18 de Fevereiro de 2011

Meus amigos.
Meus caros.
Este padre, este padre nasceu na vila de Alpalhão...
Blog "Alpalhão" o conhecimento o não tem e não sabe quanto foi a data do seu nascimento e nem sequer o respectivo ano quando este ilustre a luz do dia o viu...

Que fogo lá a coisa é que circula na veia e a coisa se é assim obrigado a deixar ficar assim pela meia.
Que irra é esta a cerebral que pegando na coisa o fundo não se lhe toca e o rabo não se aperta...

Bem...
Este padre nasceu na vila de Alpalhão.
O padre Gregório Luís nasceu na vila de Alpalhão.
Que expressão é esta a de carinho e é o rebento de Simão Inchado e de Maria Luís.

Entrou a 9 de Maio de 1610 na Companhia, da Companhia de Jesus no noviciado de Évora - o blog não sabe se o noviciado não será o tempo que dura a preparação da aprendizagem para professor em religião ou o período da formação de um religioso(a) que precede a emissão de seus votos...

A alta posição social e reputação, nobre azul celeste do senhor em toda a parte e representativa do rei, uma idade média, a luz ainda não céu, em dois anos dita Teologia no colégio da ilha de S. Miguel.

É a Confraria.
Nobre lá o tinto que branco é uma região, o astro rei não é lá o palhete, a Victória, N.ª Senhora da Victória é uma confraria, a criou, os estatutos lhe deu para ela se orientar.

O homem é o mundo.
Um ser humano que procura o mundo, passando à ilha de Terceira, nela foi reitor do colégio da cidade de Angra.
Aumentou as obras do colégio com a doação que lhe fez o chantre da catedral Sebastião Machado de Miranda.

Mas não para.
Nunca pode parar esta alma humana, esta gene de um ser português em altura daquela, o nobre celestial foi ao reino de Angola como missionário.
A viagem em navio o mar alto o lá conduzia, holandês tomada lá na folha da papoila, o lá roubou a embarcação e a abandonou na ilha de S. Tiago em Cabo Verde e regressa dela num navio, ou lá a nau a 14 de Dezembro de 1636 que vinha da Índia com mui mel em direcção a Lisboa e com o conde de Linhares, o conde D. Miguel de Noronha que vinha também nela.

O lugar de mestre de noçivos o tendo exercido em Évora, que companheiro era do visitador, o padre André de Moura, à casa professa de S. Roque se recolheu, onde faleceu a 3 de Junho de 1660.

Em manuscrito algumas obras deixou: "Tratados vários espirituais, Vida da venerável Sôr Violante da Ascensão, e Vida do Padre Luís Álveres, que foi grande orador sagrado, «um novo S. Paulo», na frase do Papa Pio V, e que faleceu em 1590, parece que envenenado pelos judeus".
in "Portugal / Dicionário Histórico"
publicado por DELFOS às 06:51

Na Igreja Matriz de Alpalhão está sepultado o dr. Francisco Morato Roma, que foi médico da Casa Real e do Santo Ofício de Lisboa.
Tal facto levou alguns a supor que ele fosse natural de Alpalhão.
A verdade, porém, é que ele era natural de Castelo de Vide, como consta da sua matrícula universitária em Coimbra, onde aliás figura o nome de Francisco Morato.
Explica-se que fosse sepultado em Alpalhão por ser cavaleiro da Ordem de Cristo e cujo Mestrado esta vila pertencia.

Da campa sepulcral consta ter falecido em 11 de Janeiro de 1670.
A indicação do dia pontual do seu nascimento não se reconhece, apenas se sabe, o ano do seu nascimento foi em mil quinhentos e oitenta e oito.

O seu pai se sabe que foi João Morato e a sua mãe o foi Maria Calado Roma.

Em primeiras núpcias casou com Isabel Gomes de Alpalhão.
O MAROTO não se ficou por aqui.
A Maria de Andrade do Vale foi a sua segunda mulher e era natural de Guimarães.
A coisa ela não fica por aqui e o nobre doutor volta a casar uma terceira vez, e desta, voltou outra vez a casar com a nativa também de Alpalhão.
O seu nome, a graça dela, Leonor Delicado o seu nome.

Este ser, esta personalidade na Universidade de Évora se foi formar em Filosofia.
Na Universidade de Coimbra os estudos os foi concluir e acabar em medicina.

Volta à sua terra.
Regressa às suas origens.
Em Castelo de Vide, "a Sintra do Alentejo", começou a exercer medicina.
Não foi só nela.
Em todas as terras à volta o seu sucesso suou.
O renome e a opinião pública a conquistou.
O seu sucesso ao Duque de Bragança D. Teodósio chegou e em mil seiscentos e dezanove o nomeia médico no paço ducal de Vila Viçosa.
O seu filho, o futuro rei D. João IV, o confirma também no cargo, que quando é aclamado rei em Dezembro de mil seiscentos e quarenta o leva para a corte como médico da Real Câmara.

É autor da "Luz da Medicina prática, racional e metódica, Guia de Enfermeiros, Lisboa (1664)", dividida em três partes, com novas edições em Coimbra e Lisboa.

O amigo, o nobre ser, talvez também um "João Semana" em outros tempos antigos e modernos, este médico morre a onze de Janeiro de mil seiscentos e setenta e oitenta e dois anos...
publicado por DELFOS às 03:21

Nasceu a 10 de Agosto de 1819. Faleceu a 3 de Setembro de 1895. Foi conselheiro, par do reino vitalício, ministro de Estado. Nasceu e morreu em Gavião. Era filho do desembargador João Pequito de Andrade e D. Perpétua Maria Aires de Oliveira Seixas de Andrade.

Concluiu a sua formatura em direito no dia 11 de Julho de 1842, sendo o segundo estudante premiado no curso Em 8 de Julho de 1846 foi nomeado delegado do procurador régio para a comarca de Portalegre.

Pouco tempo exerceu este lugar, porque pediu a exoneração por desejar antes dedicar-se à advocacia, indo abrir banca de advogado, onde o seu nome se tornou celébre na defesa de causas de máxima importância. Filiou-se no Partido Reformista, foi eleito deputado pelo em 1801 pelo círculo de Portalegre, e depois, sucessivamente representou em Cortes os círculos de Sardoal e Nisa até 1871.

Era chefe da segunda repartição no Ministério da Justiça, cuja demissão, em Abril de 1869, se viu obrigado a pedir, em consequência do seu mau estado de saúde.
Fez parte da Comissão de Revisão do projecto do Código Civil, sendo por esse motivo agraciado com a carta de conselho.
Foi Ministro da Justiça no ministério presidido pelo Bispo de Viseu, em Julho de 1868, gerindo aquela pasta até Agosto de 1869.

Durante esse tempo recebeu do espanhol a grã-cruz da ordem de Carlos III. Foi na ocasião que esteve no ministério, que se perseguiu o terrivel assassino João Brandão e a sua quadrilha, que infestavam a província da Beira e particularmente o distrito de Coimbra. Até então tinham sido protegidos pelos governos e pelas autoridades. Seixas de Andrade conseguiu libertar aquela província de semelhante flagelo. João Brandão e os seus companheiros foram presos e condenados, sendo escolhidos para os respectivos processos magistrados de rigorosa austeridade e intransigentes no espinhosíssimo cargo que exerciam.

Seixas de Andrade entrou no partido progressista, por ocasião do pacto da Granja, tomando parte muito activa, nas lutas políticas, como membro da Câmara alta até 1890. Desde então conservou-se afastado da política, mas fiel às tradições liberais do Partido, quer notando o que lhe parecia injusto, quer fazendo ouvir a sua voz a bem do que sempre julgou útil e conveniente ao país.

Foi sempre um propugnador incansável de princípios justos, por isso o seu nome não se ligava muito a reformas decretadas, de que tinha a convicção de terem sido presididas por conveniências partidárias e não por um princípio de justiça. Ao seu caractér justo e austero aliavam-se os mais nobres sentimentos de caridade e filantropia.

A sua casa nunca o desvalido recorria inutilmente; dotou a Misericórdia de Gavião com oito contos de réis, e no testamento deixou um prémio perpétuo para ser dado todos os anos à aluna pobre que mais se distinguisse na escola pública da sua aldeia.

publicado por DELFOS às 02:44
17 de Fevereiro de 2011

Mas só podia ser natural de Alpalhão!
Aquelas figuras de massa e grandeza ou vultos do passado lá longe ou a nobre gente importante que a notabilidade é um posto que comanda a multidão e terras estas de Alpalhão os também os lá tinha e o professor José Xavier Abelho apenas um deles.

Orgulhava este povo e alguma gente deste povo a fazia e as outras terras a esta vila também trazia e a luz também a doava na mais cerrada escuridão.
Esta personalidade era um distinto latinista. Manteve um colégio muitos anos nesta vila.Manteve um colégio muitos anos nesta vila onde ensinava primeiras letras e humanidades a estudantes na vila e onde ensinava aos de dentro e e a outros de terras algumas mesmo muito distantes que nela também aprendiam.

Foi assim se o blog o pode dizer o continuador das tradições do Vigário-Mendonça, (Padre João de Mendonça Salgueiro) que paroquiou Alpalhão desde 1834 a 1853, e ensinava humanidades também a alunos da terra e de fora.

Mas o professor José Xavier Abelho, esta alma deste Alpalhão deste nosso ser, nascendo nesta terra imensa e vivendo nela muitas dezenas de anos, um pedagogo em outros tempos, a morte o levou a 29 de Janeiro de 1896.A casa, a casa onde o professor Abelho faleceu, no ano de 1899 foi colocada nela uma lápide comemorativa... à rua foi-lhe dado o seu nome na altura citada e o blog não sabe se a coisa no tempo ela mudou e dura nas entranhas do povo...
publicado por DELFOS às 13:57
15 de Fevereiro de 2011

A Freguesia de Gáfete é das mais ridentes. Assim meus amigos, um pequeno texto começa e assinado por - R.. P.
O blog não sabe a sua origem e data. Acredita que a situação reportada ela foi no tempo da outra velha senhora e num Estado Novo muita feroz.

A freguesia de Gáfete é uma das nais ridentes do concelho do Crato.
Encravada no concelho de Nisa e ladeada por duas importantes freguesias desse concelho, tem a respectiva Junta feito todos os esforços, para que, em mátéria de melhoramentos, não a deixe ficar mal colocada no seu concelho, num possível confronto com as freguesias vizinhas.
E, assim, meteu ombros à organização do serviço do cemitério, o qual há muitos anos se encontrava desorganizado, bem como às obras de melhoramentos e conservação dos respectivos muros.

A Junta já tem uma sede própria, tem em projecto a reparação de alguns caminhos, considerados intransitáveis, para o que conta com o auxílio da Câmara, aspirando o povo desta freguesia, que seja concluída a estrada que liga à sede do concelho.
Muitos outros melhoramentos têm sido feitos. Mas a respectiva Junta, sobre a presidência do Sr. Armando Matos Cordeiro Metela, entendeu que não mereciam ser dados à publicidade, dando assim provas de uma invulgar modéstia, que salientamos - que salienta - R. P.

E foi assim meus amigos, algures, no século passado, estas terras de Gáfete, entre a graciosa Vila de Tolosa e a mais nobre e doce Vila de Alpalhão, um dia, um dia aconteceu...
publicado por DELFOS às 05:19
14 de Fevereiro de 2011

José Adriano Pequito Rebelo nasceu a 21 de Maio de 1892 na vila de Gavião.

Foi uma vida dedicada em parte ao trabalho agrícola e foi uma vida dedicada a uma actividade política muito intensa.

José Adriano Pequito Rebelo foi um dos fundadores do Integralismo Lusitano e foi o mais entrenhado e do mais radicado, o ardente e o mais irrequieto, o defensor maior de uma causa monárquica.

Não deixa de ser daquelas coisas um sonho se tem, um sonho se acredita, uma vida inteira a lutar por ele.

Foi um aventureiro a correr sempre na busca da aventura, a defesa do que acreditava. Não teve medo. Acreditou sempre na sua causa.

O erro seu, o dos seus companheiros também, de quem o aconpanhava, foi o querer uma monarquia absoluta. O Rei, até o próprio Rei, a idéia, contra a idéia se opunha.

Na Universidade de Coimbra se formou em direito...

José Adriano Pequito Rebelo, tomou parte, fez parte, integrou o Corpo Expedicionário Português, na 1.ª Guerra Mundial. Possuidor de uma coragem física, participou na Revolta Monárquica de Monsanto em 1918. Foi atingido...

Foi atingido em Monsanto.

Durante meses, alguns meses, a sua vida, a sua existência parece que esteve em muito perigo, a quase a ir-se.

Recuperou.

Foi julgado.

No tribunal foi absolvido.

O seu defensor, um adversário político, Ezequiel de Campos.

No tribunal, este, Ezequiel de Campos, ao tribunal pediu a absolvição do Réu.

Nele, Ezequiel de Campos, no tribunal afirmou "ser de considerar o esforço de modernização e investigação agrícola, que no campo cerealífero (mais concretamente na cultura do trigo), Pequito Rebelo desenvolvia e que estava a dar ao país inúmeros benefícios".

José Adriano Pequito Rebelo participou também na Guerra Civil de Espanha. Nela, foi aviador, aviador com a sua avioneta, a sua Passarola, ao lado das tropas do General Franco.

Em 1949 candidatou-se a deputado. Candidatou-se a deputado por uma lista de independentes no distrito de Portalegre. Foi alvo de críticas, por parte da União Nacional, o partido - suporte do Salazarismo.

Em 1961, em Angola, colocou-se ao lado das tropas portuguesas que procuravam preservar o território perante a investida do movimento anti-colonial que despertava para a independência e luta independentista.

José Adriano Pequito Rebelo, deixou uma obra significativa, no campo da investigação agrária, no campo da problemática política. A política - se diga lá - em que procura participar activamente.

Polemista.

Interessou-se pela realização de alguns jornais - "A MONARQUIA" e a "NAÇÃO PORTUGUESA" - financiando as publicações. Escrevia nelas, a sua escrita era num estilo muito vivo e muito contundente. Muitos dos seus trabalhos acabaram por ser publicados em livro.

Devido aos seus conhecimentos, representou Portugal na Comissão Permanente do Instituto Internacional de Agricultura e em inúmeros congressos da Europa e da América.

Em 1933, fez também parte, da delegação portuguesa enviada à Conferência Económica de Londres.

25 de Abril de 1974.

Após o 25 de Abril de 1974, permaneceu num combate por vezes virulento nas páginas dos jornais conservadores.

Foi contra.

Sempre se debateu contra a reforma agrária.

A sua descordância, a sua descordância também manifestou ao rumo que a vida portuguesa levava após a Revolução Democrática.

Das condecorações que recebeu, a mais alta, ORDEM MILITAR DE TORRE E ESPADA...

É este agricultor - inventor do método integrado da produção de trigo, que tanto êxito teve em Itália este escritor (ou político - escritor), em Lisboa morreu.

Tinha noventa anos.

Foi a enterrar em Anadia.

publicado por DELFOS às 13:12

Mas o blog "ALENTEJO no NORTE", aquelas coisas que parece que é lá uma concidência, o não u é lá assim tanto, o doutor Cristóvão Luiz de Andrade, o seu contemporâneo, o Padre Luiz Cardoso - amigo ou fantasma que o blog o vai sempre encontrando - o dá como natural de Alpalhão.

É a data 1723 a 1725, o doutor Cristovão Luiz de Andrade, do Governo da Índia fez parte, a data foi 13 de Novembro de 1723 a 28 de outubro de 1725.

Neste Governo, o pequeno estudo se diga lá, "Os chineses criaram grandes dificuldades, causadas pelo desagrado, despertado pela velha questão dos ritos".Antes a coisa parece, Conselheiro de Estado, a coisa a subir a Chanceler da Relação de Goa, foi a carta régia de 24 de Março de 1720 que o levou ao posto de Chanceler...

A coisa como que voltando à sua origem, o doutor Cristóvão Luiz de Andrade, magistrado, magistrado distintíssimo, começou por exercer o cargo de Juiz de Fóra em Monforte, tomou posse a 23 de Dezembro de 1701 e começou por ascender às elevadas funçôes de Desembargador do Paço...

publicado por DELFOS às 12:22



Digo-vos, esta nobre e doce Vila de Alpalhão, ela me parece a cosmopolita Lisboa. Não tem Universidades e ela é uma terra de doutores e de grandes crâneos. Seres humanos donos do conhecimento e ocuparam lugares chaves e atingiram o topo. Alguns deles aventureiros e andaram pelo mundo. Escusado será dizer, as fotos expostas, as ditas, elas foram tiradas do Albúm Alentejano de Pedro Moura.

Não sabe o blog "ALENTEJO no NORTE", esta Vila, a nobre e doce Vila de Alpalhão, a grandiosa, ela deve ao Pedro Moura o seu passado grandioso ou ao Dr. Joaquim Dias Loução o seu passado... E o Albúm, o do Pedro Moura, o blog, a coisa a leva para os anos trinta do século passado
















publicado por DELFOS às 12:07
12 de Fevereiro de 2011

DOUTOR ! (?)

Claro que o foi !!!

É mais um da gente que um dia a fez muita grande.

É esta a Vila de Alpalhão que o sangue ainda nos corre e ainda temos o gosto de uma grandiosa alma e um ser gente que um dia foi do mundo e tanto muito lá viajou e na mente humana e na terra lá andou lá liberto.

Que maravilha é este ser e este nosso povo o que nos ficou e "não há machado que corta a raiz ao pensamento" ai não...

Ela é do mundo esta donzela e mulher a terra de Alpalhão!

Mas o Dr. António Martins Machado foi bacharel.

Foi formado em Teologia pela Universidade de Coimbra.

A sua formaturs foi em 1897.

Tinha que vir para o Alentejo. Tinha que vir para estas paragens.

Depois da sua formatura, em Portalegre, o senhor doutor fixou a sua residência. Na cidade do Régio, "a mais alta do Alentejo" foi professor no Seminário.

Foi professor de literatura portuguesa e de teologia dogmática geral.

Em Portalegre o foi lá também nomeado Cónego capitular da Sé. A posse do canonicato a tomou em 1 de Dezembro de 1907.

Partiu...

Faleceu em Portalegre.

Foi sepultado nesta cidade a 27 de Março de 1915.

Terrível!

Terrível é sempre esta coisa quando se a ela é obrigado a deixá-la ficar pela meia e não se lhe aperta o papo...

O blog sabe que nasceu a 22 de Junho de 1868.

publicado por DELFOS às 12:44
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