02 de Março de 2011

Mas elas estavam juntas.

Tinham casado.

Era um casalinho perfeito a do Castelo de mão dada com a da Atalaia e o blog não sabe como a coisa deu em namoro ou acabou a coisa ela lá em casamento...

A vivência do quotidiano, aquela coisa de acertar o passo rumo ao futuro, era a umas vezes era feito na igreja da sacristia do Vale do Grou, a outras, a matar a rotina do regimento era a coisa feita ela na casa do reverendo padre, a avistar as serras da Beira, a lembrar a prosa do padre Luís Cardoso em seu dicionário corográfico...


Mas foi o "Auto da Sessão do dia 20 de Março de 1879 do Anno do Nascimento de Nosso Senhor Jesus Christo, na freguesia da Commenda e sala das Sessões de esta Junta de Parochia, onde se achava reunida em sessão a mesma Junta composta pelo Presidente Snr. João Marques Moreno, Thesoureiro o Snr. João Coelho Bartholo e o Snr. Antonio Branco, estes do Castelo Cernado e o Snr. José Chambel d`Atalaia e Miguel Heitor tambem d`Atalaia deliberão nomear uma commissão composta de tres induvidos para se encarregarem da Administraçao sobre a construção da igreija da Atalaia de Nossa Senhora Mãe dos Homens, nomeando para Presidente o Snr. Padre Casemiro Dias Grilo e tambem fica encarregado o dito Snr. P.e Casemiro Dias Grilo de Thesoureiro, e para membros da Comissão o Snr. Antonio Jacome da Costa e Snr. José Ventura d`Oliveira, e por não a haver mais que deliberar se deu por finda a sessão...", como se a coisa naquele tempo, assim o foi destinada à mais pequenina, a esta alma mais nortenha...

publicado por DELFOS às 08:57
22 de Fevereiro de 2011

Edifício do séc. XVI!!!
Edifício do séc.XVI assim os entendidos no assunto a classificam.

Arquitectura chã.
Que palavra tão esquisita é esta de arquitectura chã...

Fachada simples meus caros.
Fachada simples ela se apresenta com portal de decoração barroca. Com Cruz de Malta. O portal é encimado por janelão também barroco e cujo as cantarias graníticas se interligam.

Possui a dita torre sineira.
É de grande porte com coroamento cónico.

O portal lateral Sul possui também decoração barroca de grande efeito estético em granito.

O seu interior é de uma só nave abobadada.
Ela vai terminar na capela-mor. Onde o retábulo em talha dourada do séc. XVIII é de grande efeito. Cinco arquivoltas, arrancando de colunas salomónicas.

Que maravilha é a obra de arte a convidar-vos para uma visita a estas terras de Gáfete. Ao coração dela...
Em baixo, um sacrário embutido com decoração naife.
Esta do naife ainda lhe acrescenta mais poética e uma beleza sem par.

Altares laterais também em talha dourada.
Altares laterais também em talha dourada para também não destoar.

O tecto abobadado da capela-mor é decorado com trabalhos em massa. São do séc.XVIII. São dourados. O seu interior é em azul.

Mas esta Igreja Paroquial cresceu.
Em 1702 foi-lhe acrescentada uma pequena capela do lado Norte. Ela seguiu os modelos tardo-clássicos dos finais do séc.XVI. As paredes laterais são formadas em azulejo do séc.XVII.

Uma maravilha vos digo.
Uma maravilha o blog vos diz.

A convidar-vos a uma visita. A esta terra, a doce Gáfete...

E a fonte meus caros e a fonte, é o PDM do Crato e sem segredo de estado, pelos políticos nesta praça...
publicado por DELFOS às 07:10
21 de Fevereiro de 2011

A Tapada da Laje de Peles, nos termos da freguesia de Gáfete, possui uma anta, que ica distante da povoação, uns 1 000 m, para leste da mesma.
Apesar de estar muito danificada, podemos ajuizar da sua câmara dolménica, visto que se vêem ainda em posição inicial 5 esteiros, embora partidos.
De todos eles, o melhor conservado é o que forma o fundo da e que tem 1,78 m de altura e 1,62 de largura.
O chão da câmara mede 2,30 m de fundo e 1,78 m no sentido transversal.
Uma pedra de 1,60 de comprimento, deve ter sido um dos lados do corredor, dada a sua posição e orientação para leste.
Há ainda uma pedra tombada junto à porta da anta, do lado direito (Est. X).

"Extracto do Tomo XLIV dos "Anais da Faculdade de Ciências do Porto" /ESBOÇO ARQUEOLÓGIO DO CONCELHO DO CRATO"
publicado por DELFOS às 13:08
19 de Fevereiro de 2011

Nos Finais do séc. XII já existia junto da povoação de Fresno um mosteiro ou preceptório dos Templários, o mosteiro de Alpalhão ao qual se refere um documento de 1198, a doação da herdade Açafa (Rodão), feita por D. Sancho I à Ordem do Templo (Herculano , História de Portugal, edição de 1915, tomo 3.º pág.341).

Este mosteiro ou preceptório era, como todos os mosteiros dos Templários, monges-soldades em constante guerra com os mouros, uma espécie de quartel ou posto militar (Confr. Pinho Leal, in Portugal antigo e moderno, vol. 6.º pág. 9, onde, na notícia referente a Nabândia, diz; " era o quartel ou mosteiro dos Templários...).

E compreende-se que os cavaleiros do Templo, já senhores do castelo de Ferron e Vila Velha de Ródão, tivessem estabelecido em Fresno, lugar Fronteiriço, esse mosteiro ou quartel, não só como guarda avançada da sua acção militar e atalaia para melhor defesa dos seus castelos, mas ainda porque os lugares tinha para eles importância estratégica, visto que por ali passar a velha estrada romana que conduziz a Abrantes e cujo domínio e vigilância convinha aos Templários assegurar para mais fácilmente defenderaem a navegação do Tejo que era uma das preocupações da Ordem.

Fundado o mosteiro ou quartel, compreede-se também que naqueles tempos de guerra permanente e dada a importância da Ordem, ele se tornasse o centro da qual girava a vida da população e o ponto de referência porque o local de Fresno passaria a ser mais conhecido, e assim se explica que, com o andar dos tempos, o nome de Alpalhão, dado ao mosteiro, se estendesse também à povoação, mórmente depois que esta foi doada aos Templários.

O certo é que a povoação figura já com o nome de Alpalhão numa concordata feita em 1295 entre o bispo da Guarda e os comendadores dos Templários, D. João Fernandes e D. Gonçalo Gonçalves, sobre os direitos episcopais, concordata essa que também mostra já então a vila à Ordem do Templo e, sob o ponto de vista eclesiástico, à diocese da Guarda.

Tal concordata consta da História d, a Ordem de Cristo , de Fr. Bernado da Costa, a pág. 287.O nome de Alpalhão dado ao referido mosteiro (monasterium Alpalantri, lê-se na citada doação de Açafra) provém talvez do nome do seu fundador ou de algum cavaleiro que nele superintendesse, identicamente ao que deve ter também passado com o nome de castelo de Ferron.

É de presumir que esse mosteiro ou quartel se erguesse no local onde mais tarde (em 1300, segundo o parente Pinho Leal), o rei D. Dinis mandou construir o castelo de Alpalhão, aproveitando assim algumas instalações daquele.
publicado por DELFOS às 07:17

Mas o nome é poético.
Mas o nome é a pura poesia em filosofia...
A capela... O sete... A Fonte ou lá as fontes. E tudo junto parece a mais pura calma em uma irmandade...


É mais um culto matriarcal.
Mariano se o diga e se o registe.
É mais uma mãe no meio de outras mães, filhas apenas de uma Grande Mãe, a mãe de todas as mães do mundo...

Mas o blog pensava e em seu pensamento andava com um penso e que o seu juízo o formava e imaginava que era só a do castelo a coisa se passava e afinal coisa se passa igual na Torre Fundeira. A coisa não deixa de ser igual mais mal do que o pensava e um dia o não acreditava e o julgava lá com o penso...

Mas o blog, "ALENTEJO no NORTE, adiante levando lá esta alma de este povo e sangue de este ser gente continua a registar o trabalho do seu amigo Rogério Pires de Carvalho que um dia lhe deixou nas terras de castelo e do seu amigo João Luis Cardoso também " Contribuição para a carta arqueológica da freguesia de Belver".

Venham daí.
Venham visitar estas terras.
Venham visitar estas terras onde o alto e o abismo fazem um sexo muito maravilhoso.
Elas são belas. Que coisas maravilhosas do outro mundo o são.
Não perdereis o tempo... Apenas vos ganhareis a vós próprios.

"Situa-se nas imediações do lugar de Torre Fundeira, na propriedade do mesmo nome, muito perto do conjunto de antas referido.
É uma construção do séc.XVI, isolada, actualmente utilizada como palheiro e local de arrecadação de alfaias agrícolas. Tanto exterior como exteriormente, foi objecto de profundas transformações que alteraram a sua traça primitiva.
Na parede lateral direita, foi preservada uma placa de mármore branco, onde, em caracteres bem lançados, se pode ler o segundo texto:
ESTA CASA DE NOSA SENRA/DAS SETE FONTES . MADOV/FAZER . BRAS DIAZ . CAPE/LÃO DEL REY . E VIGRO DA CIDA/DE DE CHAUL . O ANO D . 1554 .
Julgamos - assim eles o diziam - que, para além do interesse que haveria em investigar esta personagem, seria importante o estudo e a recuperação deste imóvel, certamente uma das construções mais antigas da Freguesia", mas o blog concorda desde já.
Está assim com os seus botões a si se perguntando se ela não teria já partido para outras paragens.
Se ela partiu já para outras paragens, meus amigos a coisa está mesmo muita perigosa, um país ao Deus dará e sem lá lei e nem lá roque...
publicado por DELFOS às 02:23
18 de Fevereiro de 2011

Muito preocupado com a defesa do país, o rei lavrador construiu por todo o reino numerosas fortalezas, e reforçou ou reedificou muitas das já anteriormente existentes, compreendendo-se assim que transformasse em Castelo o quartel ou posto militar que era aquele mosteiro dos Templários.

Num códice quinhentista existente na Torre do Tombo, o Livro das Fortalezas que são situadas no extremo de portugal e Castela, trabalho de Duarte d´Armas, feito por ordem de D. Manuel I, encontra-se a planta e dois desenhos à pena com as prespectivas do castelo de Alpalhão, tirada uma na banda do sudoeste e a outra de noroeste.

Dessa planta, (...), de tais desenhos se vê que no tempo do rei venturoso, a fortaleza de Alplhão se encontrava em bom estado de conservação. isto mesmo é confirmado pelo que se lê no Cadastro da população do reino, (actas das comarcas de entre Tejo e Odiana e da Beira), mandado organizar por D. João III em 1527 e publicado em 1931 por Magalhães Colaço, - no qual se diz, com referência a Alpalhão, que "tem um bom castelo e dentro bom aposentamento".

A fortaleza era de forma rectangular, quási quadrada, tendo no ângulo de sudoeste a torre de menagem, também rectangular, com doze varas de altura e três andares ou pavimentos.
Em cada um dos três restantes ângulos tinha um cubelo, de forma circular, abobadado, com a altura de oito varas.
A espessura dos muros laterais era de uma vara e um pé, sendo a sua altura de cinco varas.
A torre de menagem comunicava com os aposentos sobradados destinados à residência do alcaide.
Nessa torre, nos cubelos e em volta nos muros havia um grande número de troneiras ou bombardeiros, que eram aberturas por onde, nas horas de luta, se disparavam os tiros de artelharia.

Em volta da fortaleza acumulava-se, pelo nascente, sul e poente, o casario da povoação, e ao norte erguia-se a igreja de estilo românico que já nesse tempo se encontrava onde está a actual matriz.

D. João IV mandou guarnecer a vila de muralhas que ficaram concluídas em 1660 (data indicada por pinho Leal) e, portanto, já no reinado de D. Afonso VI, visto aquele ter falecido em 1656.tanto as muralhas como o castelo foram destruídos, existindo hoje ainda algumas ruínas.
Tal destruição, senão total, pelo menos na sua maior parte, deve ter ocorrido em Junho de 1704, quando da Guerra da Sucessão, o exército franco-espanhol, comandado pelo Duque de BerwicK, e acompanhado pelo próprio Filipe V de Espanha, saindo de Castelo Branco em direcção a Portalegre, pessou por Alpalhão, procedendo o exército invasor em relação a esta vila da mesma forma que procedeu para com a vila de Nisa onde destruíu, segundo refere o Dr. Mota Moura, na sua Memória Histórica, algumas torres do castelo e parte das muralhas, queimando ainda quase totalmente o cartório da Câmara, - tanto mais que Alpalhão não podia deixar de ser ocupada militarmente (tal como sucedeu a Nisa, onde parte das tropas se demorou uns quinze dias), já porque era também vila fortificada, já porque ficava a quatro léguas de Portalegre que capitulou a 9 de Junho, e a três de Castelo de Vide que se rendeu a 25 do mesmo mês, e onde as tropas inimigas, com o próprio Filipe V, permanrceram dezoito dias, como refere César Videira na Mémória Histórica desta Vila.
in "Joaquim Dias Loução, A Vila de Alpalhão - sua história e sua importância".
publicado por DELFOS às 07:43

Este coreto foi projectado de um grande mestre ferreiro, José Agostino de Bastos e foi construído em 1916.

Foi o seu primeiro proprietário o Barão de Gáfete, José Lúcio Gouveia, sendo actualmente, propriedade da Câmara Municipal.


Encontra-se em bom estado de conservação, com iluminação apropriada e escadaria própria.
É ainda hoje, utilizado por conjuntos de baile, pois a sua localização em "Largo pouco arborizado", junto à escola do 1.º ciclo, é propícia a este tipo de divertimento.

A sua forma é hexagonal, com 3m de lado e fica a 1,50m do solo.

Os materiais utilizados na sua construção foram alvenaria de pedra e cal, argamassa de cimento no pavimento e uma grade de ferro forjado.
A cobertura é de chapa de zinco ondulada com estretura em ferro. (1)
(1) in "Coretos do Norte Alentejano / Maria de Lurdes Ferreira Serra.
publicado por DELFOS às 07:05
17 de Fevereiro de 2011

Mas é um templo que convida e oferece um estado de calma. É o mais puro sossego, o encontro com a alma a fazer elogios ao divino. A paz que se encontra numa coisa mais que bela...

É uma escadaria de granito que dá acesso a esta casa e a este templo religioso.
O seu interior que entrando e estando lá dentro é uma nave única que se sente e olhando em frente uma capela-mor e dois altares em uma obra de talha...
Mas o altar-mor tem pilastras rectilíneas o se o sente e frontão interrompido.

E púlpito, de pedra, tem em seu poder as imagens de S. Sebastião, a Virgem com o menino e de S. Marcos. Estas imagens são de pedra policromada e todas do séc. XVI e apresentam algumas dimensões.

No tocante a imagens, a estas atrás referenciadas, no tocante a imagens esta casa religiosa e este templo, este espaço de sossego e fé, no seu interior existe também a imagem de Santo António e a imagem do Cristo Crucificado em madeira policromada.

Mas é uma escadaria de granito a convidar quem passa. Continua convidando e a convidar a partir do séc. XVII... Parece que gosta de todos e sempre com força sempre redobrada ao fim de estes anos todos. Mas que partindo e olhando para trás, a sua fachada é um pórtico e apresenta um janelão e uma empena triangular e tem torre sineira com quatro olhais e uma cúpula cónica pontiagúda, a deixar a saudade para lá voltar...

publicado por DELFOS às 06:48
15 de Fevereiro de 2011

De traça seiscentista, é um imóvel de pequenas dimensões, sóbrio, sem mais ornamentos do que o campanário que se ergue na frontaria. É dedicada a S. João Evangelista.

Nos anos quarenta, na sequência das obras de restauro, foram encontradas duas aras: uma sem referir a divindade, e a outra dedicada ao deus Banda Picius. Este facto originou a hipótese da capela se erguer sobre um local de culto muito mais remoto, que foi assim cristanizado.

Mais uma vez os marotos, o Rogério Pires Carvalho e João Luís Carvalho me estiveram a chatear a cabeça, para eu acabar o registo, ou seja, a sua "Contribuição para a carta arqueológica da freguesia de Belver".

Na nossa pequena conversa me estiveram dizendo "Este trabalho não pretende ser um estudo completo e exaustivo, muito longe disso, mais não é do que um acervo das informações de que presentemente dispomos e que representam um ano de investigação e trabalho.

Só o estudo das diferentes estações arqueológicas, aqui referidas, poderá adiantar novos elementos para um melhor conhecimento do passado desta região - o blog pensa que ela sempre teve muita vida e que sempre existiu no mundo - de profundos contrastes que é afinal o Tejo.

Integrada nesta área geográfica, a freguesia de Belver regista níveis de povoamento mais ou menos intensos, evidenciando estratégias de ocupações diferenciadas e diferentes, consoante as diferentes épocas a que se reportam.

Para preservar estes registos, que ignorância ou incúrias por vezes irremediavelmente detroem, julgamos ser urgente um trabalho sistemático e criterioso, tendente à elaboração de uma Carta Arqueológica local."

Mas carta linda carta, me trazei boas notícias da minha amada, e, mas onde anda ela que deve de andar desvairada...

publicado por DELFOS às 13:17
14 de Fevereiro de 2011

Crato, nos primeiros séculos do Cristianismo foi cidade episcopal, pois no concílio iliberitano cerebrado no ano 300 de Jesus Cristo na cidade de ELvira (Andaluzia), assistiram três bispos lusitanos, sendo um deles Socundino, bispo castraleucense.

Ainda no Crato - segundo nos diz Pinho Leal- existe uma rua chamada Episcopia, ou de Bispeiro, onde se supóe que existiu o paço episcopal.

A 8 de Dezembro de 1231 (reinado de D. Sancho II) era prior da Ordem da Ordem de S. João de Jerusalém, em Portugal, Mem Gonçalves, que então deu foral a esta vila, no ano seguinte, conforme maço 10 dos Livros dos forais, n.º 9. gav. 6, maço 1, n.º 30.

Pelo primeiro ou segundo acontecimento é nítida a compreensão do Láculo no capitel do Pelourinho e nunca a Mitra como se vê em alguns outros pelourinhos.

No ano de 1100, Godofredo de Buillon criou em Jerusálem - conforme Rohhicht, Goschichte dos ersten Kreuzzugs (Innsbruck, 1901) a Ordem Militar de S. João de Jerusalém, mudando pouco depois a sede da Ordem para a ilha de Rhodes e a sua denominação passou para a Ordem de S. João de Rhodes.

Por fim foi transferida para a ilha de Mata e desde então se chamou até aos nossos dias, Ordem Militar de S. João de Malta. Foi esta Ordem introduzida em Portugal no tempo de el-rei D. Afonso Henriques.

Desde o ano de 1350 o Crato principiou a readquerir grande parte da sua grande importância, por ser a sede dos cavaleiros de Malta, os mais priviligiados dxe todos em Portugal.

Por conseguinte, predominava a Cruz de Malta - de prata, em campo púrpura - o que devia figurar na segunda face do Pelourinho.

A 15 de Novembro de 1512, el-rei D. Manuel I concedeu-lhe novo foral - Livro dos Forais Novos do Alentejo, fls. 54, col. 1 - apesar da vila já ter o pomposo título de notável.

A terceira face, portando, devia ter esculpidas as armas do Rei, que era a Esfera Armilar e o Escudo de Portugal.

Portanto, na quarta face, sobressai a Esfera Armilar.

O pelourinho devia ter sido erigido depois de 1662, ano em que um exército castelhano comandado por D. João de Austria, por cerco a esta vila e a destruíu.

A razão por que o capitel termina em forma piramidal, devia ter sido inspirado na arquitectura superior da torre do relógio, muito alta e antiga e também de forma piramidal.

O blog "ALENTEJO no NORTE" termina.

Gostava de citar o mestre e o autor da obra. Não pode. A mágoa lhe fica. Não encontrou o nome do professor que deixou um simples apontamento e o testemunho. Um esbanjar o conhecimento e um orgulho num passado o seu e a todos a um seu povo. Não se pode dizer o mesmo em outras terras e uma situação geográfia e muito perto. Que o conhecimento ainda não é para todos e só uns são os eleitos...

publicado por DELFOS às 08:24
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