09 de Março de 2011

 

"A Igreja Paroquial, datada do século XVI, encontrava-se no séc. XVIII, à data das Memórias Paroquias, fora da vila, no entanto próxima das ruas da mesma, de forma que algumas acabavam perto da Igreja.

 

A Igreja era de nave estava o Santíssimo Sacramento e a imagem da Srª da Graça e de S. João Baptista.

Nos altares colaterais, no da parte do Envangelho estava a Srª. do Rosário e nele estava a imagem da mesma Senhora com o título dos Remédios e outra com o glorioso mártir S. Sebastião. No da parte da Epístola tinha três imagens, a do apóstolo S. Pedro, o glorioso S. Francisco e a da gloriosa Santa Luzia. Este altar tinha o título das Almas, e era ornamentado pela Confraria do Santíssimo Sacramento.

 

Nos finais do Séc. XV, D. Manuel I, Duque de Beja, efectuou doações a algumas igrejas da Ordem de Cristo. Esse documento que refere essencialmente, uma doação feita em 1492, e que se terá estendido, consoante as igrejas, até 1494. Como o livro se apresenta truncado, apenas temos conhecimento das doações feitas ao Convento de Tomar, às igrejas de Santa Maria do Castelo, Santa Maria do Olival, cabeça da vigairaria, Pias e Ollalhas, em Tomar, à de Dornes, Castelo Branco, Idanha-a-Velha, Arez, à capela henriquina de Santa Maria de Belém, em Lisboa, às de Soure, Pombal, Nisa e a algumas dos templos das ilhas de Porto Santo, Madeira e Açores.

Este contempla a Igreja de Arez com as seguintes ofertas:

 

- 1 vestimenta com a sua alva 175, amito e manípulo176, toda de linho branco e forrada de brocado carmesim e preto;

- 1 vestimenta completa de seda;

- 1 sarja de solia, com a divisa de D. Manuel, estampada;

- 1 frontal de linho pintado;

- 1 cálice com sua patena, ambos de prata, pesando marco e meio e três reais; única e tinha três altares, sendo que no altar mor

- 2 galhetas;

- 1 turíbulo de “arame”;

- 1 bacio grande, desta liga, para o ofertório;

- 1 âmbula de estanho;

- 1 caldeira;

 

Estas peças foram recebidas por Gonçalo de Pina, almoxarife, em 1493."

 

Nota: E como o blog "A TERRA do ALTO ALENTEJO" não gosta muito de lhe deixar a coisa pela metade e de muitas vezes não lhe poder dar o devido sabor que ela tem, político da praça e representante máximo de uma ave da rapina a isso lho obriga e uma negativa lhe envia, o blog, o blog hoje lhe começa a dar umas notas que não ser lá C. Jung; ou a introdução ao símbolo de uma pedra lascada ou José Leite de Vasconcelos em sua Etnografia, o blog a coisa como a compreendeu,  o século da luz ainda não nasceu em terras de uma Gavião... 

 

175 “A alva teve a sua origem na túnica romana e de certo modo em todas as formas de túnicas dos povos da Antiguidade, que as usaram com ligeiras variantes. “ Cf. TAVARES, Jorge Campos, Dicionário de Santos, Lello & Irmão Ed., Porto, 1990. Pág.160.

 

176 O Manípulo tem uma origem parecida com a do amito, era originalmente um guardanapo chamado “mapa” usado pelos romanos e gregos para limpar as mãos e a boca ás refeições. Entrou modestamente nas vestes litúrgicas do primeiro século do Cristianismo, pela mão do sacerdote, pois era com a “mapulla” que o celebrante do serviço religioso limpava os vasos do culto. Séculos depois já fazia parte integral da veste litúrgica tradicional e pelo século IX tornara-se faixa pendente do punho esquerdo do sacerdote assumindo a forma hoje conhecida.”

 

Será que não sabe que o conhecimento deve ser esbanjado para todos e que vença lá quem tiver melhor unha e saiba lá tocar a viola? Não! Não tem biblioteca! Ora pois lá tudo bem. O blog entra na negação e se recusa a dizer que se calhar é o único lugar do Portugal continente e insular que não a tem. Não! Não usaria a tanto esta realidade social... Mas mais que ter uma biblioteca ou se uma dia ela será feita é saber que livros lhe vai dar ou uma multimédia que lá vai colocar e que arquivo municipal ainda nem sequer começou a ser falado... E pois então que fique lá com o livro do Revendo e o pouco que tem ainda o lho nega... Que o blog recusa a massificação... Só lhe pode dizer...Que só lhe pode dizer inacreditável numa moderna.

 

Arez da Idade Média à Idade Moderna / Um estudo monográfico / Leitão, Ana Cristina Encarnação Santos / Arez (Nisa, Portugal) - História - séc.13-18 / Teses de mestrado, 2008 / http://hdl.handle.net/10451/1738 /

 

publicado por DELFOS às 16:52
25 de Novembro de 2010

"O Bispo Diocesano, inteirado sobre o velhíssimo projecto do Pisão e o que ele representa para vários concelhos - Crato, Alter, Fronteira e Avis -bem como os anos que leva de promessas e falsidades, tratou de estudar o caso.
Conta o D. António ao nosso jornal que «fiz perguntas sobre a barragem do Pisão e soube que esteve primeiro para se chamar de Andreus - o que não interessa para o caso - mas os estudos começaram em 1958».
«Perguntei sobre se o terreno tinha sido expropriados e responderam-me que não, se bem que não me souberam dizer se os terrenos junto ao paredão foram ou não expropriados».
«Agora os estudos foram feitos, depois houve os estudos ambientais, entretanto também houve estudos sobre a rentabilidade, sobre se o caudal da Ribeira de Seda com a Ribeira Grande viabilizava os objectivos» e sei que «houve equipas e mais equipas umas atrás das outras» a fazer os estudos, «depois surgiram questões sobre se a finalidade seria só agrícola, depois se seria só para abastecimento de água, e acaba por ser sempre a barragem que só se constrói e só se anuncia em altura de eleições».
Conclui o Bispo que, «pelo que vejo é um projecto que parece não ter pernas para andar, embora as gentes quisessem que sim», se bem que saiba que há um grupo de pressão liderado pelo Câmara do Crato»"(1)

O blog "Gavião no Alentejo" concorda com Senhor Bispo Diocesano, (1) na entrevista que deu ao muito estimado jornal "ALTO ALENTEJO", Para quem anda viciado nas actas da Câmara Municipal do Crato, não pelas obras que a referida tenha feito ou venha a fazer, mas sim, das actas camarárias que tem visto, estas, as da referida edilidade, o blog o melhor apenas tem visto uma feitura tão bem feita, não estando lá parece que está lá.
Também diz, não deixa de ser a pura verdade, este edil o que tem feito mais os municípios que tabém fazem parte do projecto e querem a sua construção para o desenvolvimento também dos seus concelhos. O blog sabe, eles, a Lisboa já foram falar com os Grupos Parlamentares sobre o assunto e parece que boas águas trouxeram...

Para terminar, assunto não ficará assim completo, o blog tem material para continuar a falar do assunto, mas para terminar, o blog diz que entre quinze concelhos que fazem parte deste distrito, existe um, o do Gavião, tem as instalações prontas para abrir a única biblioteca que falta neste distrito, que a coisa também vai a querer caminhar para os lados dos cinquenta anos, ela não abre, quase que é parecido também como a BARRAGEM DO PISÃO ...

1 comentários:

 O Rato que RUGE disse...

A questão da biblioteca é pertinente, o contrato foi celebrado em 2003 (Contrato Programa 898/2003 c/ IPLB)o espaço físico, está há vários anos a aguardar que lhe dêem o uso para o qual foi reabilitado, aliás dentro em breve será necessário nova reabilitação, mais apesar da biblioteca não ter saído do papel, já houve gastos com algumas infraestrutura. A única explicação será mesmo a falta de pessoal e de livros. Talvez o Jorge aguarde por alguma pós-graduação em Biblioteca na Universidade Senior de Gavião, que esta venha depressa... pois o povo desespera. http://www.base.gov.pt/_layouts/ccp/AjusteDirecto/Detail.aspx?idAjusteDirecto=11976&lk=srch
publicado por DELFOS às 07:08
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