18 de Fevereiro de 2011

Foi descoberta em mil novecentos e setenta e três. Neste ano foi circunscrita. Neste ano lhe marcaram os limites. Trata-se de uma estação de superfície. A sua área corresponde a uma simetria e a um contorno mal definido.
Fica situada num retalho das cascalheiras de planalto. A idade - a idade é mio-pliocénica.

"Mas o blog "ALENTEJO no NORTE" pergunta a Rógerio Pires de Carvalho e mas o blog também pergunta a João Luís Cardoso, mas amigos, então o não podias vós ter arranjado ou explicado, outro nome se assim se lhe diga, essa da idade mio-pliocénica é muita pesada e afasta as pessoas, que as pessoas depois não lhe liga nenhuma, ao corpo dela, à arquológica... Enfim! Que assim o pensa e vos diga..."

Na dita, recolheram-se cerca de uma centena de artefactos de quartzito, cuja tipologia se filia no conjunto das indústrias «languedocenses» - "Que irra (!), outro nome lá tão mais longo que o preciso, ou a coisa a lá sete mil e quinhentos e o blog diz assim o não vale...

Pela sua homogeneidade que evidenciam e pela aparente concentração no terreno, estes materiais correspondem certamente a vestígios de um acampamento temporário de um pequeno grupo humano. Outra série, mais antiga, constítuida apenas por onze eemplares pouco característicos, foi considerada como podendo pertencer ao Acheulense - E olha lá que outro...

Fica a localização : M = 213,2 ; P = 281,8 ; folha 322 S.C.E. (1 : 25 000).
publicado por DELFOS às 03:14

"Localização: M=211,7; P=280,2; folha 322, S.C.E. (1:25 000).
Situada numa zona bastante acidentada, com afloramentos graníticos sobre o declive que desce para a Ribeira de Eiras, perto da povoação de Torre Fundeira.

Apresenta sete esteios de grandes dimensões, dos quais quatro emergem do solo a uma altura superior de dois metros; os restantes, assim como a tampa do monumento, encontram-se tombados, como possível consequência de violações antigas.
A câmara, poligonal, com um comprimento máximo de 3,30 metros, encontra-se evidentemente violada; o mesmo não parece ter acontecido na área do corredor, no qual são visíveis quatro esteios, de pequena dimensão. Apresenta igualmente vestígios da mamoa, na zona encostada aos esteios da câmara.

Muito provavelmente, poder-se-á identificar este monumento megalítico com a «anta de belver», mencionada pelo casal Leisner, embora de forma sumária e imprecisa quanto à sua localização.


Trata-se, de facto, do monumento megalítico em melhor estado de conservação na freguesia, motivo que justificou a sua classificação como imóvel de interesse concelhio, no ano de 1984". (1)

(1) in "Contribuição para a carta arqueológica da freguesia de Belver (Concelho de Gavião), de João Luís Cardoso e de Rogério Pires de carvalho"
publicado por DELFOS às 03:04
17 de Fevereiro de 2011

Localização: M= 214,5; P= 281,7; folha 322, S.C.E. (1: 25 000)

Antiga quinta, situada a 2Km para norte de Belver, sofreu, no início deste século, uma profunda reconversão dos solos, facto que achou numerosos achados arqueológicos.

Na sequência desse acontecimento, Félix Alves Pereira, um ano mais tarde, aqui se deslocou, tendo igualmente recolhido materiais que transportou para o Museu.

Considerado, sucessivamente, como um castro, pelo general João d´Almeida, ou como uma cidade, por Mário Saa, facto é que inúmeros vestígios romanos se espalham por toda uma área, sendo de destacar um apreciável conjunto de materiais de construção, em granito, aplicados nos muros que dividem a propriedade. alguns desses materiais, encontram-se guardados no castelo de Belver - Rogério de Carvalho e o seu colega de trabalho afirmam e terminam - um período de ocupação que medeia entre os séculos I e IV.

publicado por DELFOS às 07:13
01 de Outubro de 2010

Crato, nos primeiros séculos do Cristianismo foi cidade episcopal, pois no concílio iliberitano cerebrado no ano 300 de Jesus Cristo na cidade de ELvira (Andaluzia), assistiram três bispos lusitanos, sendo um deles Socundino, bispo castraleucense.
Ainda no Crato - segundo nos diz Pinho Leal- existe uma rua chamada Episcopia, ou de Bispeiro, onde se supóe que existiu o paço episcopal.
A 8 de Dezembro de 1231 (reinado de D. Sancho II) era prior da Ordem da Ordem de S. João de Jerusalém, em Portugal, Mem Gonçalves, que então deu foral a esta vila, no ano seguinte, conforme maço 10 dos Livros dos forais, n.º 9. gav. 6, maço 1, n.º 30.
Pelo primeiro ou segundo acontecimento é nítida a compreensão do Láculo no capitel do Pelourinho e nunca a Mitra como se vê em alguns outros pelourinhos.
No ano de 1100, Godofredo de Buillon criou em Jerusálem - conforme Rohhicht, Goschichte dos ersten Kreuzzugs (Innsbruck, 1901) a Ordem Militar de S. João de Jerusalém, mudando pouco depois a sede da Ordem para a ilha de Rhodes e a sua denominação passou para a Ordem de S. João de Rhodes.
Por fim foi transferida para a ilha de Mata e desde então se chamou até aos nossos dias, Ordem Militar de S. João de Malta. Foi esta Ordem introduzida em Portugal no tempo de el-rei D. Afonso Henriques.
Desde o ano de 1350 o Crato principiou a readquerir grande parte da sua grande importância, por ser a sede dos cavaleiros de Malta, os mais priviligiados dxe todos em Portugal.
Por conseguinte, predominava a Cruz de Malta - de prata, em campo púrpura - o que devia figurar na segunda face do Pelourinho.
A 15 de Novembro de 1512, el-rei D. Manuel I concedeu-lhe novo foral - Livro dos Forais Novos do Alentejo, fls. 54, col. 1 - apesar da vila já ter o pomposo título de notável.
A terceira face, portando, devia ter esculpidas as armas do Rei, que era a Esfera Armilar e o Escudo de Portugal.
Portanto, na quarta face, sobressai a Esfera Armilar.
O pelourinho devia ter sido erigido depois de 1662, ano em que um exército castelhano comandado por D. João de Austria, por cerco a esta vila e a destruíu.
A razão por que o capitel termina em forma piramidal, devia ter sido inspirado na arquitectura superior da torre do relógio, muito alta e antiga e também de forma piramidal.
O Blog "gavião no alentejo" termina.
Gostava de citar o mestre e o autor da obra e mas a mágoa lhe fica porque não encontrou o nome do professor que deixou um simples apontamento e o testemunho de um esbanjar o conhecimento e um orgulho num passado o seu e a todos a um seu povo. Não se pode dizer o mesmo em outras terras e uma situação geográfia. Que o conhecimento ainda não é para todos e só uns são os eleitos...
publicado por DELFOS às 10:33
20 de Setembro de 2010


Localização: M=216,7; P=280,2; folha 323, S.C.E. (1: 25 000).

Nesta propriedade, situada no declive que desce para o Tejo, e relativamente próximo da povoação de Alvisquer, foi-nos mostrada a "Pedra da Viola".

É constituída por uma laje de granito, afeiçoada, que podemos considerar organizada em dois elementos: uma parte circular e um "corpo" irregular.

Encontra-se juntamente com outros blocos boleados de granito, num grande afloramento denominado "Penedo Mouro", e era conhecida pela população de Alvisquer.

Tem um comprimento máximo de 1,95 metros, tendo a parte circular 0,75 de diâmetro. Apresentou um dos nós este "megálito" na mesa redonda em Belver, tendo nessa altura o sr. dr. Beleza Moreira defendido a hipótese de se tratar de uma enorme cabeceira de sepultura.
Ora deixando uma nota, uma chamada de atenção que o Blog "Gavião no Alentejo" aos seus leitores deixa, que continuando a transcrever a história de um povo e seus muito queridos monumentos, um trabalho feito por Rogério Pires de Carvalho e João Luís Cardoso e que Rogério Pires Carvalho deixou ao administrador do blog, quando andou na Comenda também fazendo um levantamento, o blog que ficando com muita pena não lhe pode dar uma definição na etiqueta...
publicado por DELFOS às 10:13
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