26 de Março de 2011

Ao que parece e é assim mostrado à plebe gavionense e a todo mundo também, a  20.ª Mostra de Artesanato, Gastronomia e Actividades Económicas, agendada e planeada para este ano de 2011, ano em que Ministro das Finanças não fez bem o trabalho de casa e levou assim um chumbo de tanto chumbo que deu no pessoal e foi assim rifado por tanto corte que deu com ele o estado social também, o político da praça local vem informar que a mesma se vai realizar no ano presente e citado e reduzindo-se assim  a despesa sem prejudicar a qualidade...

 

Muita bem!

Olhando assim para a coisa o blog "A TERRA do ALTO ALENTEJO" acredita que sim.

Ficará apenas saber se vai dar publicidade na televisão ou a passear nela. 

 

Mas a coisa tem que se fazer.

 

O mal será fechar a porta ao mundo. Como até ao ano passado.

 

Mas a mesma a ser realizada e a ter que ser feita não seria melhor e mais barata em jornais e revistas da especialidade ou nacionais e de grande tiragem...

 

A coisa não é social ou lá a cor da rosa não se mira e come o seu estado a ela a compreende a sua nobe e doce alma ou lá a sua exposição em tudo vai bem em lá um reino da fantasia...

 

Se vai aguardar ou lá o filme pelo seu desenlace..
Não deixa de ser uma grande filmagem se vos diga.

Mas o mais engraçado da questão e com o foco que lhe é dirigido, a ela, pela qualidade e a excelência que a mesma vem mostrando e dando aos seus súbitos algo de muito bom pelas estrelas, não as do céu, as que vai trazendo a estas terras de Gavião, a mesma ao fim destes anos todos ainda não foi ela capaz de se renovar e criar um mais valor que não igual e fazer uma diferenciação em relação a outras que estão na zona e também se vão fazendo com a mesma qualidade.

Não foi ainda capaz de jogar a bola para outros espaços vazios...

Apenas isto e tão só...

Apenas isto e tão só de ver uma "Marca" que se quer implementar e apenas se continua a mandar a bola para fora do campo e não se é capaz de compreender o que é uma "Marca" e a sua posição verdadeira no campo...

Que fará como quiser!

Fará como quiser e muito bem entender.

Apenas se lho consta...

Que apenas se lho consta !!!

publicado por DELFOS às 20:47
17 de Março de 2011

Eles foram a fina flor ou lá posição social elevada num porte de pouca grossura ou sem uma espessura de pouca lá largura e o macio era agradável o seu tacto e com muito boa qualidade eram vistos com uma certa distânca e o chapéu na mão...

Foram aventureiros na sua audácia por estas terras de Gavião no Alentejo e por eles foram conquistadas ............................................................................................................................................................................................................................

Certamente que o blog "A TERRA do ALTO ALENTEJO" volta.

Não é e nunca o será uma imagem que vale por mil palavras. Ficará na filosófica campestre, a interrogação se esta sociedade conseguiu evoluir ou se ela apenas continua a ter o puro desejo de regredir. As dúvidas o blog tem, se ela não é mais racista com uma parceria ostracista e xenófoba em tempos que lá muito passados... 

 



 

 

Para lá daquilo que possa aparentar, o nobre senhor que não usa barba e nem bigode, o seu olhindo devia estar muito aberto para o negócio....

 

 

 

O blog acredita que foi pela mão da sua muito querida donzela e bela e muito querida filha e sua a lá formosura e umas terras por estas bandas e zonas do senhor do lado que a coisa se tornou um império e destrona o Ramiro Leão e não se lhe diga que não e que só se lhe deia Ramiro e Eusébio Leão ...............

 

 

 

 

 

 

 1 comentário:

 

Parece o blog estar um pouco enganado. É que a Donzela, neta, filha e sobrinha de Manuel, António e Adriano, apesar das suas muitas terras tinha o Império muito endividado. Foi graças ao Sr. do lado, homem da Anadia, com o seu dinheiro que o império foi recuperado, a ponte de Belver construída , o Gavião modernizado. Amigo de Ramiro e de Ester foi pelos amigos de Eusébio e outros patrícios, por bem fazer em Gavião, assassinado.
José Carmona a 28 de Fevereiro de 2011 às 10:22
 
 
Ora viva lá meu caro.
As minhas desculpas por só agora lhe responder. As desculpas essencialmente por não ser onde o amigo comentou. A razão se prende onde são vários espaços a dizer o mesmo, onde a razão fundamental se um dia tiver possibilidade de registar o meu domínio, se espera apenas que não se venha a ter problemas com o mesmo, por isso se está administrando vários espaços, na tentativa de fugir a um adversário e não encontrar o mesmo nome.
 
Diz o caro que estou enganado. É possivel. Mas sabe que tenho dúvidas. É apenas um puto desempregado que escreve e tenta registar um património num concelho, que não é o seu, a viver de um café por dia e sem nenhum rendimento minímo, sem dinheiro no bolso, até ao presente, digo-lhe que é uma vitória a informação que conseguiu até ao momento. Que lamenta não poder ir mais longe, porque o político da praça, o presidente da cãmara não lho permite, e, se calhar "pode estar um pouco enganado". Mas quando escreveu o que escreveu foi apenas e tão sómente baseado nas fotografias expostas e nelas apenas se inspirou. Na falta de informação, a que existe também lhe é recusada, então vamos para a ficção. Apenas e tão só falar de Eusébio e Ramiro é mesmo muita pouco num concelho que diz que apoia a cultura. Existe outros valores, como o Rolão Preto ou o capitão Mergulhão no séc. XV a serem valorizados... 
 
DELFOS
publicado por DELFOS às 03:10
14 de Março de 2011

E na, "A mais ouvida no Alentejo", o jornalista Gabriel Nunes reporta  a 13 de Março na referida antena:

"Os eleitos de 46 das 86 Juntas de Freguesia do distrito de Portalegre, reunidos no I I Encontro Distrital mostraram-se, sábado, contra a extinção ou fusão de freguesias decorrente da reorganização administrativa.
Os autarcas reunidos no Centro de Congressos da Câmara Municipal de Portalegre defenderam ainda que as competências atribuídas às freguesias devem de ser acompanhadas de meios humanos e financeiros."
 
Meus caros, o blog assim olhando, pensando, Mas estes gajos, metade lhe falta à chamada...

Depois, fazendo melhor a conta, a referida malta consegue passar a metade por pouco.

Que o tempo não estava para brincadeiras, é uma muita  verdade. Estava chuvoso e frio, tempestuoso, que  é muita verdade. Mas... Quem gosta nunca lhe vira a cara ou lá o seu doce rosto e seja lá um vento muito violento ou que lá um doce gosto.
 
Que se calhar não se sabia ao que se ia e para o que se ia...
 
Não se sabe quais as que lhe faltaram.
As que lhe fizeram gazeta.
 
Que não é assim.
Não funciona assim.
É um tema muita importante para se lhe dar o abandono total.

A coisa que parece mais um dia de eleições, com uma abstenção muito elevada. Neste caso, ela mostrada pelos eleitos locais.
Que os eleitores estejam cansados de eleições, a coisa ainda vá lá que vá lá. Agora os eleitos estarem cansados, a democrática está ficando muito cansada e a base está-se pouco importando para este Alentejo e só aparece quinze dias antes das eleições.
 
Não basta estar contra se vos diga lá.
Não basta estar contra a extinção ou a fusão das mesmas.
A lei certamente que avança.
 
O que está em causa, é saber, aquelas que consoante a sua densidade populacional onde vão ser inseridas ou incorporadas. No tocante a umas terras de Gavião, as da Atalaia, esta mais pequenina esta alma mais nortenha, onde irá a dita ser incorporada? Ou como será a sua fusão(?), a título de exemplo se questiona. Irá para a da Comenda ou irá para a do Gavião?
 
É discutível meus caros... É apenas um exemplo, entre muitos.
 
Ainda hoje, um jornal relata, o governo está preparar a extinção de mil freguesias.
 
Neste Alentejo, neste Alto Alentejo, a gazeta que se lhe demonstrou, o blog pensa que não tem queijo limiano e nem nunca vai haver queijo limiano por estas terras alentejanas...
 
E depois se lhe diga que a informação circula! Que se sente as necessidades do povo ou lá plebe ou a mais pura treta se regista na margem de um rio que corre tão seco e deserto...
publicado por DELFOS às 14:49
09 de Março de 2011

 

"A Igreja Paroquial, datada do século XVI, encontrava-se no séc. XVIII, à data das Memórias Paroquias, fora da vila, no entanto próxima das ruas da mesma, de forma que algumas acabavam perto da Igreja.

 

A Igreja era de nave estava o Santíssimo Sacramento e a imagem da Srª da Graça e de S. João Baptista.

Nos altares colaterais, no da parte do Envangelho estava a Srª. do Rosário e nele estava a imagem da mesma Senhora com o título dos Remédios e outra com o glorioso mártir S. Sebastião. No da parte da Epístola tinha três imagens, a do apóstolo S. Pedro, o glorioso S. Francisco e a da gloriosa Santa Luzia. Este altar tinha o título das Almas, e era ornamentado pela Confraria do Santíssimo Sacramento.

 

Nos finais do Séc. XV, D. Manuel I, Duque de Beja, efectuou doações a algumas igrejas da Ordem de Cristo. Esse documento que refere essencialmente, uma doação feita em 1492, e que se terá estendido, consoante as igrejas, até 1494. Como o livro se apresenta truncado, apenas temos conhecimento das doações feitas ao Convento de Tomar, às igrejas de Santa Maria do Castelo, Santa Maria do Olival, cabeça da vigairaria, Pias e Ollalhas, em Tomar, à de Dornes, Castelo Branco, Idanha-a-Velha, Arez, à capela henriquina de Santa Maria de Belém, em Lisboa, às de Soure, Pombal, Nisa e a algumas dos templos das ilhas de Porto Santo, Madeira e Açores.

Este contempla a Igreja de Arez com as seguintes ofertas:

 

- 1 vestimenta com a sua alva 175, amito e manípulo176, toda de linho branco e forrada de brocado carmesim e preto;

- 1 vestimenta completa de seda;

- 1 sarja de solia, com a divisa de D. Manuel, estampada;

- 1 frontal de linho pintado;

- 1 cálice com sua patena, ambos de prata, pesando marco e meio e três reais; única e tinha três altares, sendo que no altar mor

- 2 galhetas;

- 1 turíbulo de “arame”;

- 1 bacio grande, desta liga, para o ofertório;

- 1 âmbula de estanho;

- 1 caldeira;

 

Estas peças foram recebidas por Gonçalo de Pina, almoxarife, em 1493."

 

Nota: E como o blog "A TERRA do ALTO ALENTEJO" não gosta muito de lhe deixar a coisa pela metade e de muitas vezes não lhe poder dar o devido sabor que ela tem, político da praça e representante máximo de uma ave da rapina a isso lho obriga e uma negativa lhe envia, o blog, o blog hoje lhe começa a dar umas notas que não ser lá C. Jung; ou a introdução ao símbolo de uma pedra lascada ou José Leite de Vasconcelos em sua Etnografia, o blog a coisa como a compreendeu,  o século da luz ainda não nasceu em terras de uma Gavião... 

 

175 “A alva teve a sua origem na túnica romana e de certo modo em todas as formas de túnicas dos povos da Antiguidade, que as usaram com ligeiras variantes. “ Cf. TAVARES, Jorge Campos, Dicionário de Santos, Lello & Irmão Ed., Porto, 1990. Pág.160.

 

176 O Manípulo tem uma origem parecida com a do amito, era originalmente um guardanapo chamado “mapa” usado pelos romanos e gregos para limpar as mãos e a boca ás refeições. Entrou modestamente nas vestes litúrgicas do primeiro século do Cristianismo, pela mão do sacerdote, pois era com a “mapulla” que o celebrante do serviço religioso limpava os vasos do culto. Séculos depois já fazia parte integral da veste litúrgica tradicional e pelo século IX tornara-se faixa pendente do punho esquerdo do sacerdote assumindo a forma hoje conhecida.”

 

Será que não sabe que o conhecimento deve ser esbanjado para todos e que vença lá quem tiver melhor unha e saiba lá tocar a viola? Não! Não tem biblioteca! Ora pois lá tudo bem. O blog entra na negação e se recusa a dizer que se calhar é o único lugar do Portugal continente e insular que não a tem. Não! Não usaria a tanto esta realidade social... Mas mais que ter uma biblioteca ou se uma dia ela será feita é saber que livros lhe vai dar ou uma multimédia que lá vai colocar e que arquivo municipal ainda nem sequer começou a ser falado... E pois então que fique lá com o livro do Revendo e o pouco que tem ainda o lho nega... Que o blog recusa a massificação... Só lhe pode dizer...Que só lhe pode dizer inacreditável numa moderna.

 

Arez da Idade Média à Idade Moderna / Um estudo monográfico / Leitão, Ana Cristina Encarnação Santos / Arez (Nisa, Portugal) - História - séc.13-18 / Teses de mestrado, 2008 / http://hdl.handle.net/10451/1738 /

 

publicado por DELFOS às 16:52
08 de Março de 2011

"Foi em tempos de Mouros estas terras da Vila de Gavião...
Foi em tempos de Mouros esta freguesia e sede do concelho de Gavião!
Tempo aquele uma qualquer povoação ainda não existia em este sítio e paragens e a vida e esta a alma não se lhe conhecia e sabia.

Eram dois reis que a lenda e o conto assim a coisa lá lha reza e se lha diz.
Eram dois inimigos desde longa data e a coisa assim se a começa...

Em frente dos seus exércitos marchavam e seguiam em veredas estreitas e muito apertadas. Era numa floresta cerrada de matagais. Era uma floresta onde viviam lobos, ursos, linces e outras feras.
A ânsia e a pressa e a sofreguidão a tinham. Procuravam apenas encontrar-se em campo próprio para combaterem entre si, mas sem o conseguirem até então.
Um dia.
Um dia um tanto como o outro, porém - sem o saberem - ordenaram aos seus batedores para treparem ao galho mais alto da árvore, de maior porte, e dessa elevada posição descortinaren um bom local para acamparem, os seus guerreiros estavam exaustos de tanto marchar e era necessário lhe temperar o corpo e lhe dar descanso.
A ordem cumprida, cumprida a ordem, avistaram os ditos vigias um monte que se elevava acima das copas das árvores mais altas da foresta e que lhes pareceu um lugar muito adequado, não só para o acampamento mas também para lhes servir de posto de observação.
Em face das informações dos seus vigias, os dois reis - sem saberem um do outro, repete-se - deram ordem às suas respectivas hostes para marcharem na direcção conviniente e a mais acertada.
Ao fim de algumas horas, ambos com os seus exércitos, atingiram o monte e iniciaram a sua ascenção. Um subiu e subia pelo lado nascente e o outro, o outro subia pela encosta poente.
Porém, qual não foi a surpresa, os dois reis e seus apaniguados, quando chegados ao cimo do monte se encontraram frente a frente!
Em vez do desejado descanso por que ansiavam, eis que os deuses - era no tempo do paganismo - os haviam para ali guiado para a batalha decesiva! Chegara, finalmente, o momento em que os deuses da guerra iam decidir a posse daquele imenso território que disputavam!
A coisa e tudo logo lá ao rebuliço, ordenaram-se as respectivas hostes para o grande combate, tanto mais que o planalto tinha uma área bastante espaçosa, tornava aquele lugar a arena ideal para resolver o litígio que opunha os dois inimigos e logo os reis deram ordem de, e para o ataque.
Já passava do meio dia, quando sob o sol ardente do estio, as vanguardas inimigas se chocaram com terrível ímpeto; os choques selváticos de lanças, couraças e escudos, os sons estridentes ou cavos de centenas de trombetas de guerra, os gritos de incitamento e matança acompanhados por cânticos guerreiros entoados por milhares de gargantas ... em um grandioso e trágico espectáculo ! a uma vaga de combatentes caídos, sucedia-se outra, outra e outra.
Aos gritos de incitamento iniciais dos chefes, sucediam-se agora os não menos horríveis gemidos e clamores de dor de feridos e moribundos que, de parte a parte, cobriam o solo do planalto.
A grande batalha só terminou antes do pôr do sol, não houve sobreviventes, desde o menor dos guerreiros aos próprios reis, todos ali pareceram, todos ali ficaram para sempre.
Ao crepúsculo, rapidamente se seguiu a noite, com imenso manto negro se estendeu aquele monte transformado em gigantesco ataúde onde jaziam milhares de cadáveres insepultos.
Ao romper da alva, viram-se surgir de todos os quadrantes do céu, bandos de milhares de aves de rapina atroando os ares com o côro lúgebre do seu crocitar que se fazia ouvir a grande distância.
Era como uma chamada geral a todas as aves da espécie para participarem no macabro banquete que as aguardava no cimo do planalto.
Entretanto - meus amigos - muito longe dali, nas aldeias dos reinos que haviam ficado sem chefes e sem guerreiros, os velhos, as mulheres e as crianças , prescrutavam ansiosamente os céus, atraídos pela passagem de tantas aves carniceiras que convergiam para um monte que quase se sumia na lonjura do horizonte.
Sabiam, agora, que a terrível batalha se travara, mas desconheciam o resultado e temiam pela sorte dos seus entes queridos, muitos dias e noites antes viram partir, a entoar alegres e entusiásticos cânticos de vitória...
Muitos outros dias e noites ainda se sucederam... mas nenhum dos guerreiros jamais regressou à sua amada pátria e doce lar. As aves carniceiras, porém, essas continuavam a voar para o monte longinquo e sobre ele pairavam muito tempo. O infausto e terrível acontecimento de tal maneira ficou na memória desses antiquíssimos povos que, a partir dessa época, o planalto que servia de arena e de tumba à multidão de combatentes, ficou conhecido pelo topónimo do monte de muito Gavião.
- Naquelas longínquas casas, Gavião chamava-se Freixinho, e era, com os seus arrabaldes, uma cidade importante, tão importante que ali viviam os procuradores dos grandes reis de então.Um dia, porém, vieram grandes exércitos de mouros comandados por muitos reis e arrasaram totalmente a cidade, queimaram os templos e massacraram grande parte dos seus habitantes. Alguns conseguiram fugir para longe, mas não puderam carregar com os seus dinheiros e jóias.
Um dos reis mouros que ficou como governador, na ânsia de encontrar tesouros escondidos, mandou arrasar todas as habitações até aos alicerces e forçou os sobreviventes a habitar as terras baixas e os velhos para mais fácilmente serem subjugados. Aqui, no cimo do cabeço, construía o rei mouro o seu castelo, donde tudo vigiava. Os seus impostos, exigências e extorsões de todo o género, acompanhados, não de violências físicas eram tais, que as pobres vítimas das suas rapinas o alcunharam de "mouro Gavião".A tradição não conservou o nome desse governador cruel, mas, em contra-partida, guardou-lhe a alcunha, pois mais tarde quando foram expulsos os mouros, o mesmo "Gavião" subsistiu no actual topónimo. É caso para dizer-se: foi-se o mouro... Ficou o Gavião.
- Há muitos anos, nestes sítios habitava um poderoso governador mouro, possuía uma formossísima filha muito prendada e frutuosa.. Viviam num castelo, no alto de um escarpado cabeço. A fama da beleza e qualidades da donzela, chegara a países longuínquos e um príncipe cristão empreendeu uma longa viagem desde a sua pátria no intuito de conhecê-la e talvez pedi~la em casamento.
Ápos muitos dias de jornada e já perto do castelo onde vivia o velho governador mouro e a sua formosa filha, encontrou um mouro que abatia uma árvore. Como estava cansado, estava cansado e com fome, pediu ao mouro que o deixasse passar aquela noite - esta avizinhava-se - na sua cabana que ficava ali próximo. O mouro acedeu de boa vontade, admirando-se que uma pessoa de tão gentil presença, vestida com aqueles ricos adornos e com tão formoso corcel lhe pedisse agasalho. Ofereceu-lhe, como ceia, um grande pão de centeio, um jarro de leite, figos e mel.
No dia seguinte, manhã cedo, um comissário do pérfito raptor deixava no castelo uma mensagem para o pobre pai que chorava de dor pela sorte da donzela desaparecida. Nesta mensagem - anónima, claro - o autor denunciava o jovem príncipe que, entretanto, se dirigia ao castelo, ignorando em absoluto o que se passava. Transportas as muralhas, foi imediatamente rodeado pelos homens do governador e posto a ferros numa profunda masmorra. Ou entregavam a donzela desaparecida ou seria decapitado em poucas horas...
Depois de ter protestado a sua inocência e de pôr o governador ao corrente das razões da sua estadia ali, após tão longa viagem, perdidas as esperanças - a hora marcada para a execução aproxima-se - ajoelhou no lejado do cárcere e rogou a Deus dos Céus e da Terra que exercesse o seu infinito poder para livrar a donzela dos perigos que corria e a restituisse sã e salva ao seu velho e amargurado pai. Já o príncipe, algemas nos pulsos e grandes grilhetas de ferro nos tornozelos, ia sendo empurrado para o cadafalso montado num dos pátios do castelo, mas um voz ainda rogou a Deus fervorosamente.
O carrasco ergeu o afiado e terrível cutelo, cuja lâmina brilhou intensamente, e, de súbito, fez-se ouvir um Gavião que de grande altura iniciou um mergulho com rapidez de raio, sobre o condenado e o seu verdugo. Agora, todos os olhares se fixaram no Gavião que voava a pouca altura e em círculos como dando a ententer que queria guiar alguém...
Para o príncipe, aquela ave era a resposta às suas orações, e disso, disso fez saber ao governador que acabou por montar a cavalo, acompanhado dos seus guerreiros, e do príncipe, o príncipe agora já liberto, todos saíram a galope na direcção que o gavião lhes indicava voando a baixa altura, até atingirem um alto cabeço sobre o qual a ave pairou tal como supunham, ali foi surpreendido o pérfido mouro raptor e a sua presa, amarrada e amordaçada, escondidos numa pequena gruta.
Libertada a donzela, castigado - o blog diz que assim é que se faz - exemplarmente o malfeitor - então essas coisas se fazem a uma donzela - todos regressaram felizes ao castelo, onde se efectuou uma grande festa. E que foi feito do gavião Salvador ? Desapareceu ? O príncipe mandou erigir no esconderijo pelo passáro, uma pequena ermida de invocação a S. Salvador em acção de graças. Muitos anos depois diziam antigos que no local hoje denominado Salvador, certo lavrador quando arava um pedaço de chão que ali possuía, desenterrou entre restos de cantaria e uma pedra na qual se via gravado um gavião, voando e de cujo bico pendia uma espécie de corrente.
A povoação primitiva não era aqui no cimo, mas sim num lugar denominado de Vale da Carreira. Ainda se lá vêem restos de antigos muros e velhas habitações arruinadas. A população do local não era grande mas ia aumentando ano após ano. Um certo dia, inesperadamente, chegaram gentes de longe para ali se fixarem. Os de Vale da Carreira, todos aparentados proprietários das ribeiras próximas, e portanto das boas terras de regadio, não permitiram o estabelecimento daqueles novos colonos nas suas terras, contrariados pela forte animosidade encontrada , foram-se dali em busca de outro local. Seriam umas duas ou três famílias acompanhadas por um sacerdote que lhes servia de guia. Algum tempo depois, subiram a um cabeço no cume do qual como únicos seres vivos, encontraram grande número de gaviões que proliferavam à vontade sem humana presença até lá.
O lugar era elevado, varrido de ventos, saudável e como um grande miradouro, donde se avistavam vastos territórios em todas as direcções. Concordaram em ali se fixarem e escusado seria dizê-lo que todos os gaviões fugiram dali, todos, excepto um, que alipermaneceu e viveu até morrer de velhice. Logo no primeiro dia, enquanto o sacerdote e os seus companheiros davam graças a Deus, por até ali os ter protegido e guiado, aquela ave conservou-se mansa e quieta, junto à pedra que, improvisadamente servia de altar. Com o tempo, tornou-se o pássaro companheiro inseparável do sacerdote - colono a quem, segundo a tradição, até ajudava nas suas andanças de caça. Em memória daquela ave quase sacra os moradores daquele novo povoado, chamaram a este "Monte do Gavião" e, muito mais tarde, adoptaram-na como seu emblema...". (1) De A vila do Gavião e a sua Antiguidade, de António Moutinho Rúbio estudo publicado em O Distrito de Portalegre, de 8 de Março e 5 e 12 de Abril de 1969

publicado por DELFOS às 15:23

Adriano Raimundo Cardigos
Productor de cereais, vinho, azeite e cortiça
Correspondente do Banco de Portugal

R. Dr. Eusébio Leão e Av. José Marcelino
___________________________________

Agostino Marques Gracio
Médico
Rua Dr. Eusébio Leão
_____________________________


Cardigos, Chambel & C.ª Ldª
Estabelecimento de mercearias - Azeites - Adubos - Cereais -
- Fanqueiro - Cimento «Liz» - Produtos de Vacuum -
- Correspondentes do Banco de Portugal, Lisboa & Acores

Totta, Nacional Ultramarino, Espírito Santo,
Borges & Irmão - Porto e Seguros «Tagus»
Avenida José Marcelino
___________________________________________

Mateus de Matos Valério
Agente Bancário
Productor de Azeite, vinho e cortiça
Rua Dr. Ancelmo Patricio
___________________________________________

Manuel Francisco de Matos
Casa Comercial
Fanqueiro, Retrozeiro e Cereais
____________________________________

Raul Monico Machado
Estabelicimento de Mercearias,
Vinhos, Tabacos, Licores, Cervejas.
Refrigerantes

PENSÃO GAVIONENSE

DEPOSITARIO DA SHELL

Óleos, Gasolina e Petróleo
TELEFONE CABINE 2
_________________________________________

José António da Rosa
Mercearias, Salsicharia, Miudezas, Vinhos e Azeites
Comissões e Conta Própria
Depositário da Sociedade Africana de Pólvoras, Ldª
Correspondente da Companhia de Seguros
Maritimos - Ultramarina
_____________________________________________

Mario Semedo
Mercearias, Cereais e Legumes

Aluguer de Automóveis
e Carros Alentejanos

Padaria - Cinema
Rua Dr. Dias Calazans
_________________________________________

CASA PATRICIO
Productor de cereais, azeite, cortiça
Vinho e arroz com casca
_________________________________________

JOSÈ MARIA NUNES DE MOURA
Padaria Gavionense
Praça da Republica
__________________________________________________

MARIA CAPITOLINA DA SILVA TOMÉ
Azeite, Cortiça e Vinho
__________________________________________________

Oficina de Merceneiro
ANTONIO RODRIGUES M. PAQUETE
Encarrega-se de todo o trabalho concernente à sua arte
Vende chapa de vidro
_______________________________________________

Francisco Manuel Ventura
Estabelecimento de fazendas, ferragens,
Mercearias, Quinquilharias e louça
Deposito de tabacos e fosforos
_____________________________________

José Lucas
FAZENDAS, MERCEARIAS E MIUDEZAS
MÁQUINAS SINGER
Rua Dr.ANSELMO PATRICIO
_____________________________________________

FARMACIA PIMENTEL
PRODUTOS QUIMICOS E ESPECIALIDADES FERMACEUTICAS

PRAÇA DA REPUBLICA
_____________________________________________

ANTÓNIO DA ROSA JÚNIOR
FERRAGENS, TINTAS, VIDROS e ESTANQUEIRO
de POLVORAS DO ESTADO
RUA MANUEL MARQUES DE OLIVEIRA
______________________________________________

CASA REBELO
Productor de cereais, azeite, cortiça, vinho.
Madeiras de pinho e eucalipto, etc..
TELEFONE 3
_______________________________________

Mas o Blog "A TERRA do ALTO ALENTEJO" achou assim uma certa graça muito nostálgica em tempos aqueles que lá vão em século que lá passado... Qualquer coisa assim muito engraçada. Que faz sorrir. A vida como era feita e lá vivida. Ficou com uma sensação grandiosa no seu peito em tempos passados. A terra parece que era muito grandiosa e que tinha vida. O Blog, a coisa a leva para os anos trinta. A fonte, a fonte onde bebeu, o ano não tinha. O Blog, "A TERRA do ALTO ALENTEJO", apenas sabe, sabe apenas que se chama "Album Alentejano" de Pedro Moura....

publicado por DELFOS às 15:12
06 de Março de 2011

Não sabe quanto emprego geram as ditas. Estas que o blog registou. Gostava de alongar um bocado mais a frente e a coisa mas confessa que começa a ter medo nas terras do concelho de Gavião. Ao viver num concelho onde não existe um biblioteca e a que existiu lhe foi tirada para uma consulta - que se lhe dá e depois se lho tira - ou que em Passos do seu concelho lhe ia dando umas fotocópias sobre o mesmo e depois se lhas tira, apenas está mandando o blog para a Maria Cardoso ou para o Tarafal. Uma escuridão tão profunda o blog sente meus caros. Parece que não se quer que o cidadão comum abra os olhos. E diz que apoia a cultura. Mas o machado corta tão profundo e fundo e faz as pessoas tão brutas...Enfim é assim. São terras de uma América Latina ou um deserto de África aqui tão perto...
 
O blog conseguiu registar 12 empresas de construção civil no concelho de Gavião. No concelho de Alter do Chão registou 7. Em Castelo de Vide foram apenas 3. O Crato, o Grandioso Crato aqui ao lado apenas tem 5. O de Fronteira tem 12 empresas. Marvão tem 9. Monforte tem 8. Nisa, este Condado tem 19. Portalegre, para terminar, o concelho de Portalegre tem 46. E para uma consulta mais profunda, algum interesse mais aprofundado por vós, aconselha-se http://www.portugalio.com/construcao-civil/nisa.
 
 
GAVIÃO

Antonio R Matos Heitor Gavião, Portalegre

Armando da Silva Goncalves Galinha Gavião, Portalegre

Cavaco & Tomas, Lda Comenda, Gavião, Portalegre

Fepema - Construções, Unip., Lda Gavião,

Francisco Labronço - Construção e Reparação de Edificios, Lda Ferraria, Gavião, Portalegre

Galinha & Hipolito, Lda Gavião, Portalegre

Gaverg - Construções, Lda Vale de Bordalo, Margem, Gavião, Portalegre

Gavicofra - Construções, Unip., Lda Gavião, Portalegre

Helder Manuel Gonçalves Infante Gavião, Portalegre 6040-105 Gavião

Mistura de Luxo - Unipessoal Lda Margem, Gavião, Portalegre

Rui Manuel Delgado Pereira Gavião, Portalegre

Urbigav - Construções, Unip., Lda Gavião, Portalegre

 

 

ALTER do CHÃO

Alberto Pereira Ribeiro Alter do Chão, Portalegre
Francisco Duarte Prego & Filhos, Lda Alter do Chão, Portalegre
J.L.G. Silvestre, Lda Alter do Chão, Portalegre
João Manuel A Engracio Alter do Chão, Portalegre
João Martins Palmeiro Chancelaria, Alter do Chão,
Jose Manuel Cabaço Barreto Seda, Alter do Chão,
Manuel Marques Airoso Alter do Chão, Portalegre
 
 
CASTELO de VIDE
João M Franco Pires Nossa Senhora Graça Póvoa Meadas, Castelo de Vide, Portalegre, Póvoa e Meadas 
Jose Joaquim Carrilho Santa Maria da Devesa, Castelo de Vide, Portalegre
Soc. de Construções Jose Ramos & Filhos, Lda Santa Maria da Devesa, Castelo de Vide, Portalegre
 
 
CRATO

Antonio Garcia Ventura Gáfete, Crato, Portalegre

Construções Ventura & Filho, Lda Gáfete, Crato, Portalegre

Manuel Flores de Matos & Filhos - Construções, Lda Monte da Pedra, Crato, Portalegre

Mario das dores Carrilho Casa Carrilho Crato e Mártires, Crato, Portalegre

Mundipedra - Soc.Construção Calçadas Compra Venda de Propriedades, Lda Gáfete, Crato, Portalegre

 

 

FRONTEIRA

Casas d`Alem, Lda Fronteira, Portalegre

Frontinveste - Serv. Projectos, Lda Fronteira, Portalegre

João Luis Godinho Niza Cabeço de Vide, Fronteira, Portalegre

João Maria Torres Garcia Cabeço de Vide, Fronteira, Portalegre

João Moreira C Espadinha Fronteira, Portalegre

Vitor Manuel Pereira Sebastião Cabeço de Vide, Fronteira, Portalegre

 

 

MARVÃO

A Aldeia - Construções Civis, Unip., Lda Santo António das Areias, Canto Roubado, Marvão, Portalegre

Antonio Joaquim Tome Anselmo Santo António das Areias, Marvão, Portalegre

Construções Paz & Paz Lda Beirã, Marvão, Portalegre

Construtora Marvanense, Lda Beirã, Marvão, Portalegre

Construtora Marvanense, Unip., Lda Beirã, Marvão, Portalegre

Construtora Raposo & Filhos, Lda Beirã, Barretos, Marvão,

Jose Pedro Carrilho Mimoso São Salvador da Aramenha, Portagem, Marvão, Portalegre

M. da Cruz & Out/ Herd.João Barreta Cebolas Batista - Constr.Civil, Lda São Salvador da Aramenha, Marvão, Portalegre

Multigolf - Soc. de Construções, Lda São Salvador da Aramenha, Marvão, Portalegre

 

 

MONFORTE

Azeiteiro & Galão, Lda Vaiamonte, Monforte,

Construções Ferreira & Cia.rrajola, Lda Vaiamonte, Monforte, Portalegre

Emidio & Silva - Construtores, Lda Assumar, Monforte, Portalegre

Estevão Lopes & Moreira, Lda Monforte, Portalegre

Gois & Gois Construtores, Lda Assumar, Monforte, Portalegre

Gois & Gois, Construtores, Lda Assumar, Monforte, Portalegre

João Antonio Sabino Fialho Leal Santo Aleixo, Monforte, Portalegre

Vitor Manuel Jesus Torres Estrela Vaiamonte, Monforte, Portalegre

 

 

 

PORTALEGRE

A.Ricardo & Filho, Lda Alegrete, Portalegre

Constralegre - Construtores Civis, Lda São Lourenço, Portalegre

Construcion Alvion 98 Sl São Lourenço, Portalegre

Construções Antonio Mão Ferro, Lda Reguengo, Portalegre (Cruz das Mós)

Construções Carloto & Filhos, Lda São Lourenço, Portalegre 7300-142 Portalegre

Construções Monte da Ribeira, Lda Ribeira de Nisa, Portalegre (Monte Carvalho)

Construções Porta Alegre, Lda São Lourenço, Portalegre

Damião & Belo, Lda Sé, Portalegre 

Efeito - Construtores, Lda Carreiras, Portalegre

Irmãos Gandum, Lda Sé, Portalegre

J. M. V. Ricardo, Lda Sé, Portalegre

João Eugenio Salgueiro Nunes Carreiras, Portalegre

João Martins Branquinho Ganhão São Lourenço, Portalegre

Joaquim Maria Bonito Rita Urra, Portalegre

Jose A F Miranda Realinho Sé, Portalegre

Jose Antonio F Miranda Urra, Portalegre

Jose Antonio Gaiato Rita Urra, Portalegre

Jose João Gasalho Pires Sé, Portalegre

Jose Manuel Alegria Gaiato Urra, Portalegre

Lena - Construções, S.A. Sé, Portalegre

Manuel J L Correia São Lourenço, Portalegre

Multiquatro - Soc. de Construções, Lda São Lourenço, Portalegre

Nelson Joaquim Genizio Sé, Portalegre

Soc. Alentejana de Construções, SA São Lourenço, Portalegre

Soc. de Empreitadas Centrejo, Lda São Lourenço, Portalegre

Tavares, Irmão & Reis, Unip., Lda Sé, Portalegre

 

 

NISA

Antonio Carita dos Santos Marquez Espírito Santo, Nisa, Portalegre

Antonio Maria Temudo Semedo Alpalhão, Nisa, Portalegre

Cavaca & Tomas, Lda Tolosa, Nisa, Portalegre

Construtora Bagulho & Galucho, Lda Nossa Senhora da Graça, Nisa, Portalegre

Crespo & Parreira, Construtores, Lda Tolosa, Nisa, Portalegre

Fernando Graça Vinagre Mouro Nossa Senhora da Graça, Nisa, Portalegre

Francisco Gomes Paulino Tolosa, Nisa, Portalegre

Isabelinho - Construções, Lda Tolosa, Nisa, Portalegre

J Durão, Lda Espírito Santo, Nisa, Portalegre

J.Severino & Filhos - Construtores, Lda Tolosa, Nisa, Portalegre

João Leonel A Calhaço Alpalhão, Nisa, Portalegre

João Luis Melato, Lda Espírito Santo, Nisa, Portalegre

Jorge Fernando Dinis Florindo Tolosa, Nisa, Portalegre

Jose Alvaro Pais Figueiredo Espírito Santo, Nisa, Portalegre

Jose M Barreto Carita Espírito Santo, Nisa, Portalegre

Jose Manuel Presumido Becho Alpalhão, Nisa, Portalegre

Jose Maria P Cabim Espírito Santo, Nisa, Portalegre

 

 

publicado por DELFOS às 14:55
01 de Março de 2011

Estava brigando com a lentidão da máquina em um silencio só lá assim muita profundo e pensando que já não pode viver sem ela a Jolita e eis que lhe aparece para lhe estimular a via da caneta em uma terra adormecida e racista:
 
 
 "- QUEDA DE VIATURA AO RIO SERVIU DE CENÁRIO A EXERCÍCIO EM GAVIÃO
Na praia fluvial do Alamal, próximo de Belver, acertaram-se os detalhes da operação. O Núcleo de Mergulho dos Bombeiros do Distrito de Portalegre (NMERG12) deslocaram meios para Gavião, depois de um pedido de ajuda da corporação local. A missão destes homens era, numa primeira fase, localizar o veículo submerso a 15 metros de profundidade. E de seguida, encontrar as possíveis vítimas no interior."
 
Ficou contente.
Ficou muita contente.
Estas coisas lhe dão sempre muita vida.
Que o Rei só se lembra quando faz anos... E é quando se lembra...
No tocante à RTP, o blog apenas pensa que se lhe podia dar assim mais sumo e mais concentrado para lhe encher os seus peitos ao povo dela...
publicado por DELFOS às 13:43
18 de Fevereiro de 2011

"A simplicidade da paisagem é o maior atractivo deste concelho. - É assim que o JN (O Jornal de Notícias) na edição de 18 Fevereiro 2011 e em http://www.jn.pt/paginainicial/pais/concelho.aspx?Distrito=Portalegre&Concelho=Gavi%E3o&Option=Concelho&content_id=886279 continua -Passeie pelo Largo do Município, o ponto de encontro da população de Gavião, e onde estão situados a Igreja Matriz, o Coreto, a Câmara Municipal e o Solar Patrício Lino Netto. Admire o Castelo de Belver (Monumento Nacional), o Pelourinho (Imóvel de Interesse Público), os moinhos de água, as azenhas do rio, a Anta do Penedo Gordo, a Ermida de Nossa Senhora do Pilar e a Ponte antiga de pedra sobre a ribeira da Venda.

Relaxe no parque de merendas da Ribeira de Venda e na praia fluvial do Alamal pratique actividades de lazer. O javali à moda de Atalaia, a canja de pombo bravo, o arroz de lampreia, a lebre com couve, as migas de batata com entrecosto e a petinga frita com azeitonas são os pratos mais tradicionais.

No artesanato, os bordados, as bonecas de pano e a tecelagem são os trabalhos com maior relevo no concelho.
A não perder
Anta do Penedo Gordo
Azenhas do Rio
Câmara Municipal
Castelo de Belver
Coreto
Ermida de Nossa Senhora do Pilar
Igreja Matriz de Gavião
MoinhosParque de Merendas da Ribeira de Venda
Pelourinho
Ponte sobre a Ribeira da Venda
Praia Fluvial do Alamal
Solar Patrício Lino Netto."

Uma honra para este povo. A coisa só acontece uma vez na vida e é quando o Rei faz anos e por acaso se lembra. E é quando se lembra. Quem conhece o administrador do blog sabe que para ele a coisa continua ser curta. Continua a ser muita curta. Ao menos nesta vez não se ele deu só Eusébio Moreno e sua muito querida e donzela filha. Não se lhe deu Museu da Margalha também e a completar a lista e tão só. Na outra vez na Televisão... Ao menos e do menos isso...
publicado por DELFOS às 09:08
16 de Fevereiro de 2011

"Do estudo - Temas Etimológicos - inserto no Boletim de 1976 do C.D.C.R., do já consagrado Toponimista António Augusto Batalha Gouveia, vamos transcrever o que escreveu a respeito de Alpalhão.

"Se o topónimo ALPALHÃO mantém intactos raízes primitivas e tudo parece indicar que sim, então posso adiantar que o mesmo procede das vozes anteriores AR-BAR-UM modificar nas variantes diacrónicas AL-BAl UM, AL-BAL-OL e AL-PAL-ON.

Vou seguidamente examinar cada um dos morfemas inclusos na locução ARBARUN.
A voz AR que por vir do abrandamento de vibrantes se sonorizou, AL, denominava, num remoto estado linguístico, o ESPÍRITO ou a ALMA.

O morfema BAR remonta à voz semítica BA, cuja a aspiração vocálica foi com o advento da escrita notada pelo signo correspondente ao nosso H e daí a grafia BAH.
Este BAH sofreu diversas mutações fonéticas decorrentes da referida aspiração surgindo assim os cognatas BAR, BAL, etc.

Na sua passagem para o indo-europeu a labial sonora B permutou com a surda P, originando deste modo os cognatos PAH (em que o "h" tem aqui o valor fonético notado pelo "êta" (grego) PAR, PAL, etc....

O BAH semítico denominava simultâneamente o PAI divino e o MAR. O vocábulo árabe para "mar" apresenta, no nosso alfabeto, a grafia BAHR.
Caso particularmente interessante é o dos vocábulos portugueses "mar" e "mãe" provirem da mesma raiz indo-europeia MAH significativa de "Grande".
Quer isto dizer que a grafia actual "Pai" com "i" carece de apoio etimológico, porquanto este nome evoluiu paralelamente à voz "MÃE".

O morfena Turano indo-europeu UN, que representava a voz original "U" significativa de "Primogénito divino", "Filho de Deus" e "Homem" sofreu várias fonatações fonéticas filhas do génio próprio de cada idioma, passando a soar OM em sânscrito e On nas línguas germânicas. Do OM em sânscrito derivaram os gregos a palavra "OMOS" (o mesmo), espécie que os latinos importaram para com ele denominarem a nossa e (Homo, port. Homem).

Os vedas conservaram a voz Un, como se pode verificar no livro 10-129 do Rig-Veda que verto para português:

"No princípio não existia o ser nem o não ser;
Não havia espaço nem firmamento.
Qual era o seu conteúdo? Onde estava e quem o guardava?
O que era a água profunda, a água sem fundo?
NEM a morte nem a não morte existiam nesses tempos;
Nem sinal distinguia a noite do dia.Encerrado no vazio, o "UN" respirava mutuamente; As trevas envolviam as trevas".

Sendo o BAR o "Pai" ou o "MAR" e UN o primogénito divino gerado pelo "mesmo" resultou daqui a arcaica concepção religiosa, e ainda vigente, de que Deus e o Homem, o Pai e o Filho, eram duas naturezas numa só e que ligados pelo Espírito consubstanciavam as três essências divinas, isto é, tornaram-se ao mesmo tempo no Deus Uno e Trino.

Quando a crença nas divindades marinhas cedeu perante o panteão celeste, a direcção UN confundiu-se com a voz AN, outro cognato de "ESPIRÍTIO" que passou a apelidar o Deus do Céu assírio-babiliónico.

Os gregos formaram a palavra "homem" prospondo a voz AN a raíz asiânica THUR (um dos cognatos do nome "DEUS" : DIUR, DIUSS, DEUS) que corrompida por metátese se transformou em THROS e daí a dupla direcção ANTHROS e ANDROS (Espírito de Deus).

A voz cognata de ANTHROS, ANTHOS, que primitivamente tinha o mesmo significado, foi empregado pelos gregos para denominar a "FLORA"entrando o onomástico lusitano sob as formas equivalentes ANDO e ENDO.

Esta última foi anteposta ao tema latino Bélico ou Vélico (guerreiro) passando a apelidar o deus lusitano Endobélico ou Endovélico (Espírito de Deus guerreiro) corresponde ao Ares Grego, ao Marte romano e ao português S. Jorge.

Endobélico ou Endovélico era, entre nós, um deus tópico, isto é, o seu culto circunscrevia-se a uma área geográfica que tinha ALPALHÃO no seu aro. Situava-se o seu santuário no Monte de S: Miguel da Mota, perto de Alandroal.

Este último topónimo é revelador do "ubi" de Endobélico, dado que Alandroal decompõe-se nas vozes AL-ANDRO-AL, sendo este o sufixo designativo de "Terra " "Campo" "Área" "Recinto", etc., logo Alandroal encerra a significação primitiva de "Terra de Espírito de Deus Guerreiro", Endovélico, tal como Jeová era o "Senhor do Exército Lusitano".

Resumindo tudo quanto venho de dizer, temos que o toponómio ALPALHÃO procede de voz anterior, a qual corresponde a significação etimológica do "ESPIRITO DO PAI E FILHO DIVINO", ou o que é o mesmo "ESPÍRITO DE DEUS".
publicado por DELFOS às 09:58
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