vide foram apenas 3. O Crato, o Grandioso Crato aqui ao lado apenas tem 5. O de Fronteira tem 12 empresas. Marvão tem 9. Monforte tem 8. Nisa, este Condado tem 19. Portalegre, para terminar, o concelho de Portalegre tem 46. E para uma consulta mais profunda, algum interesse mais aprofundado por vós, aconselha-se http://www.portugalio.com/construcao-civil/nisa.
 
 
GAVIÃO

Antonio R Matos Heitor Gavião, Portalegre

Armando da Silva Goncalves Galinha Gavião, Portalegre

Cavaco & Tomas, Lda Comenda, Gavião, Portalegre

Fepema - Construções, Unip., Lda Gavião,

Francisco Labronço - Construção e Reparação de Edificios, Lda Ferraria, Gavião, Portalegre

Galinha & Hipolito, Lda Gavião, Portalegre

Gaverg - Construções, Lda Vale de Bordalo, Margem, Gavião, Portalegre

Gavicofra - Construções, Unip., Lda Gavião, Portalegre

Helder Manuel Gonçalves Infante Gavião, Portalegre 6040-105 Gavião

Mistura de Luxo - Unipessoal Lda Margem, Gavião, Portalegre

Rui Manuel Delgado Pereira Gavião, Portalegre

Urbigav - Construções, Unip., Lda Gavião, Portalegre

 

 

ALTER do CHÃO

Alberto Pereira Ribeiro Alter do Chão, Portalegre
Francisco Duarte Prego & Filhos, Lda Alter do Chão, Portalegre
J.L.G. Silvestre, Lda Alter do Chão, Portalegre
João Manuel A Engracio Alter do Chão, Portalegre
João Martins Palmeiro Chancelaria, Alter do Chão,
Jose Manuel Cabaço Barreto Seda, Alter do Chão,
Manuel Marques Airoso Alter do Chão, Portalegre
 
 
CASTELO de VIDE
João M Franco Pires Nossa Senhora Graça Póvoa Meadas, Castelo de Vide, Portalegre, Póvoa e Meadas 
Jose Joaquim Carrilho Santa Maria da Devesa, Castelo de Vide, Portalegre
Soc. de Construções Jose Ramos & Filhos, Lda Santa Maria da Devesa, Castelo de Vide, Portalegre
 
 
CRATO

Antonio Garcia Ventura Gáfete, Crato, Portalegre

Construções Ventura & Filho, Lda Gáfete, Crato, Portalegre

Manuel Flores de Matos & Filhos - Construções, Lda Monte da Pedra, Crato, Portalegre

Mario das dores Carrilho Casa Carrilho Crato e Mártires, Crato, Portalegre

Mundipedra - Soc.Construção Calçadas Compra Venda de Propriedades, Lda Gáfete, Crato, Portalegre

 

 

FRONTEIRA

Casas d`Alem, Lda Fronteira, Portalegre

Frontinveste - Serv. Projectos, Lda Fronteira, Portalegre

João Luis Godinho Niza Cabeço de Vide, Fronteira, Portalegre

João Maria Torres Garcia Cabeço de Vide, Fronteira, Portalegre

João Moreira C Espadinha Fronteira, Portalegre

Vitor Manuel Pereira Sebastião Cabeço de Vide, Fronteira, Portalegre

 

 

MARVÃO

A Aldeia - Construções Civis, Unip., Lda Santo António das Areias, Canto Roubado, Marvão, Portalegre

Antonio Joaquim Tome Anselmo Santo António das Areias, Marvão, Portalegre

Construções Paz & Paz Lda Beirã, Marvão, Portalegre

Construtora Marvanense, Lda Beirã, Marvão, Portalegre

Construtora Marvanense, Unip., Lda Beirã, Marvão, Portalegre

Construtora Raposo & Filhos, Lda Beirã, Barretos, Marvão,

Jose Pedro Carrilho Mimoso São Salvador da Aramenha, Portagem, Marvão, Portalegre

M. da Cruz & Out/ Herd.João Barreta Cebolas Batista - Constr.Civil, Lda São Salvador da Aramenha, Marvão, Portalegre

Multigolf - Soc. de Construções, Lda São Salvador da Aramenha, Marvão, Portalegre

 

 

MONFORTE

Azeiteiro & Galão, Lda Vaiamonte, Monforte,

Construções Ferreira & Cia.rrajola, Lda Vaiamonte, Monforte, Portalegre

Emidio & Silva - Construtores, Lda Assumar, Monforte, Portalegre

Estevão Lopes & Moreira, Lda Monforte, Portalegre

Gois & Gois Construtores, Lda Assumar, Monforte, Portalegre

Gois & Gois, Construtores, Lda Assumar, Monforte, Portalegre

João Antonio Sabino Fialho Leal Santo Aleixo, Monforte, Portalegre

Vitor Manuel Jesus Torres Estrela Vaiamonte, Monforte, Portalegre

 

 

 

PORTALEGRE

A.Ricardo & Filho, Lda Alegrete, Portalegre

Constralegre - Construtores Civis, Lda São Lourenço, Portalegre

Construcion Alvion 98 Sl São Lourenço, Portalegre

Construções Antonio Mão Ferro, Lda Reguengo, Portalegre (Cruz das Mós)

Construções Carloto & Filhos, Lda São Lourenço, Portalegre 7300-142 Portalegre

Construções Monte da Ribeira, Lda Ribeira de Nisa, Portalegre (Monte Carvalho)

Construções Porta Alegre, Lda São Lourenço, Portalegre

Damião & Belo, Lda Sé, Portalegre 

Efeito - Construtores, Lda Carreiras, Portalegre

Irmãos Gandum, Lda Sé, Portalegre

J. M. V. Ricardo, Lda Sé, Portalegre

João Eugenio Salgueiro Nunes Carreiras, Portalegre

João Martins Branquinho Ganhão São Lourenço, Portalegre

Joaquim Maria Bonito Rita Urra, Portalegre

Jose A F Miranda Realinho Sé, Portalegre

Jose Antonio F Miranda Urra, Portalegre

Jose Antonio Gaiato Rita Urra, Portalegre

Jose João Gasalho Pires Sé, Portalegre

Jose Manuel Alegria Gaiato Urra, Portalegre

Lena - Construções, S.A. Sé, Portalegre

Manuel J L Correia São Lourenço, Portalegre

Multiquatro - Soc. de Construções, Lda São Lourenço, Portalegre

Nelson Joaquim Genizio Sé, Portalegre

Soc. Alentejana de Construções, SA São Lourenço, Portalegre

Soc. de Empreitadas Centrejo, Lda São Lourenço, Portalegre

Tavares, Irmão & Reis, Unip., Lda Sé, Portalegre

 

 

NISA

Antonio Carita dos Santos Marquez Espírito Santo, Nisa, Portalegre

Antonio Maria Temudo Semedo Alpalhão, Nisa, Portalegre

Cavaca & Tomas, Lda Tolosa, Nisa, Portalegre

Construtora Bagulho & Galucho, Lda Nossa Senhora da Graça, Nisa, Portalegre

Crespo & Parreira, Construtores, Lda Tolosa, Nisa, Portalegre

Fernando Graça Vinagre Mouro Nossa Senhora da Graça, Nisa, Portalegre

Francisco Gomes Paulino Tolosa, Nisa, Portalegre

Isabelinho - Construções, Lda Tolosa, Nisa, Portalegre

J Durão, Lda Espírito Santo, Nisa, Portalegre

J.Severino & Filhos - Construtores, Lda Tolosa, Nisa, Portalegre

João Leonel A Calhaço Alpalhão, Nisa, Portalegre

João Luis Melato, Lda Espírito Santo, Nisa, Portalegre

Jorge Fernando Dinis Florindo Tolosa, Nisa, Portalegre

Jose Alvaro Pais Figueiredo Espírito Santo, Nisa, Portalegre

Jose M Barreto Carita Espírito Santo, Nisa, Portalegre

Jose Manuel Presumido Becho Alpalhão, Nisa, Portalegre

Jose Maria P Cabim Espírito Santo, Nisa, Portalegre

 

 

publicado por DELFOS às 14:55
19 de Fevereiro de 2011

O Diário do Sul, no seu espaço, http://diariodosul.com.pt/index.php/portalegre/6206 e traz o título, Freguesia de Ribeira de Nisa com jogos para idosos.

Blog confessa que ficou muito admirado e não estava à espera de ver estas boas práticas. Pensava que estas coisas não podiam existir e eram proíbidas de fazer por uma mentalidade caduca.

Apenas pensava que velhos eram os trapos e o ser se mandava e despejava num canto da sala.

Como o blog estava enganado.

Olhando para a notícia do referido jornal, o blog pensa que é assim que se combate uma solidão individual e coloca a malta a rir e a sorrir e lhe preserva os seus reflexos. Assim pensa, ainda vai existindo, algumas boas práticas neste Alentejo. Ainda vai havendo uma moderna que se liberta com alguma qualidade e comporta alguma excelência quase que total.

Enfim! Vamos à notícia do dito...

"O Centro Cultural e Desportivo Desportalegre, em parceria com a Junta de Freguesia da Ribeira de Nisa, continua a proporcionar, periodicamente, jogos recreativos aos utentes do Centro de Dia de Nossa Senhora da Esperança, em Monte Carvalho.
Cerca de duas dezenas de idosos, divertiram-se jogando e competindo entre si, tentando acumular o máximo de pontos. Mais uma vez, Martinho Nunes, de 86 anos, foi o vencedor, seguido de Joaquina Sobreira e Maria das Dores Miranda. A todos eles foram entregues prémios.
E, porque os jogos são simples e divertidos, as funcionárias e a Directora do Centro de Dia, também participam, disputando um renhido, campeonato à parte.Com os seus Jogos, o Desportalegre, quebra a rotina dos idosos, fálos movimentarem-se e vibrarem com os seus acertos e falhanços.

Ninguém fica indeferente independentemente das idades que neste caso variam entre os 76 e os 92 anos. São os “Jogos sem Idade” que o Desportalegre, gostava de poder levar a todos os Lares e Centros de Dia do Norte Alentejano."






publicado por DELFOS às 10:02
15 de Fevereiro de 2011

Dado o elevado índice de envelhecimento do Norte Alentejano e sabendo que são geralmente os escalões etários mais elevados que possuem habilitações mais reduzidas, o resultado obtido é, apesar de pouco animador, expectável.

A estrutura de habilitações do Norte Alentejano está alinhada com a verificada na região do Alentejo, no entanto, apresenta uma maior proporção de população com o 1.º Ciclo do Ensino Básico (31% contra 34%, respectivamente) e menor proporção de população com o nível médio ou superior (16% contra 12%).

Em relação à taxa de analfabetismo, o conjunto dos doze municípios apresenta uma média de 20,8%. O valor mais elevado é registado em Monforte (27,0%) e o baixo em Elvas (13,6%).

Em relação à taxa de actividade, a taxa que permite definir o peso da população activa sobre o total da população, estes doze municípios do Norte Alentejano apresentam um valor médio de cerca de 40%.

Esta taxa de actividade situa-se invariavelmente abaixo dos valores de referência nacional e da região do Alentejo aproximando-se do valor registado na sub-região Alto Alentejo. O município de Campo Maior regista a mais elevada taxa de actividade, sendo mesmo superior à verificada na

NUTS III Alto Alentejo. Os municípios de Gavião, Nisa, Alter do Chão, Crato, Monforte e Arronches registam valores abaixo dos 40%.

Em relação aos sectores de actividade económica, predomina o sector terciário com 61,9%, seguido do sector secundário com 26,2% e do sector primário com 11,9%.


Comparando estes valores com os registados a nível nacional e regional, verifica-se que o sector terciário no território em análise assume um peso superior ao registado a nível nacional, enquanto o sector secundário se situa abaixo do valor nacional. O sector primário apresenta um valor mais elevado do que o valor nacional.


Estes valores são semelhantes aos verificados ao nível da região Alentejo.

Em relação a cada um dos doze municípios, Elvas e Castelo de Vide são os que apresentam um valor mais elevado em relação ao sector terciário, com 70,7% e 69,4% respectivamente.

Os municípios de Avis e de Sousel são os que apresentam valores mais baixos, com 51,8% e 53,7% respectivamente.

O sector secundário regista em Campo Maior e Gavião os valores mais representativos, respectivamente, 32,1% e 30,8% da população residente empregada, valores superiores aos registados na região Alentejo. Por outro lado, são os municípios de Monforte e de Alter do Chão, com 15,6% e 16,1% respectivamente, que registam os valores mais baixos.


Quanto ao sector primário, Monforte, com 21,8%, é o município que apresenta o maior número de residentes empregados neste sector seguido de Arronches (20,4%) de Sousel (19,9%). Pelo contrário, são os municípios de Gavião e Castelo de Vide, com 7,1% e 7,4% respectivamente, onde o sector primário é menos representativo.

Em relação aos sectores de actividade de maior relevância na estrutura económica da região do Alto Alentejo surgem o sector da agricultura e da produção animal associada, a indústria de panificação, a indústria de leite e derivados e a indústria de café e chá, assim como, o sector da cortiça e do turismo na vertente do segmento da restauração.


A agricultura e os serviços públicos e sociais assumem um peso na economia regional (15% e 34% do VAB regional, respectivamente) muito superior à média nacional o que revela dificuldades de diversificação do tecido empresarial e de desenvolvimento de novas actividades de prestação de serviços, nomeadamente, serviços de apoio às empresas (PDTNA, 2008).


O tecido empresarial da região do Norte Alentejano apresenta-se atomizado, com predomínio das pequenas e microempresas. Apenas Campo Maior acolhe empresas com mais de 250 trabalhadores.

Nos últimos anos, a região conseguiu manter uma taxa de iniciativa empresarial superior à média do Alentejo e do país mas a taxa de sobrevivência dos estabelecimentos criados diminuiu sobretudo no que se refere às unidades de menor dimensão, determinando uma inversão da criação líquida de postos de trabalho e uma maior taxa de rotatividade do emprego (PDTNA, 2008).

UNIVERSIDADE DE LISBOA FACULDADE DE CIÊNCIAS DEPARTAMENTO DE BIOLOGIA ANIMAL / Agenda 21 Local. O Caso de Estudo do Norte Alentejano. / Maria José Almeida Dias de Sousa / Lisboa / 2009 / DISSERTAÇÃO ORIENTADA PELO PROFESSOR DOUTOR FILIPE DUARTE SANTOS E PELO PROFESSOR DOUTOR JOÃO FARINHA.

publicado por DELFOS às 04:55
12 de Fevereiro de 2011

As dinâmicas demográficas do Norte Alentejano no século XX acompanham as evoluções verificadas ao nível da NUTS II Alentejo, registando-se um crescimento populacional contínuo na metade do século (especialização e expansão do modelo agrícola cerealífero), seguindo-se um período acentuado de perda até aos anos 70 (regressão da agricultura, êxodo rural) e depois um período de menor decréscimo populacional.

No período entre 1991 e 2001, o Norte Alentejano perdeu cerca de 9% da sua população.

Todos os municípios registaram decréscimos populacionais, no entanto, os municípios de Gavião (- 17,4%), Crato (-14,1%), Nisa (-12,9%) e Alter do Chão (-11,3%) foram os que apresentaram maiores perdas populacionais. O município de Campo Maior foi o que registou uma menor perda populacional.

Em 2001, a população residente nos doze municípios em estudo era de 79.166 indivíduos, um valor inferior ao da região Alentejo (24,4) e bastante inferior à densidade populacional de Portugal continental (110,9).

Dos doze concelhos em análise, sete possuem menos de 5 mil habitantes e apenas um (Elvas) possui mais de 20 mil habitantes.

Quanto à densidade populacional, o Norte Alentejano apresenta uma densidade populacional baixa, cerca de 19,9 hab/km.

Os concelhos de Monforte e Avis apresentam densidades populacionais inferiores a 10 hab/km. Campo Maior apresentam uma densidade populacional superior a 30 hab/km.


Nisa, Castelo de Vide, Crato, Alter do Chão e Arronches registam densidades populacionais que variam entre os 11 e os 20 hab/km.

Entre 2001 e 2008 o ritmo de recuo demográfico acentuou-se para o conjunto da região que registou tendências regressivas quer ao nível do saldo natural quer ao nível do saldo migratório, destacando-se os concelhos de Arronches, Castelo de Vide, Avis e Campo Maior por evidenciarem capacidade para atrair fluxos populacionais (saldos migratórios positivos) ainda que em volume insuficiente para contrariar as perdas ao nível dos respectivos saldos naturais (PTDNA, 2008).


A evolução da densidade populacional, de 2001 a 2008, de cada um dos doze municípios em análise. Verifica-se uma quebra generalizada das densidades populacionais quer dos municípios

quer da região. O município de Campo Maior é o único que foge a esta tendência registando uma densidade populacional maior em 2008 do que em 2001.

Em relação à estrutura etária da população residente no território em análise o envelhecimento da população também se acentuou a partir da década de 50 do século XX.

O território em estudo apresenta um elevado envelhecimento populacional, registando cerca de 30% da sua população com mais de 65 anos. É nos municípios de Gavião e de Nisa que o envelhecimento populacional é maiselevado, representando cerca de 39 e 36% da população residente, respectivamente.

Como se pode observar, os índices de envelhecimento destes doze concelhos são bastante elevados em relação à média nacional (104,5%) e mesmo em relação ao valor da região (162,6%) e da sub-região Alto Alentejo (195,7%). O concelho de Gavião é o mais envelhecido com um índice de envelhecimento de 429,6%, seguido do concelho de Nisa (369%), Crato (333,9%) e Marvão (295,2%).

Os concelhos de Elvas e de Campo Maior são os concelhos mais jovens do território em análise.

UNIVERSIDADE DE LISBOA FACULDADE DE CIÊNCIAS DEPARTAMENTO DE BIOLOGIA ANIMAL / Agenda 21 Local. O Caso de Estudo do Norte Alentejano. /Maria José Almeida Dias de Sousa / Lisboa / 2009 / DISSERTAÇÃO ORIENTADA PELO PROFESSOR DOUTOR FILIPE DUARTE SANTOS E PELO PROFESSOR DOUTOR JOÃO FARINHA.http://hdl.handle.net/10451/

publicado por DELFOS às 12:26
11 de Fevereiro de 2011

FREGUESIA DE MARGEM

ANOS ... POPULAÇÃO

1864 ... 586
1878 ... 739
1890 ... 680
1900 ... 774
1911 ... 1091
1920 ... 1217
1930 ... 1560
1940 ... 1804
1950 ... 2024
1960 ... 2073
1970 ... 1540
1981 ... 1480
1991 ... 1245
2001 ... 1026
publicado por DELFOS às 00:35
10 de Fevereiro de 2011

“O Portalegre Digital ao Serviço da Promoção e Massificação dos Conteúdos e da Literacia Digital”

No âmbito do INALENTEJO, a Associação para o Desenvolvimento de Portalegre Distrito Digital apresentou em Junho de 2010 uma candidatura intitulada “O Portalegre Digital ao Serviço da Promoção e Massificação dos Conteúdos e da Literacia Digital”, candidatura essa que se encontra à presente data aprovada no Eixo I – Competitividade, Inovação e Conhecimento, Regulamento Específico da Economia Digital e Sociedade do Conhecimento, com um investimento total elegível de 517.962,94 €, a que corresponde um financiamento FEDER, à taxa de 70%, de 362.574,06 €.

A Operação que serve de sustentáculo à Candidatura tem como meta contribuir para a prossecução das políticas públicas nacionais para as áreas da Sociedade da Informação e do Conhecimento, procurando promover cada vez mais a qualidade e inovação nos processos de aprendizagem e promoção da literacia digital e conteúdos temáticas. Este trabalho pretende minimizar as barreiras digitais criadas na concepção desses mesmos conteúdos, especialmente aos que estão relacionados com as entidades públicas.

Como tal, foram apresentadas várias ferramentas que se querem úteis para a melhoria progressiva de todos estes processos, capazes ao mesmo tempo de criar um ambiente cada vez mais inovador, principalmente através da Digitalização de Conteúdos Temáticos e da Promoção de Literacia Digital. A perspectiva escolhida para levar a cabo este trabalho pretende-se simples e objectiva, visando contribuir para a qualidade do ensino, fortificar a facilitar a utilização das Novas Tecnologias e permitir que essa experiência seja replicada noutros contextos. A Promoção da Literacia Digital será feita através de uma Biblioteca Digital, tornando-se desta forma numa janela aberta para a toda a Região, indo assim de encontro a algumas das prioridades definidas para o Alentejo, desde a inovação à tecnologia, às políticas de desenvolvimento regional.

A nível prático, a prossecução destes objectivos passa assim pela criação de uma Biblioteca Digital, englobando uma Base de Conhecimento com a informação relevante constante em documentos e livros antigos, propriedade dos acervos documentais dos diversos associados, desde as Câmaras Municipais, Instituto Politécnico, Associações Empresariais, entre outros, e em que cada um deles terá acesso à sua própria documentação. Outros dos aspectos práticos desta Base prende-se com a disponibilização de livros e outros manuais em formato digital no âmbito da infoexclusão.

Desta forma, a pertinência desta candidatura justifica-se sobretudo pela necessidade de capacitar o território de conhecimento localizado, propiciados pela proximidade física e pelas economias de aglomeração, sendo que estes elementos facultam contactos entre os actores e facilitam a transmissão de conhecimento e, consequentemente, aumentam a capacidade de inovação.

Através de mais esta iniciativa do Portalegre Distrito Digital, espera-se ganhar maior relevância na formação de massa crítica para os processos de aprendizagem colectiva e de criatividade, os quais requerem uma intensidade elevada de outras formas de proximidade como a institucional, organizacional, cognitiva e social, que estão para além da proximidade geográfica, e que podem tomar a configuração de redes.

Fonte: http://www.portalalentejano.com/?p=24067 de

publicado por DELFOS às 06:41
09 de Fevereiro de 2011





publicado por DELFOS às 03:00
08 de Fevereiro de 2011

O Geopark Naturtejo, que abrange seis concelhos dos distritos de Castelo Branco e de Portalegre, recebeu em 2010 cerca de 30 mil pessoas.

O número foi avançado ao Reconquista pelo presidente da Naturtejo, Armindo Jacinto.

De acordo com aquele responsável, o Geopark foi também visitado por oito mil alunos de escolas de Portugal, Espanha, Estados Unidos da América e Brasil.
Armindo Jacinto considera que o território Naturtejo é um espaço de excelência, com um enorme potencial, resultante do seu próprio património, das suas gentes e da sua localização, o que permite a captação de públicos no eixo Madrid-Lisboa.
Para 2011 as apostas da Naturtejo passam por novas rotas.

Pacotes turísticos completos, que "têm a particularidade de destacar novos produtos, como a gastronomia e produtos regionais. É importante juntarmos o setor agro alimentar ao turismo", revela Armindo Jacinto.

O objetivo passa por aumentar o número de visitas no território, criando condições para que quem passe no Geopark possa consumir os diferentes produtos existentes, desde a restauração, hotelaria, gastronomia, ou produtos regionais.

Rotas de excelência

As propostas do Geopark Naturtejo apresentam rotas com preços a partir de 84 euros, para três dias e duas noites.

A biodiversidade, o património histórico, a gastronomia e a cultura são presenças garantidas nas viagens ao Geopark.

Armindo Jacinto dá como exemplo as rotas dos Abutres e dos Veados (ambas com percursos pedestres e passeio de barco no Parque Natural do Tejo Internacional).
Para 2011 são ainda reforçadas as rotas das Aldeias Históricas (visita a Idanha-a-Velha e percursos pedestres), dos Cavaleiros Templários, do Xisto, das Montanhas e dos Sabores.
Mas as propostas não se ficam por aqui.

A Rota do Passado no Presente merece destaque, com as visitas acompanhadas ao centro histórico de Castelo Branco, ao Jardim do Paço, aos museus Francisco Tavares Proença Júnior, Cargaleiro e Canteiro, e à vila de Idanha-a-Nova.

Também a Rota do Ouro, que integra provas de azeite, visitas guiadas à mina de ouro romana do Conhal do Arneiro e a atividade "Há ouro na Foz" deverá ser bastante requisitada.
Os motivos para uma visita ao Geopark Naturtejo incluem ainda paisagens como os meandros do Zêzere, a queda de Água D'Alta (ambos no concelho de Oleiros) ou saltos de paraquedas e visita ao Centro de Ciência Viva da Floresta (em Proença-a-Nova).
Armindo Jacinto revela que a Naturtejo está a trabalhar com os principais operadores turísticos nacionais e internacionais, disponibilizando também atividades para grupos empresariais.

"Iniciativas que pretendem promover o convívio entre os participantes e incentivem o espírito de equipa", explica.
O presidente da Naturtejo explica que as atividades para as empresas podem "por visitas acompanhadas, momentos culturais com a atuação de grupos e demonstração de artesanato, jantares medievais ou sessões de bem estar em balneários termais".

No entender de Armindo Jacinto as empresas poderão ainda usufruir de "passeios de barco nos rios Tejo e Zêzere, participação em atividades do amanho da terra, como a apanha da azeitona, de tortulhos e criadilhas colheita do medronho, e fabrico de aguardente e compotas".

O Geopark Naturtejo abrange os concelhos de Idanha-a-Nova, Castelo Branco, Oleiros, Proença-a-Nova, Vila Velha de Ródão (distrito de Castelo Branco) e Nisa (distrito de Portalegre).

O Geopark Naturtejo, que abrange seis concelhos dos distritos de Castelo Branco e de Portalegre, recebeu em 2010 cerca de 30 mil pessoas.

O número foi avançado ao Reconquista pelo presidente da Naturtejo, Armindo Jacinto.

De acordo com aquele responsável, o Geopark foi também visitado por oito mil alunos de escolas de Portugal, Espanha, Estados Unidos da América e Brasil.
Armindo Jacinto considera que o território Naturtejo é um espaço de excelência, com um enorme potencial, resultante do seu próprio património, das suas gentes e da sua localização, o que permite a captação de públicos no eixo Madrid-Lisboa.
Para 2011 as apostas da Naturtejo passam por novas rotas.

Pacotes turísticos completos, que "têm a particularidade de destacar novos produtos, como a gastronomia e produtos regionais. É importante juntarmos o setor agro alimentar ao turismo", revela Armindo Jacinto.

O objetivo passa por aumentar o número de visitas no território, criando condições para que quem passe no Geopark possa consumir os diferentes produtos existentes, desde a restauração, hotelaria, gastronomia, ou produtos regionais.

Rotas de excelência

As propostas do Geopark Naturtejo apresentam rotas com preços a partir de 84 euros, para três dias e duas noites.

A biodiversidade, o património histórico, a gastronomia e a cultura são presenças garantidas nas viagens ao Geopark.

Armindo Jacinto dá como exemplo as rotas dos Abutres e dos Veados (ambas com percursos pedestres e passeio de barco no Parque Natural do Tejo Internacional).
Para 2011 são ainda reforçadas as rotas das Aldeias Históricas (visita a Idanha-a-Velha e percursos pedestres), dos Cavaleiros Templários, do Xisto, das Montanhas e dos Sabores.
Mas as propostas não se ficam por aqui.

A Rota do Passado no Presente merece destaque, com as visitas acompanhadas ao centro histórico de Castelo Branco, ao Jardim do Paço, aos museus Francisco Tavares Proença Júnior, Cargaleiro e Canteiro, e à vila de Idanha-a-Nova.

Também a Rota do Ouro, que integra provas de azeite, visitas guiadas à mina de ouro romana do Conhal do Arneiro e a atividade "Há ouro na Foz" deverá ser bastante requisitada.
Os motivos para uma visita ao Geopark Naturtejo incluem ainda paisagens como os meandros do Zêzere, a queda de Água D'Alta (ambos no concelho de Oleiros) ou saltos de paraquedas e visita ao Centro de Ciência Viva da Floresta (em Proença-a-Nova).
Armindo Jacinto revela que a Naturtejo está a trabalhar com os principais operadores turísticos nacionais e internacionais, disponibilizando também atividades para grupos empresariais.

"Iniciativas que pretendem promover o convívio entre os participantes e incentivem o espírito de equipa", explica.
O presidente da Naturtejo explica que as atividades para as empresas podem "por visitas acompanhadas, momentos culturais com a atuação de grupos e demonstração de artesanato, jantares medievais ou sessões de bem estar em balneários termais".

No entender de Armindo Jacinto as empresas poderão ainda usufruir de "passeios de barco nos rios Tejo e Zêzere, participação em atividades do amanho da terra, como a apanha da azeitona, de tortulhos e criadilhas colheita do medronho, e fabrico de aguardente e compotas".

O Geopark Naturtejo abrange os concelhos de Idanha-a-Nova, Castelo Branco, Oleiros, Proença-a-Nova, Vila Velha de Ródão (distrito de Castelo Branco) e Nisa (distrito de Portalegre).

O Geopark Naturtejo, que abrange seis concelhos dos distritos de Castelo Branco e de Portalegre, recebeu em 2010 cerca de 30 mil pessoas.

O número foi avançado ao Reconquista pelo presidente da Naturtejo, Armindo Jacinto.

De acordo com aquele responsável, o Geopark foi também visitado por oito mil alunos de escolas de Portugal, Espanha, Estados Unidos da América e Brasil.
Armindo Jacinto considera que o território Naturtejo é um espaço de excelência, com um enorme potencial, resultante do seu próprio património, das suas gentes e da sua localização, o que permite a captação de públicos no eixo Madrid-Lisboa.
Para 2011 as apostas da Naturtejo passam por novas rotas.

Pacotes turísticos completos, que "têm a particularidade de destacar novos produtos, como a gastronomia e produtos regionais. É importante juntarmos o setor agro alimentar ao turismo", revela Armindo Jacinto.

O objetivo passa por aumentar o número de visitas no território, criando condições para que quem passe no Geopark possa consumir os diferentes produtos existentes, desde a restauração, hotelaria, gastronomia, ou produtos regionais.

Rotas de excelência

As propostas do Geopark Naturtejo apresentam rotas com preços a partir de 84 euros, para três dias e duas noites.

A biodiversidade, o património histórico, a gastronomia e a cultura são presenças garantidas nas viagens ao Geopark.

Armindo Jacinto dá como exemplo as rotas dos Abutres e dos Veados (ambas com percursos pedestres e passeio de barco no Parque Natural do Tejo Internacional).
Para 2011 são ainda reforçadas as rotas das Aldeias Históricas (visita a Idanha-a-Velha e percursos pedestres), dos Cavaleiros Templários, do Xisto, das Montanhas e dos Sabores.
Mas as propostas não se ficam por aqui.

A Rota do Passado no Presente merece destaque, com as visitas acompanhadas ao centro histórico de Castelo Branco, ao Jardim do Paço, aos museus Francisco Tavares Proença Júnior, Cargaleiro e Canteiro, e à vila de Idanha-a-Nova.

Também a Rota do Ouro, que integra provas de azeite, visitas guiadas à mina de ouro romana do Conhal do Arneiro e a atividade "Há ouro na Foz" deverá ser bastante requisitada.
Os motivos para uma visita ao Geopark Naturtejo incluem ainda paisagens como os meandros do Zêzere, a queda de Água D'Alta (ambos no concelho de Oleiros) ou saltos de paraquedas e visita ao Centro de Ciência Viva da Floresta (em Proença-a-Nova).
Armindo Jacinto revela que a Naturtejo está a trabalhar com os principais operadores turísticos nacionais e internacionais, disponibilizando também atividades para grupos empresariais.

"Iniciativas que pretendem promover o convívio entre os participantes e incentivem o espírito de equipa", explica.
O presidente da Naturtejo explica que as atividades para as empresas podem "por visitas acompanhadas, momentos culturais com a atuação de grupos e demonstração de artesanato, jantares medievais ou sessões de bem estar em balneários termais".

No entender de Armindo Jacinto as empresas poderão ainda usufruir de "passeios de barco nos rios Tejo e Zêzere, participação em atividades do amanho da terra, como a apanha da azeitona, de tortulhos e criadilhas colheita do medronho, e fabrico de aguardente e compotas".

O Geopark Naturtejo abrange os concelhos de Idanha-a-Nova, Castelo Branco, Oleiros, Proença-a-Nova, Vila Velha de Ródão (distrito de Castelo Branco) e Nisa (distrito de Portalegre).

http://aeiou.expresso.pt/geopark-naturtejo-recebeu-30-mil-visitantes-em-2010=f630580

publicado por DELFOS às 04:36
07 de Fevereiro de 2011

O que posso informar sobre os interrogatórios que sua Magestade foy servido remeter a vossa excelência a respeito do que se procura saber desta villa de Arez, respondo a cada interrogatório pellos seus números, o que alludy o hé da forma seguintes:
1,º Fica esta villa de Arez em a província de Alentejo no Bispado e Comarca de Portalegre. He uma só freguesia, nem pertence a outra alguma, nem termo seu.
2.º Hé del rey.
3.º Tem oitenta vizinhos, os quais contam de cento e noventa e duas pessoas mayores, trinta e quatro menores com cincoenta e dous ennocentes.
4,º Está situada em hum pequeno alto do qual se nam descobre povoaçam alguma.
5.º O termo hé seu e nam comprehende lugar nem aldeya alguma.
6.º A paroquia está fora da villa porem chegada ás ruas da mesma de sorte que algumas acabam ao pé da igreja e nam tem a freguezia lugar ou aldeya que lhe pertença.
7.º O seu órago hé Nossa Senhora da Graça, tem três altares, o mor em que está o Santíssimo Sacramento e a imagem da dita senhora e a de sam joam Baptista. Dous collaterais, o da parte do Envagelho, hé da Senhora do Rosário e nelle está a imagem da mesma senhora, mais outra imagem com a senhora com o titulo dos Remédios, e outra do glorioso mártir Santo Sebastião. O da parte da Epístolla tem três imagens uma do glorio Apóstollo sam Pedro, outro do glorioso sam Francisco, e da outra da gloriosa santa Luzia, este altar tem o titollo das almas porem he ornado do que queira, pella confraria do Santíssimo Sacramento. Tem três Irmandades, huma do Santíssimo Sacramento, outra da Confraria da Senhora do Rosário e outra da Confraria das Almas, as quais cada huma he administrada por hum reytor, escrivam, thesoureiro, dous mordomos que todos os annos sam eleyttos e servem os que sahem a mais votos. Nam tem Naves.
8.º O Párocho hé vigário, freyre professo da militar Ordem de Christo apresentando a el rey Nosso Senhor como Gran mestre que he das três ordens militares e as suas ordenações se lhe expedem do tribunal da Mesa da cosnciência E Ordens e afirmadas Pello ditto senhor. Tem de renda em cada hum anno três moyos de trigo vinte mil réis em dinheyro, e sincoenta e dous almudes de vinho, e vinte e quatro arratéis de cera fina obrada com obrigaçam de dar a meyo nosso cura para as funções da igreja pertencentes ao parocho.


Nam tem Beneficiados e somente tem hum thesoureiro, clérigo in minoribus, digo clérigo do habitto de Sam Pedro a apresentado pello tribunal da mesa da Comarca e Ordens, tem de renda em cada hum anno hum moyo de trigo, seis alqueires, vinte seis almudes de vinho com obrigaçam de dar vinho e hóstias para as missas que se dizem na igreja, tem mais vinte e quatro arratéis de cera fina com obrigaçam de dar meio anno a cera que se gastar nas missas e mais funçoens da igreja tem sam tem mais seis tostoens por hir buscar os santos Christo de Porttalegre, e hum cruzado e dous arratéis de sabão para a lavagem da roupa da Igreja e mais hum arratel de incenço para as funções da mesma igreja.

10º Nam tem Convento algum.

11º Nam tem hospital e somente huma casa casa térrea a que chamam Hospital, mas nam tem camas, nem paramento algum, e na ditta caza se acomodam alguns pobres, passajeiros porem sustemtam das esmollas, que os fiéis christoens lhe dam e de algumas que lhe dá a Irmandade da Misericórdia de quem sam as dittas cazas. Nam tem administrador nem renda alguma.

12º Tem Irmandade da Misericórdia hé esta na Ermida do Divino Espírito Santo porem nem se sabe qual foy a sua origem por nam haver livros antigos que procedam como também os da igreja quando o inimigo invadiu este reyno, e entrou em esta villa o anno de mil septecentos e quatro, e dos livros e dos livros que he desde esse tempo a esta parte nam consta cousa alguma e tem a ditta Misericórdia de renda annual reportaos huns annos por outros quatorze mil rés e em qualquer destas couzas nam há cousa notável.

13º Tem duas ermidas, huma do Divino Espírito Santo em a qual faley no interrogatório assima próximo e tem trêsaltares. O principal tem a imagem do mesmo Divino Espirito Santo e o da parte do Envagelho tem a imagem do glorioso santo amaro e o da parte da epístolla tem a imagem do senhor crucificado e está a dita ermida com as portas dentro da villa, e hé administrada pelo provedor e mais irmãos da Misericórdia. Tem outra Ermida do glorioso Santo António que dista desta villa hum quarto de légua e tem somente hum altar com a imagem do mesmo sancto e hé administrada por hum reytor, escrivam, thesoureiro e dous irmãos que todos os annos se elegem.

14º Nam tem romagens em dias certos mas alguns devotos em dias incertos lhe vam fazer romarias.

15º Os moradores desta villa os fructos que recolhem hé de centeyo com alguma abundância, trigo, vinho e azeyte destes três fructos pouco.

16º Tem dous juízes ordinários e camera que consta de juiz dous vereadores, hum procurador e escrivam da camera e nam tem sujeiçam de outra terra.

17º Nam há que dizer a este.

18º Nam há memória de em este se refere e só sahio desta terra o Doutor Miguel Loppes Caldeyra Provedor da Comarca de Évora com beca de Desembargador.

19º Nam há que dizer a este.

20º Nam tem correyo, e se serve pello estafetta da vila de Niza que dista desta quatro légoas e vai levar as cartas desde a cidade de Portalegre que dista seis léguas de huma e doutra villa e as torna a ir buscar no Sábado e no Domingo com ellas.

21º Fica esta villa distante da Cidade de Portalegre, cappital do Bispado, seis légoas e da de Lisboa cappital do reyno trinta e huma légoas.

22º Nam há privilégios nem anteguidades nem couzas dignas de memória.

23º Nam há que dizer a este.

24º Nem a este.

25º _______________________________________________ // ____________________________________________
Nem a este, nem a vigessimo seisto nem septimo.
O que se procura saber d´essa serra he o seguinte:
Enquanto aos interrogatórios de Serra nam tenho que informar pello nam haver no termo desta villa.
______________________________________________ // _____________________________________________
O que se procura saber do Rio d´essa terra he o seguinte:
As questões aos interrogatórios de rios respondo pella ordem delles digo:


Nam tem esta villa e seu termorio notável algum, somente passa pello seu termo huma pequena ribeyra chamada Figueiró que nasce no sítio da courella entre os termos de Alpalham e Castello de Vide e finda no rio Tejo em o sitio dos Oleyros, entre os termos de Vila Flor e Amieyra.

Nam hé a ditta ribeyra caudelosa nem percorre seca no veram.

Nam há que dizer a este.

Nem a este.

Hé a ditta ribeyra de Curso quietto, e nam experimenta arrebatada só quando há alguma tempestade ou invernada grande.

Corre de Nascente a poente.

Cria alguns peixes miúdos, que se costumam pescar lá à cana, são chamados huns Barbos, outros Bordalos e outras pardelhas.

As pescarias se fazem por divertimento quando cada hum quer.

Sam livres as pescarias.

10º As margens da ribeyra se costumam lavrar e semear de pam e nam tem arvoredos.

11º Nam há que dizer a este.

12º Conserva sempre o mesmo nome.

13º Morre em o rio Tejo já ditto em primeiro interrogatório.

14º Nam há que dizer deste.

15º Tem hum pontam de pás com os alicerces de pedra, em o sítio chamado da Nave no termo desta villa.

16º Na mesma ribeyra e termo desta villa está hum lagar de azeyte em o sitio chamado da Billa e dous moinhos, em o sitio chamado o fundo do valle longo e outro em o sítio chamado da Vergeira.

17º Nam há que dizer a este.

18º Hé livre o uso das suas ágoas

19º Tem a ditta ribeyra de comprimento três légoas, pouco mais ou menos passa em pouca distancia da villa de Nisa, e dista desta um quarto de légoa.

20º Nam há que dizer a este. He o que posso informar e dizer sobre os interrogatórios.

Arez, 28 de Abril de 1758

O vigário Frei Paulo Braz Giraldes
Tese de mestrado em História Regional e Local apresentada à Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, 2008
URI: http://catalogo.ul.pt/F/?func=item-global&doc_library=ULB01&type=03&doc_number=000546695
http://hdl.handle.net/10451/1738



publicado por DELFOS às 08:04
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