16 de Fevereiro de 2011

A Câmara Municipal de Nisa, na Nota de Imprensa n.º 09 de 07/02/2011, informa o seguinte:

"No próximo dia 20 de Fevereiro, a associação juvenil INIJOVEM promove a caminhada "Trilho da Serra de S. Miguel", na aldeia do Pé da Serra, freguesia de S. Simão (Nisa).

Esta caminhada abre o calendário 2011 de actividades pedestrianistas promovidas pela INIJOVEM. Trata-se de um passeio pedestre circular que, ao longo de cerca de 14 km, terá como pano de fundo a Serra de S. Miguel, ponto mais alto do concelho de Nisa, que se eleva a 463 metros de altitude, miradouro por excelência desta região do norte alentejano. Terá ainda como principais pontos de interesse a visita às aldeias do Pé da Serra, Vinagra, Monte Cimeiro, esta última desabitada desde cerca de 1984, a subida ao alto da Serra junto ao vértice geodésico de S. Miguel, onde em tempos idos, existiu a Capela do Arcanjo com o mesmo nome. Esta caminhada cruzará ainda, nalguns pontos, o percurso pedestre "PR5: À Descoberta de S. Miguel". No final da caminhada realizar-se-á, na sede do Centro Recreativo e Cultural "Os Amigos do Pé da Serra", um almoço convívio sob o lema "Leva o teu e come do de todos!".

Os interessados em participar poderão inscrever-se até dia 18 de Fevereiro e obter mais informações na Internet (http://inijovem.blogspot.com) ou através do contacto directo na sede da INIJOVEM, em Nisa (Rua Marechal Gomes da Costa, 12), entre as 21h30 e as 24h00), por telefone (245 413671, 934777819) ou por correio electrónico (inijovem@gmail.com).

Apoiam esta iniciativa a Junta de Freguesia de S. Simão e o Centro Recreativo e Cultural "Os Amigos do Pé da Serra".

As actividades pedestrianistas (caminhadas) têm numerosos aderentes no concelho de Nisa. Ao longo do ano, colectividades como a INIJOVEM e a Associação NisaViva e outras entidades, designadamente as escolas promovem caminhadas nos espaços urbanos e nas áreas rurais, aliando a prática da actividade física ao contacto com a natureza, à descoberta das belezas naturais e ao conhecimento do património histórico. Nas margens dos rios Tejo e Sever foram definidos e sinalizados 8 percursos pedestres registados e homologados pela Federação Portuguesa de Campismo e Montanhismo."

publicado por DELFOS às 12:45
14 de Fevereiro de 2011

"A vila medieval de Marvão, no norte alentejano, recebe, a partir de sábado, uma quinzena gastronómica dedicada aos comeres de azeite, sob a chancela da marca "Marvão Bom Gosto", anunciou hoje a organização.

A sexta edição das Comidas de Azeite é promovida pelo município de Marvão, que também já anunciou, para o primeiro dia do evento, uma tertúlia sobre a temática do azeite.

O debate, subordinado ao tema "A Produção de Azeite em Marvão - perspetivas de futuro", decorrerá a partir das 11 horas, na Casa do Povo de Porto da Espada, perto da vila.

A quinzena gastronómica, a decorrer até ao dia 6 de Março, conta ainda com um almoço convívio no primeiro dia do evento, no recinto de festas de Porto da Espada.

Durante a iniciativa, que conta com a participação de 13 restaurantes do concelho 14 Fevereiro 2011horas, o município de Marvão pretende chamar à atenção para a importância do azeite como sendo uma das gorduras naturais mais saudáveis.

Nos restaurantes aderentes poderão ser saboreados várias iguarias confeccionadas à base de azeite, tais como açorda alentejana, borreguinhos de azeite, alhada com azeite e coentro ou entrecosto frito em azeite e alho."

In JORNAL DE NOTÍCIAS de 14 de Fevereiro de 2011

publicado por DELFOS às 09:14
09 de Fevereiro de 2011





publicado por DELFOS às 03:00
06 de Fevereiro de 2011

O início de 2011 foi marcado pela apresentadação da Rede Nacional de Judiarias, um projecto que resulta do trabalho conjunto de diversas entidades regionais de turismo e o envolvimento de autarquias. O objectivo é incentivar a recuperação e promoção do património associado à herança judaica.

O início de 2011 assistiu à criação de uma associação para dinamizar uma rede de Judiarias de Portugal, no âmbito de um processo que envolve as entidades regionais de turismo do Algarve, Alentejo, Douro, Oeste e Serra da Estrela e que inclui os municípios de Belmonte, Tavira, Castelo de Vide, Guarda, Trancoso, Feixo-de-Espada-à-Cinta, Torres Vedras e Penamacor.

O projecto conta, ainda, com a colaboração das comunidades judaicas de Lisboa, Porto, Belmonte, Lamego e Lagos. António Saraiva, director da APGUR - Agência de Promoção da Guarda, entidade que lidera o projecto, adianta que «no início de 2011 poderá ser a altura ideal e de referência para o aparecimento da associação que dará corpo ao projecto».

A Rede Nacional de Judiarias tem como missão «incentivar a recuperação do património legado pela herança da história judaica portuguesa e promover cultural e turisticamente essa componente da identidade nacional».

O responsável adiantou que «as autarquias, as entidades e os privados envolvidos, mostram-se todos interessados e com a expectativa de que a rede se torne num factor de desenvolvimento importante» para o país.

Indicou que a iniciativa envolverá todas as localidades «que têm herança judaica no seu território» e que nesta fase do processo estão a ser debatidos «os estatutos» da futura associação que irá gerir o plano de âmbito nacional.

A futura rede também deverá «agregar» uma proposta anteriormente assumida pela entidade de Turismo da Serra da Estrela, cuja direcção «é receptiva a essa ideia», disse António Saraiva.

O director da APGUR considera que o projecto é fundamental para dar a conhecer «verdadeiramente a cultura judaica e o seu património» e para «fomentar e valorizar a cultura judaica como um importante factor identificativo e de desenvolvimento».

«Com a criação desta rede pretende-se impulsionar o desenvolvimento integral da sua área abrangente, baseado no aproveitamento de um recurso comum, a cultura e o património judaico, e na conservação do património histórico local», acrescentou.

Disse que a futura estrutura prevê a criação de «uma associação de direito privado, sem fins lucrativos, com presidência rotativa, entre os seus membros».

Referiu que poderão integrar o projecto autarquias onde exista património e cultura judaica, associações ou entidades ligadas à temática judaica, individualidades e empresas.

Como possíveis acções a desenvolver no futuro, destacou a realização de colóquios, seminários e encontros, a elaboração de roteiros e suportes promocionais, bem como a dinamização dos territórios abrangidos e a sua sinalética.
in http://www.cafeportugal.net/pages/noticias_artigo.aspx?id=2728
publicado por DELFOS às 22:47

"Enquadrada por blocos de granito e carvalhais de carvalho-negral, esta barragem situa-se numa zona especialmente rica e com uma envolvente de grande beleza. Contrariamente a outras barragens do Alentejo, a barragem da Póvoa não costuma atrair um grande número de patos, mas é um local excelente para observar o mergulhão-de-crista e aszonas envolventes oferecem um excelente leque de espécies nidificantes




Especialidades:mergulhão-de-crista, alcaravão, cuco-rabilongo, noitibó-de-nuca-vermelha, toutinegra-tomilheiraOutras espécies:corvo-marinho-de-faces-brancas, garça-branca-pequena, garça-real, cegonha-branca, milhafre-preto, águia-cobreira, águia-calçada, codorniz, borrelho-pequeno-de-coleira, tarambola-dourada, abibe, narceja-comum, maçarico-bique-bique, maçarico-das-rochas, guarda-rios, abelharuco, cotovia-montesina, cotovia-arbórea, andorinha-das-rochas, andorinha-dáurica, petinha-ribeirinha, carriça, pisco-de-peito-ruivo, rouxinol-comum, cartaxo-comum, rouxinol-bravo, felosa-poliglota, toutinegra-carrasqueira, papa-figos, picanço-real, picanço-barreteiro, pega-rabuda, pega-azul, estorninho-preto, pardal-espanhol, bico-de-lacre, trigueirão.

Visita:
A zona a visitar compreende o paredão, a albufeira e os terrenos envolventes da barragem.

A estrada 1007 atravessa inicialmente alguns terrenos agrícolas, que são habitualmente frequentados pela
pega-rabuda e pela cotovia-montesina - esta última pousa frequentemente nos muros junto à estrada. O trigueirão é frequente nos campos envolventes, que são igualmente frequentados pela codorniz e pelo alcaravão. No início da Primavera, esta é um bom local para observar o cuco-rabilongo. Ao longo da estrada há pequenas manchas de giesta, onde ocorre a toutinegra-tomilheira. Junto aos pequenos eucaliptais é possível ouvir, ao crepúsculo, o canto do noitibó-de-nuca-vermelha. Durante os meses de Inverno podem ser vistos pequenos bandos de pardal-espanhol e alguns abibes.

Um pouco mais adiante, surge a
ponte sobre a Ribeira de Nisa - aqui é possível estacionar do lado esquerdo, cerca de 100 metros antes da ponte, prosseguindo a pé até ao tabuleiro, a fim de prospectar as margens ribeira. O nível de água nesta ribeira é muito variável e em anos secos apenas se vê uma linha de água enquanto que noutros o plano de água da barragem chega até aqui. Este local é especialmente interessante no Inverno, época em que é frequente observar-se a
narceja-comum, o maçarico-bique-bique e
a
petinha-ribeirinha. (quando o nível de água está muito baixo, estas aves apenas são observáveis cerca de 1 km mais adiante, junto ao plano de água). Outras espécies que habitualmente ocorrem junto à ponte incluem o guarda-rios e a andorinha-das-rochas.

A estrada prossegue ao longo da margem esquerda da albufeira, havendo diversos pontos de paragem e caminhos de terra para a direita, que permitem observar os vários recantos do plano de água, que permitem geralmente ver o
mergulhão-de-crista, bem como o corvo-marinho-de-faces-brancas, o pato-real, a garça-branca-pequena e a garça-real., para além das limícolas já referidas. Durante a Primavera e o Verão, o borrelho-pequeno-de-coleira e uma presença regular ao longo das margens, o milhafre-preto pode ser visto a voar sobre a albufeira e a águia-calçada também é vista com frequência.

De um lado e de outro da estrada começam a surgir carvalhais, que são frequentados pela
trepadeira-comum, pela trepadeira-azul e, na Primavera, e pelo picanço-barreteiro





Por fim chega-se ao paredão da barragem - o melhor local de estacionamento fica do lado nascente do paredão, junto aos enormes eucaliptos. Este é um sítio privilegiado para observar o mergulhão-de-crista, que é uma presença constante nesta albufeira (ocasionalmente chegam a ver-se, no Inverno, até 20
indivíduos). Os rochedos ao longo da margem servem geralmente de pouso ao
corvo-marinho-de-faces-brancas e à garça-real, enquanto que a andorinha-das-rochas voa frequentemente junto ao paredão, procurando os insectos de que se alimenta. Os quatro enormes eucaliptos servem de suporte a ninhos de cegonha-branca, por baixo dos quais há uma pequena colónia de pardal-espanhol. Este é também um bom local para observar a andorinha-dáurica na Primavera. Os estorninhos-pretos sao frequentes nas imediações.

Uma pequena estrada desce, por entre o arvoredo, até à base do paredão, onde a vegetação se adensa e forma uma galeria ripícola ao longo da ribeira. Aqui ocorre habitualmente o
pisco-de-peito-ruivo (que é pouco comum no Alentejo durante a epoca de reprodução), bem como diversas outras espécies típicas de zonas ripícolas, tais como o rouxinol-comum, a carriça, o rouxinol-bravo e a felosa-poliglota. O canto do papa-figos pode ouvir-se neste local durante os meses de Maio e Junho.

O percurso de regresso pode ser feito pelo lado oriental da barragem, usando a estrada M525 que liga Povoa e Meadas a Castelo de Vide. Prossegue-se então até ao próximo cruzamento e vira-se à direita, virando novamente à direita no cruzamento seguinte. A estrada prossegue agora por carvalhais bem
desenvolvidos, que são frequentados pela
pega-azul. Nesta zona ocorrem também algumas aves de rapina, como a águia-cobreira e a águia-d'asa-redonda.Melhor época: Março a JunhoDistrito: PortalegreConcelho: Castelo de VideOnde fica: no norte alentejano, cerca de 10 km a noroeste de Castelo de Vide e 25 km a norte de Portalegre.
Partindo de Castelo de Vide, toma-se a N246 para oeste em direcção a Alpalhão. Depois de passar o cruzamento com a estrada para Portalegre, vira-se à direita pela estrada municipal 1007, seguindo a indicação de “Barragem da Póvoa”." in
http://www.avesdeportugal.info/sitbarrpovoa.html a coisa assim se começa e se regista.


E continuando - o blog "GAVIÃO no ALENTEJO - vai até à Câmara de Castelo de Vide e de lá trouxe "Em 1925 surge a Hidro-Eléctrica do Alto Alentejo: empresa constituída com a finalidade de criar e levar energia mais barata não só a algumas populações do Distrito, mas também a indústrias da região. O Eng. José Custódio Nunes, natural Póvoa e Meadas, cedo conseguiu compreender a necessidade de aproveitar as grandes torrentes de água que nos meses de Inverno engrossavam o caudal da Ribeira de Nisa, transformando toda esta força em energia eléctrica.

No escasso período de apenas dois anos era dado por concluído o paredão, de directriz ligeiramente convexa, secção trapezoidal, 28,5 metros de altura máxima e um desenvolvimento de 360m, criando uma superfície inundável, ao Nível de Pleno Armazenamento, de 236ha e 6km de comprimento.

Surge então em 1927 a Barragem de Póvoa e Meadas tendo sido a primeira e maior Hidro-Eléctrica de Portugal. Situa-se a cerca de 11km para Noroeste de Castelo de Vide, abrangendo uma área inserta nas freguesias de S. João Baptista e S. Tiago Maior, e é alimentada pela mais longa ribeira do concelho de Castelo de Vide, para além de uma série de pequenos cursos de água.

O leito da albufeira é caracterizado pela existência de afloramentos rochosos graníticos que contribuem para um cenário particular de grande beleza. Em torno, a paisagem é marcada pela existência de carvalhais. A Sul da albufeira, algumas culturas arvenses e, a Nordeste, a mancha verde de grandes eucaliptos e pinheiros constituem a excepção neste conjunto.

A albufeira encontra-se classificada como de " Utilização Limitada" e, assim, em termos de usos secundários no plano de água tem-se o seguinte:


• É proibida a pesca profissional;


• A captura do lagostim vermelho da luisiana e a pesca desportiva de espécies exóticas são livres em toda a albufeira, à excepção do achigã, cuja captura deverá observar o disposto na legislação específica;


• É proibida a caça nas praias, espaços turísticos, áreas de protecção e respectivas zonas envolventes e no plano de água;


• É proibida a aquacultura intensiva;


• É proibida a navegação a motor, com excepção das embarcações de emergência;


• A instalação de pontões ou jangadas flutuantes, para amarração de embarcações ou apoio à utilização da albufeira, só pode ser autorizada aos estabelecimentos turísticos, concessionários das áreas de recreio balnear, ou ás autarquias, desde que associada a iniciativas de utilidade pública.


PÓVOA

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PLANTA


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ALÇADO

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UTILIZAÇÕES - Energia

LOCALIZAÇÃO

DADOS GERAIS

Distrito - Portalegre
Concelho - Castelo de Vide
Local - Póvoa e Meadas
Bacia Hidrográfica - Tejo
Linha de Água - Ribeira de Nisa

Promotor - HIDROTEJO, Hidroeléctrica do Tejo, SA
Dono de Obra (RSB) - HIDROTEJO
Projectista - Hidro Eléctrica Alto Alentejo
Construtor - Hidro Eléctrica Alto Alentejo
Ano de Projecto - 1925
Ano de Conclusão - 1928

CARACTERÍSTICAS HIDROLÓGICAS

CARACTERÍSTICAS DA ALBUFEIRA

Caudal de cheia - 250 m3/s

Área inundada ao NPA - 2360 x 1000m2
Capacidade total - 22000 x 1000m3
Capacidade útil - 18800 x 1000m3
Nível de pleno armazenamento (NPA) - 312 m
Nível de máxima cheia (NMC) - 313 m

CARACTERÍSTICAS DA BARRAGEM

DESCARREGADOR DE CHEIAS

Betão - Gravidade
Altura acima da fundação - 32 m
Altura acima do terreno natural - 28,5 m
Cota do coroamento - 313,5 m
Comprimento do coroamento - 400 m
Fundação - Granito
Volume de betão - 32 x 1000 m3

Localização - Margem esquerda
Tipo de controlo - Sem controlo
Tipo de descarregador - Canal de encosta
Cota da crista da soleira - 309,85 m
Caudal máximo descarregado -
110 m3/s

DESCARGA DE FUNDO

CENTRAL HIDROELÉCTRICA

Localização - Talvegue
Tipo - Através da barragem
Controlo a montante - Comporta
Controlo a jusante - Jacto ôco
Dissipação de energia - Jacto oco e fossas de erosão

Tipo de central - Céu aberto
Nº de grupos instalados - 2
Tipo de grupos - Francis
Potência total Instalada - 0,74 MW
Energia produzida em ano médio - 1,6 GWh





E o atrás exposto foi retirado de http://cnpgb.inag.pt/gr_barragens/gbportugal/Povoa.htm. O blog "GAVIÃO no ALENTEJO" queria terminar e ficar por aqui. Mas não foi possível. O acto cerebral com a dita seria incompleto e não lhe cantaria o seu devido fado e que lhe merece.


Continuando, o seu breve apontamento, sabe que uma força política neste alentejo e distrito, o Bloco de esquerda, em 28-10-2009, no seu site, em http://cnpgb.inag.pt/gr_barragens/gbportugal/Povoa.htm:



projecto_village.jpgDepois de 75 anos de concessão à EDP, a barragem volta às mãos do Estado em condições degradadas por completa ausência de quaisquer obras de manutenção e requalificação. As perdas de água através das fissuras da barragem são evidentes, o que coloca em causa capacidade de abastecimento dos cerca de 8 concelhos do distrito de Portalegre pelo sistema multimunicipal.


villageÁguas do Norte Alentejano (AdNA), que tem nesta barragem a principal fonte de abastecimento.

A barragem é também importante para o recreio e lazer das populações pela sua albufeira, praia fluvial e paisagem de grande beleza. No entanto, o estado de degradação do empreendimento e de toda a área envolvente não permitem maximizar o seu usufruto. A sujidade, falta de limpeza da vegetação, ruínas de edifícios outrora destinados a um empreendimento turístico, ausência de equipamentos com condições dignas de utilização, como acontece com o actual parque de merendas e instalações sanitárias, são exemplos do estado lastimável, de desleixo e abandono, a que chegou todo este espaço. O Bloco de Esquerda considera que a EDP tem a obrigação de executar as obras de reabilitação e requalificação da infra-estrutura da barragem e da área envolvente, conforme estabelecia o contrato de concessão que agora findou, e que é nestas condições que a barragem deve reverter para o Estado. Assim, ao abrigo das disposições constitucionais e regimentais, o BE requer ao Ministério do Ambiente, Ordenamento do Território e Desenvolvimento Regional os seguintes esclarecimentos:

1º) Vai o Ministério obrigar a EDP a realizar as obras de reabilitação e requalificação da infra-estrutura da barragem de Póvoa e Meadas e da área envolvente, conforme estabelecia o contrato de concessão que agora findou e estabelece a reversão desta infra-estrutura para o
Estado?

2º) A barragem de Póvoa e Meadas vai manter a produção de energia hidroeléctrica? Se sim, a quem vai ser atribuído o novo título para a captação de água para esta função?

3º) Conhece o Ministério o motivo pelo qual o empreendimento turístico Village, com edifícios a degradar-se junto à barragem, foi abandonado? Vai o Ministério proceder à demolição dos mesmos e à requalificação ambiental deste espaço?

4º) Que medidas vai o Ministério adoptar para apoiar a valorização do espaço envolvente à infra-estrutura da barragem de modo a maximizar o usufruto para actividades de recreio e lazer das populações? "


O blog não sabe se as obras form feitas e se o problema já está resolvido. O que o blog sabe, é um lugar infinito que se descobre no interior...

publicado por DELFOS às 13:15
03 de Fevereiro de 2011

O site, "htpp://www.ttverde.com", anuncia no seu espaço:

Evento

Título:

8º Passeio TT Prova dos Vinhos
Data:
05.02.2011
Onde:
Vale do Peso - Concelho do Crato
Tipo:
TT Turístico

Descrição

Já se encontram abertas as inscrições para o 8º TT Prova dos Vinhos em Vale do Peso, a realizar no dia 5 de Fevereiro de 2011.


PREÇOS: Adulto - 30,00 "Rodas"
Crianças dos 6 aos 10 anos - 15,00 "Rodas"
Crianças até aos 5 anos - Grátis
(Reservamo-nos o direito de pedir documento oficial para confirmação da idade das crianças)

INCLUI: Passeio TT, 1 DVD por viatura com filme do passeio, 1 brinde por inscrito (excepto crianças dos 0 aos 5 anos), pequeno almoço, almoço e na parte da tarde entradea livre na já famosa Prova de Vinhos, onde termos saborosos petiscos oferecidos pela Junta de Freguesia de Vale do Peso

Informações e inscrições:

Rui Ferreira
961463575 -

geral@nucleoprogresso.com geral@nucleoprogresso.com

publicado por DELFOS às 12:07
02 de Fevereiro de 2011

Estando o blog, o "ALENTEJO no NORTE", a pensar no seu Tejo e na sua barragem, a tentar saber quando foi feita e a pensar se não se podia implementar e fazer a promoção de um centro de treinos de alta competição, como por exemplo, de canoagem, o blog sem querer, a descobrir vem a informação que a seguir encontrou em http://engenium.wordpress.com/.../barragens-de-portugal-inag e diz que ficou contente com a descoberta.


" BARRAGEM DE BELVER

UTILIZAÇÕES - Energia

LOCALIZAÇÃO

DADOS GERAIS

Distrito - Portalegre
Concelho - Gavião
Local - Belver
Bacia Hidrográfica - Tejo
Linha de Água - Rio Tejo

Promotor - HIDROTEJO
Dono de Obra (RSB) - HIDROTEJO
Projectista - A.Stucky
Construtor - SASIL - MILANO
Ano de Projecto - 1945
Ano de Conclusão - 1952

CARACTERÍSTICAS HIDROLÓGICAS

CARACTERÍSTICAS DA ALBUFEIRA

Área da Bacia Hidrográfica - 62802 km2
Caudal de cheia - 18000 m3/s

Área inundada ao NPA - 2860 x 1000m2
Capacidade total - 12500 x 1000m3
Capacidade útil - 8500 x 1000m3
Nível de pleno armazenamento (NPA) - 46,15 m
Nível de máxima cheia (NMC) - 47,15 m
Nível mínimo de exploração (Nme) - 41 m

CARACTERÍSTICAS DA BARRAGEM

DESCARREGADOR DE CHEIAS

Betão - Gravidade
Altura acima da fundação - 30 m
Cota do coroamento - 47,5 m
Comprimento do coroamento - 327,5 m
Fundação - Xisto
Volume de betão - 90 x 1000 m3

Localização - No corpo da barragem
Tipo de controlo - Controlado
Tipo de descarregador - Sobre a barragem
Cota da crista da soleira - 32 m
Desenvolvimento da soleira - 170 m
Comportas - 10 comportas vagão
Caudal máximo descarregado - 18000 m3/s
Dissipação de energia - Bacia de dissipação

CENTRAL HIDROELÉCTRICA

Tipo de central - Céu Aberto
Nº de grupos instalados - 6
Tipo de grupos - Kaplan
Potência total Instalada - 80,7 MW
Energia produzida em ano médio - 176 GWh- "



Mas assunto não podia parar.

Estas coisas, esta alma que partiu, estes viventes que não querendo saber do que foi a sua sua memória passada, esta coisa que lhes continua a dar vida mesmo que eles não queiram, mas a coisa está no sangue, o blog, o "ALENTEJO no NORTE", procurando imagens da mesma, encontra http://Impalex.blogs.sapo.pt/ e regista o texto com muito amor e carinho, o que o referido autor escreve, não deixa de em outro tempo não ser a mais pura verdade. ´

"A data oficial da conclusão da barragem é o ano de 1952, tendo ficado com a designação de Barragem de Belver, possivelmente devido ao facto de a maior parte da albufeira criada coincidir com o limite sul desta freguesia, e também por ser esta uma das localidades mais próximas.


De há uns anos a esta parte, tem-se verificado que a Câmara de Mação, em cujo território (freguesia de Ortiga) se encontra a quase totalidade das instalações da Barragem, passou a utilizar sistematicamente a designação de "Barragem de Ortiga", no que é acompanhada por algumas instituições ligadas ao turismo na zona, nomeadamente a Região de Turismo dos Templários.


A utilização de uma designação nova e, pode-se dizer, não oficial, omitindo sistematicamente aquela que já existia e está consagrada, pode parecer estranha, e é susceptível de diversas interpretações.


A mim, parece-me que se trata de um assomo de brios bairristas, reivindicando para si um nome (ou renome) que talvez sintam ter-lhes fugido. E estarão tentando consagrar, pelo uso repetido, a designação que mais lhes convém.


E porque os brios bairristas atingem a todos (mesmo aos que, por esta razão ou por aquela conveniência, se coíbem de os manifestar), aqui fica também o meu desabafo.


Ao longo do tempo, sucessivas reorganizações administrativas fizeram com que a hierarquia relativa das diversas povoações sofresse mudanças radicais. Na última dessa reorganizações, a freguesia de Belver deixou de pertencer ao concelho de Mação, do qual fizera parte durante cerca de 60 anos.


Em tempos mais recuados, a própria vila de Belver foi sede de concelho, entre 1518 e 1836, ficando, a partir desta data, integrada no concelho de Mação. Transitou em 1898 para o então restaurado concelho de Gavião.


O que é que isto tem a ver com aquilo? Responderão os mais puristas que, em rigor, nada.

Mas nem tudo nesta vida é rigoroso e exacto, e muito menos quando as opiniões são divergentes..."


O blog diz que concorda em absoluto com o referido autor do mesmo. Não pode entrar e tomar uma posição no mesmo. Mas sabe, algumas histórias ouviu no comboio quando se chegava à Ortiga "estamos na barragem da Ortiga" e nunca ouviu dizer, estando na Ortiga "estamos na barragem de Belver".

O blog "ALENTEJO no NORTE" não sabe se as gentes da Comenda, assim lhe chamava por ser um ponto, um ponto de referência, o último, antes de chegar à estação de Belver, ou se lhe chamava assim por estar mesmo perto da Ortiga...

Mas o blog sabe, sabe de algumas histórias, de muito boa gente, que era para ficar em Belver... e sem querer foi parar à estação da Barca da Amieira.....

publicado por DELFOS às 15:20

2011/02/01 Posted in: Alentejo, Cidades Romanas em Portugal e no espaço http://www.portugalromano.com/?p=670 "

- Próximo da vila de Marvão surge um dos mais importantes vestígios da civilização romana no Norte Alentejo e embora a crea escavada ainda seja diminuta, é possível verificar todo o seu potencial enquanto vestígio de uma cidade romana que não sofreu o continuo assentamento urbano de diferentes épocas no mesmo espaço.

«Entrada sul da cidade»

A cidade de Ammaia terá sido fundada provavelmente entre o final do século I a. C., e o início do século I d. C., aparentemente segundo as regras do ordenamento do território de Vitrúvio, arquitecto e urbanista romano do século I a.C, como parecem demonstrar os vestígios até agora encontrados.

«Vista da serra do Marvão»

Os testemunhos epigráficos amaienses, ainda que não indiquem datas, sugerem uma valorização da cidade por meados do século I, muito provavelmente em consequência de um processo desenvolvido no âmbito da promoção de numerosos centros urbanos na Hispánia meridional por iniciativa do Imperador Cláudio.

Conservada e sem quaisquer construçõeses na sua área de implementação, encontra-se apenas descoberto a porta sul, o podium de um templo, e numa fase inicial as termas, as piscinas e os canais de água, apenas 2% da área total da cidade, com cerca de 20ha e onde se estima terem habitado entre 4 e 5 mil habitantes.

A Ammaia apresenta uma malha urbana muito bem delimitada tendo sido detectados até ao momento diversos edifícios públicos, adivinhando-se também a existência de uma basílica, um teatro e um anfiteatro.

A cidade romana terá sido ocupada pelo menos até meados do século VI d.C., abandonada posteriormente a esta data, tendo sido ocupada esporadicamente após esse período, mantendo apenas uma população residual, altura em que terão surgido outros aglomerados populacionais com carácter mais defensivo que lhe tomaram o lugar, ter-se-á dado assim o aparecimento de Marvão, Marwan para os povos islámicos que no século IX ocupam toda a região do Alto Alentejo.

Arqueologia em AMMAIA

Civitas Ammaia, julgou-se até 1935 que essa cidade teria existido no local onde se viria a desenvolver Portalegre. Essa confusão ficou a dever-se a uma inscrição romana identificada numa parede da ermida do Espírito Santo daquela cidade na qual se referia o município de Ammaia. Contudo, sabe-se hoje que muita pedra aparelhada com que foram construção dos alguns dos principais edifícios de Portalegre foi trazida das ruínas de AMMAIA.

Entre essas pedras encontrava-se a ara que agora se guarda no Museu de Portalegre e que motivou tanta confusão.

Da cidade de Ammaia, sobretudo a partir do século XVI, sairam muitas pedras com que se construiram palácios e igrejas em Portalegre, muitas também foram utilizadas na construção das muralhas de Marvão e de Castelo de Vide e em várias edificaçõeses particulares.

Até que Leite de Vasconcelos identificou a nova inscriçãoo entre as ruinas da Aramenha, estas eram consideradas como os restos de uma cidade denominada Medóbriga. A atribuição do nome Medóbriga ficou a dever-se sobretudo a André de Resende e a inscrição desse topónimo numa lápide que se encontra na Ponte Romana de Alcântara.

Uma das portas da sua velha muralha foi transportada para Castelo de Vide em 1710 e posteriormente destruída.

«Arco da antiga porta de Ammaia em Castelo de Vide»

Num trabalho datado de 1852 o investigador espanhol D. José de Viu refere, que no seu tempo, mais de vinte belas estátuas de mármore recolhidas na Aramenha foram vendidas para Inglaterra.

A Fundaão Ammaia estabeleceu já contactos com instituições museológicas inglesas para saber onde podem ter ido parar as esculturas, mas até agora sem resultados...

... Resta apenas uma, que pode ser vista no museu de Ammaia, tem sido atribuíada a Britânico, o infeliz filho de Cláudio e de Messalina, nascido em 42 e assassinado em 55, o que permitiria situar a estátua e o forum, se a escultura fazia parte de um programa destinado ao mesmo, por meados do século I. Mas existe outra hipótese, que é a de atribuir a estátua a Nero, filho do primeiro casamento de Agripina e que foi adoptado por Cláudio em 50, com doze anos de idade, recebendo, dois anos depois, o título de Princeps Iuventutis. Embora o estado da peça não permita avançar muito mais, quer se trate de Britânico ou de Nero, este testemunho sugere, mais uma vez, uma data para início da construçao do forum próxima do final do principado de Cláudio.

«Estátua de togado com bulla, achada na Escusa (Museu da Ammaia) - tem sido atribuída a Britânico»

Nas últimas décadas foi possível começar a recolher algumas inscriões que se mostram hoje no Museu Municipal de Marvão (2). Sobretudo pelas mãos de António Maçãs e Leite de Vasconcelos foram carregados para o Actual Museu Nacional de Arqueologia em Lisboa inúmeras peças recolhidas em Ammaia.

«Museu monográfico da Ammaia»

«a cidade foi engolida pela terra»

Com o inicio dos trabalhos arqueológicos em Ammaia, ( Outubro de 1994 ), começou a constatar-se que, sobretudo a zona baixa da cidade, se encontrava bem preservada sob uma uniforme camada de terras e calhaus rolados, transportados a grande velocidade provenientes das cotas mais elevadas. Começava-se, assim, a confirmar o que a memória popular tinha guardado - «a cidade foi engolida pela terra». Por causas ainda não determinadas verifica-se que entre os séculos V e o IX, da nossa era, a cidade de Ammaia, já em decadência, sofreu os efeitos de um qualquer cataclismo que ao soterrá-la a conservou, proporcionando que a uma profundidade média de 80 cm se possam identificar importantes estruturas arquitectónicas, como a grande praça pública lajeada que ladeia uma das portas da cidade. Na área do forum levanta-se o podium de um templo e por uma área superior a 17 hectares são visíveis testemunhos da cidade de Ammaia. Numa das encostas sobranceiras ao Rio Sever rasga-se o assento das bancadas de um recinto para espectéculos públicos.

«Termas do Forum»

Os mosaicos, aquedutos e calçadas que os autores dos séculos XVI, XVII e XVIII referem, ainda não foram identificados. Neste momento apenas uma ínfima parte da zona baixa da Cidade de Ammaia foi objecto de escavaço e estudo, possibilitando, mesmo assim, recuperar um conjunto muito significativo de materiais arqueológicos e evidenciar estruturas habitacionais e públicas de grande importância.

Descrita por autores clássicos como Plínio, pelos autores árabes, como Isa Ibn Áhmad ar-Rázi, e pelos mais conhecidos escritores e historiadores desde o século XVI.

A par do interesse pela investigação de uma das poucas cidades romanas que não se esconde sob construções de épocas posteriores, que por norma inviabilizam estudos alargados e sistemáticos, a maior parte da área ocupada pelas ruínas foi adquirida tendo em vista a sua escavação e recuperação.

Ammaia Romana

Do que resta da ocupa�o humana na cidade, para alem dos vestígios habitacionais, o visitante poder� desfrutar de uma visita ao Museu monográfico (1) onde estão patentes duas exposições com materiais que foram recolhidos ao longo dos tempos na cidade, quer no decorrer dos trabalhos agrícolas, quer j� com a realização de escavações arqueológicas no período entre os anos de 1995 e 2006.

«Museu monográfico da Ammaia»

Uma das exposições demonstra a vida quotidiana da população que viveu nesta cidade romana, e a outra, - fruto do trabalho de um coleccionador, o senhor António Maãs, que viveu paredes-meias com as ruanas da cidade, na vizinha Quinta dos Olhos D´água, e que na sua época conseguiu, em parceria com o Prof. Leite de Vasconcelos, recolher uma importante colecção de peças da Ammaia.

«Inscrião em honra do imperador Cláudio, com a primeira referncia à Civitas Ammaiensis
(foto: Museu Nacional de Arqueologia)»

Uma parte dessa colecção encontra-se depositada no Museu Nacional de Arqueologia e a outra foi recentemente entregue ao Museu de Ammaia para estar patente no seu espaço museológico. Esta colecção/exposição é composta por diversas peças cerâmicas, inscrições, moedas, objectos de adorno e vidros romanos que foram recolhidos em Ammaia desde os inícios do séc. XX e que correspondem a uma das mais importantes colecções de vidros romanos da Península Ibérica.

Porta Sul

Os trabalhos nesta área identificaram duas estruturas circulares, que revelaram ser o arranque de duas torres. Estas ladeavam uma das portas da cidade, estando por sua vez adossadas à muralha romana, as torres possuem um diâmetro externo de 6,30m e estavam ligadas por um arco - Arco da Aramenha, transportado para Castelo de Vide.

Alargando-se a escavação para o interior da cidade, descobriu-se uma praça pública, pavimentada com blocos de granito muito regulares, o lajeado do lado direito possui um comprimento de 21,30m, e uma largura de 10,75m, do lado esquerdo, apenas se conservaram algumas lajes, in situ.

«Torre»

»Um pequeno dado de jogar, em osso, foi encontrado numa das torres da porta sul, no mesmo local onde foram também encontradas muitas moedas - será que os guardas transformavam a torre numa sala de jogo informal para matar o tédio? «

«Vista da entrada na cidade pela Porta sul»

Os lajeados ladeiam uma das principais ruas da cidade (Kardo Maximus), que segue em direcção ao Fórum, possuindo cerca de 4m de largura, no entanto, os vestígios da calçada original desapareceram, restando apenas as peças que constituíam a soleira da porta.

«Peça de granito da estrutura da soleira»

Esta soleira é formada por cinco peças de granito, duas delas encontradas in situ. A construção deste conjunto monumental na segunda metade do séc. I d. C., implicou a demolição parcial de algumas habitações mais antigas que remontam aos inícios do império.

«conjunto monumental - Porta sul»

Termas do Forum

Em 1996 identificou-se um pequeno tanque revestido por placas de mármore, que faria parte do complexo balneário do Forum. Seria provavelmente o tepidarium (tanque de água tépida), ou o frigidarium (tanque de água fria).

«Área das Termas do Forum»

A envolver este tanque surgem algumas estruturas pertencentes ao complexo termal. Recentemente, foi posta a descoberto parte de uma natatio, piscina maior do edifício, que poderia ser coberta ou ao ar livre. A oeste encontra-se a EN359 que destruiu uma parte significativa deste edifício.

Fórum e Templo

«podium do templo da civitas»

Na Tapada da Aramenha, eleva-se uma estrutura rectangular (18m x 9m), com uma altura máxima de 2,50m, correspondendo ao podium de um templo.

«Templo e Forum Romano»

Apresentando um enchimento de terra argilosa e opus incertum que seria revestido com blocos de granito e dividido em duas partes (a cella e o pórtico do átrio) por um muro transversal ainda visível. As escavações na área envolvente do podium permitiram delimitar o edifício com maior monumentalidade da cidade, o Forum.

«estruturas romanas do Forum»

Era aqui, que se centravam os poderes administrativo, religioso e judicial da civitas, rodeado por cerca de 20 lojas e onde a popula�o da cidade e da região vinha prestar culto às divindades do panteão romano e indígena.

«Radio past - Radiografia da cidade romana de Ammaia»

Nos últimos anos, várias equipas de arqueologia provenientes de toda a Europa têm desenvolvido um conjunto de métodos para o estudo de importantes sítios arqueológicos soterrados. O objectivo destes métodos que não destroem paredes, pisos e objectos que ainda estejam soterrados, é limitar intervençoes destrutivas e onerosas como as escavações.

«Projecto 2D - reconstituição da Porta sul e Forum romano»

Este trabalho inclui diferentes tipos de teledetecção (fotografia aérea, laser scanning, etc.), métodos geofísicos terrestres (georadar, prospecção magnética), SIG baseado em ferramentas de análise e visualização e outros sofisticados métodos de prospecção.

Estas tecnologias aplicadas podem ajudar os arqueólogos a adquirir uma visão mais precisa do passado soterrado e ajudá-los em experiências de reconstrução do «antigo mundo subterrâneo» e na divulgação dos resultados da investigação ao público.

«Trabalhos de protecção de estruturas no Templo (2010)»

A coordenação científica do projecto é da responsabilidade da Universidade de Évora, que contratou dois professores, o belga Frank Vermeulen e a italiana Cristina Corsi, para trabalhar com os arqueólogos portugueses Joaquim Carvalho e Sofia Borges.

Resultado desse trabalho, sabe-se agora que a praça pública de Ammaia está cercada por 20 lojas, um templo e uma basílica (tribunal) e foi embelezada com monumentais pórticos, estátuas e fontes. A partir deste plano 2D, obtido com esta nova tecnologia, os especialistas irão agora reconstruir um modelo 3D do coração da cidade romana e a longo prazo, está em projecto uma completa reconstrução digital da cidade.

O projecto Radio Past (www2.radiopast.eu) vai disponibilizar uma visita virtual à Cidade de Ammaia, em quiosques multimédia, com filmes e modulações 3D, durante o ano de 2011 e 2012.

Ammaia, «a das ruínas», de regresso « vida.»

O trabalho de recuperação e valorização da Cidade Romana de Ammaia, recebeu o Prémio Vilalva 2009 para a recuperação do património, atribuído pela Fundação Calouste Gulbenkian.

"A grande relevância histórica, patrimonial e técnico-científica do projecto de recuperação e valorização de um sitio arqueológico ímpar no panorama nacional" foi o motivo que levou o júri a atribuir este prémio.

Lendas de Ammaia�

...Da grande cidade, nos principios deste século, apenas restavam à superfície alguns muros que a memória popular diz serem os que a terra não conseguiu engolir. As ruas e casas da velha urbe lentamente deram lugar a terrenos de lavoura. De quando em quando um arado vai mais fundo e levanta alguma cantaria ou canalização trazendo até à superfície alguns restos da desaparecida Ammaia. E, gradualmente, na tradição popular começou a construir-se uma lenda. A velha cidade da Aramenha tinha sido engolida pela terra durante um grande terramoto. A cidade está intacta, mas muito funda, dizem alguns. As telhas que o arado ainda arranca fazem parte dos telhados dos palácios soterrados, afirmam outros. À lenda da cidade soterrada associa-se a dos tesouros que ainda aí se guardariam. A procura destes lendários tesouros tem contribuído, ainda mais, para que os poucos muros e alicerces ainda sobreviventes sejam esventrados, acabando por ruir.

(1)Museu Monográfico da Cidade da Ammaia

Estão expostas peças da vida quotidiana das populações, que vão desde vidros a cerámicas. Uma parte deste espólio está no Museu Nacional de Arqueologia que, em conjunto com o Museu Monográfico da Ammaia constituem uma das mais importantes colecções de vidros romanos procedentes de um só local da Península Ibérica.

(2)Museu Municipal de Marvão - Arqueologia

A presença romana está bem testemunhada no Museu Municipal pelas cerâmicas, metais, vidros e documentos epigráficos. As escavações efectuadas na necrópole romana da Herdade dos Pombais e a Cidade Romana de Ammaia, foram as principais fontes do esp�óio exposto.

Localização: Igreja de Santa Maria
Morada: Largo de Santa Maria, Marvão

Fontes:

Fundação Cidade de Ammaia
(info: http://128934ed.110mb.com/)
MUNICIPIUM DE AMMAIA, PATRIMÓNIO ROMANO NO NORDESTE ALENTEJANO de Maria de Lourdes C. Tavares
(info: http://cienciasdonossotempo.no.sapo.pt/cidade_de_ammaia.htm )
Projecto Radiopast em Ammaia
(Info: http://www2.radiopast.eu/?page_id=390)
A Cidade Romana de Ammaia - Escavaçõees Arqueológicas 2000-2006 (2009)
Edições Colibri, Autoria: Sérgio Pereira
Câmara Municipal de Marvão - Cidade de Ammaia
Autor : Jorge de Oliveira
Cidade e foro na Lusitânia Romana. Mérida, 2009
"Ammaia e Civitas Igaeditanorum. Dois espaços forenses lusitanos."
Autor: VASCO GIL MANTAS
(info: https://estudogeral.sib.uc.pt/jspui/bitstream/10316/13498/1/Vasco%20Gil%20Mantas%20-%20Ammaia%20e%20civitas%20Igaeditanorum.pdf)."
publicado por DELFOS às 05:38
31 de Janeiro de 2011

26/1/2011

O Turismo do Alentejo vai apresentar, até ao final do mês, uma campanha dirigida aos turistas de uma faixa etária mais elevada.

A campanha dirigida ao Turismo Sénior surge integrada no Programa “Alentejo Faz-me Bem” vai ser comercializada pelo CITUR e Alentejo Tours. Em comunicado à imprensa, Ceia da Silva presidente do Turismo do Alentejo revela que “vamos lançar no mercado uma campanha inovadora e competitiva.

Estamos atentos às fragilidades do mercado e é fundamental que os empresários também estejam alerta e se associem a uma campanha que pretende contrariar as negativas previsões da crise e manter os bons resultados que a região tem obtido nos últimos anos”.

A campanha vai ser divulgada na iniciativa “Alentejo Faz-me Bem”.


Publicado pela redacção em Turismo no espaço http://www.allentejo.com/?p=298

publicado por DELFOS às 09:52
11 de Janeiro de 2011



O site, "htpp://www.ttverde.com", anuncia no seu espaço:

Evento 

Título:

8º Passeio TT Prova dos Vinhos
Data:
05.02.2011
Onde:
Vale do Peso - Concelho do Crato
Tipo:
TT Turístico

Descrição

Já se encontram abertas as inscrições para o 8º TT Prova dos Vinhos em Vale do Peso, a realizar no dia 5 de Fevereiro de 2011.


PREÇOS: Adulto  - 30,00 "Rodas"
Crianças dos 6 aos 10 anos -  15,00 "Rodas"
Crianças até aos 5 anos - Grátis
(Reservamo-nos o direito de pedir documento oficial para confirmação da idade das crianças)

INCLUI: Passeio TT, 1 DVD por viatura com filme do passeio, 1 brinde por inscrito (excepto crianças dos 0 aos 5 anos), pequeno almoço, almoço e na parte da tarde entradea livre na já famosa Prova de Vinhos, onde termos saborosos petiscos oferecidos pela Junta de Freguesia de Vale do Peso

Informações e inscrições:

Rui Ferreira
961463575  - geral@nucleoprogresso.com
publicado por DELFOS às 10:14
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