16 de Fevereiro de 2011

"O Bispo Diocesano, inteirado sobre o velhíssimo projecto do Pisão e o que ele representa para vários concelhos - Crato, Alter, Fronteira e Avis -bem como os anos que leva de promessas e falsidades, tratou de estudar o caso.
Conta o D. António ao nosso jornal que «fiz perguntas sobre a barragem do Pisão e soube que esteve primeiro para se chamar de Andreus - o que não interessa para o caso - mas os estudos começaram em 1958».
«Perguntei sobre se o terreno tinha sido expropriados e responderam-me que não, se bem que não me souberam dizer se os terrenos junto ao paredão foram ou não expropriados».
«Agora os estudos foram feitos, depois houve os estudos ambientais, entretanto também houve estudos sobre a rentabilidade, sobre se o caudal da Ribeira de Seda com a Ribeira Grande viabilizava os objectivos» e sei que «houve equipas e mais equipas umas atrás das outras» a fazer os estudos, «depois surgiram questões sobre se a finalidade seria só agrícola, depois se seria só para abastecimento de água, e acaba por ser sempre a barragem que só se constrói e só se anuncia em altura de eleições».
Conclui o Bispo que, «pelo que vejo é um projecto que parece não ter pernas para andar, embora as gentes quisessem que sim», se bem que saiba que há um grupo de pressão liderado pelo Câmara do Crato»"

O blog "ALENTEJO no NORTE" concorda com Senhor Bispo Diocesano. Concorda com a entrevista que deu ao jornal "ALTO ALENTEJO".
Também diz, não deixa de ser a pura verdade, este edil com os municípios que fazem parte do projecto e querem a sua construção para o desenvolvimento dos seus concelhos, eles, já foram a Lisboa falar com os Grupos Parlamentares sobre o assunto e parece que boas águas trouxeram da nobre capital lá Lisboa.
Mas o blog também diz, para quem estuda esta cultura popular e na zona, quem promete acaba por faltar à sua palavra...
publicado por DELFOS às 06:06
09 de Fevereiro de 2011





publicado por DELFOS às 03:00
06 de Fevereiro de 2011

"Enquadrada por blocos de granito e carvalhais de carvalho-negral, esta barragem situa-se numa zona especialmente rica e com uma envolvente de grande beleza. Contrariamente a outras barragens do Alentejo, a barragem da Póvoa não costuma atrair um grande número de patos, mas é um local excelente para observar o mergulhão-de-crista e aszonas envolventes oferecem um excelente leque de espécies nidificantes




Especialidades:mergulhão-de-crista, alcaravão, cuco-rabilongo, noitibó-de-nuca-vermelha, toutinegra-tomilheiraOutras espécies:corvo-marinho-de-faces-brancas, garça-branca-pequena, garça-real, cegonha-branca, milhafre-preto, águia-cobreira, águia-calçada, codorniz, borrelho-pequeno-de-coleira, tarambola-dourada, abibe, narceja-comum, maçarico-bique-bique, maçarico-das-rochas, guarda-rios, abelharuco, cotovia-montesina, cotovia-arbórea, andorinha-das-rochas, andorinha-dáurica, petinha-ribeirinha, carriça, pisco-de-peito-ruivo, rouxinol-comum, cartaxo-comum, rouxinol-bravo, felosa-poliglota, toutinegra-carrasqueira, papa-figos, picanço-real, picanço-barreteiro, pega-rabuda, pega-azul, estorninho-preto, pardal-espanhol, bico-de-lacre, trigueirão.

Visita:
A zona a visitar compreende o paredão, a albufeira e os terrenos envolventes da barragem.

A estrada 1007 atravessa inicialmente alguns terrenos agrícolas, que são habitualmente frequentados pela
pega-rabuda e pela cotovia-montesina - esta última pousa frequentemente nos muros junto à estrada. O trigueirão é frequente nos campos envolventes, que são igualmente frequentados pela codorniz e pelo alcaravão. No início da Primavera, esta é um bom local para observar o cuco-rabilongo. Ao longo da estrada há pequenas manchas de giesta, onde ocorre a toutinegra-tomilheira. Junto aos pequenos eucaliptais é possível ouvir, ao crepúsculo, o canto do noitibó-de-nuca-vermelha. Durante os meses de Inverno podem ser vistos pequenos bandos de pardal-espanhol e alguns abibes.

Um pouco mais adiante, surge a
ponte sobre a Ribeira de Nisa - aqui é possível estacionar do lado esquerdo, cerca de 100 metros antes da ponte, prosseguindo a pé até ao tabuleiro, a fim de prospectar as margens ribeira. O nível de água nesta ribeira é muito variável e em anos secos apenas se vê uma linha de água enquanto que noutros o plano de água da barragem chega até aqui. Este local é especialmente interessante no Inverno, época em que é frequente observar-se a
narceja-comum, o maçarico-bique-bique e
a
petinha-ribeirinha. (quando o nível de água está muito baixo, estas aves apenas são observáveis cerca de 1 km mais adiante, junto ao plano de água). Outras espécies que habitualmente ocorrem junto à ponte incluem o guarda-rios e a andorinha-das-rochas.

A estrada prossegue ao longo da margem esquerda da albufeira, havendo diversos pontos de paragem e caminhos de terra para a direita, que permitem observar os vários recantos do plano de água, que permitem geralmente ver o
mergulhão-de-crista, bem como o corvo-marinho-de-faces-brancas, o pato-real, a garça-branca-pequena e a garça-real., para além das limícolas já referidas. Durante a Primavera e o Verão, o borrelho-pequeno-de-coleira e uma presença regular ao longo das margens, o milhafre-preto pode ser visto a voar sobre a albufeira e a águia-calçada também é vista com frequência.

De um lado e de outro da estrada começam a surgir carvalhais, que são frequentados pela
trepadeira-comum, pela trepadeira-azul e, na Primavera, e pelo picanço-barreteiro





Por fim chega-se ao paredão da barragem - o melhor local de estacionamento fica do lado nascente do paredão, junto aos enormes eucaliptos. Este é um sítio privilegiado para observar o mergulhão-de-crista, que é uma presença constante nesta albufeira (ocasionalmente chegam a ver-se, no Inverno, até 20
indivíduos). Os rochedos ao longo da margem servem geralmente de pouso ao
corvo-marinho-de-faces-brancas e à garça-real, enquanto que a andorinha-das-rochas voa frequentemente junto ao paredão, procurando os insectos de que se alimenta. Os quatro enormes eucaliptos servem de suporte a ninhos de cegonha-branca, por baixo dos quais há uma pequena colónia de pardal-espanhol. Este é também um bom local para observar a andorinha-dáurica na Primavera. Os estorninhos-pretos sao frequentes nas imediações.

Uma pequena estrada desce, por entre o arvoredo, até à base do paredão, onde a vegetação se adensa e forma uma galeria ripícola ao longo da ribeira. Aqui ocorre habitualmente o
pisco-de-peito-ruivo (que é pouco comum no Alentejo durante a epoca de reprodução), bem como diversas outras espécies típicas de zonas ripícolas, tais como o rouxinol-comum, a carriça, o rouxinol-bravo e a felosa-poliglota. O canto do papa-figos pode ouvir-se neste local durante os meses de Maio e Junho.

O percurso de regresso pode ser feito pelo lado oriental da barragem, usando a estrada M525 que liga Povoa e Meadas a Castelo de Vide. Prossegue-se então até ao próximo cruzamento e vira-se à direita, virando novamente à direita no cruzamento seguinte. A estrada prossegue agora por carvalhais bem
desenvolvidos, que são frequentados pela
pega-azul. Nesta zona ocorrem também algumas aves de rapina, como a águia-cobreira e a águia-d'asa-redonda.Melhor época: Março a JunhoDistrito: PortalegreConcelho: Castelo de VideOnde fica: no norte alentejano, cerca de 10 km a noroeste de Castelo de Vide e 25 km a norte de Portalegre.
Partindo de Castelo de Vide, toma-se a N246 para oeste em direcção a Alpalhão. Depois de passar o cruzamento com a estrada para Portalegre, vira-se à direita pela estrada municipal 1007, seguindo a indicação de “Barragem da Póvoa”." in
http://www.avesdeportugal.info/sitbarrpovoa.html a coisa assim se começa e se regista.


E continuando - o blog "GAVIÃO no ALENTEJO - vai até à Câmara de Castelo de Vide e de lá trouxe "Em 1925 surge a Hidro-Eléctrica do Alto Alentejo: empresa constituída com a finalidade de criar e levar energia mais barata não só a algumas populações do Distrito, mas também a indústrias da região. O Eng. José Custódio Nunes, natural Póvoa e Meadas, cedo conseguiu compreender a necessidade de aproveitar as grandes torrentes de água que nos meses de Inverno engrossavam o caudal da Ribeira de Nisa, transformando toda esta força em energia eléctrica.

No escasso período de apenas dois anos era dado por concluído o paredão, de directriz ligeiramente convexa, secção trapezoidal, 28,5 metros de altura máxima e um desenvolvimento de 360m, criando uma superfície inundável, ao Nível de Pleno Armazenamento, de 236ha e 6km de comprimento.

Surge então em 1927 a Barragem de Póvoa e Meadas tendo sido a primeira e maior Hidro-Eléctrica de Portugal. Situa-se a cerca de 11km para Noroeste de Castelo de Vide, abrangendo uma área inserta nas freguesias de S. João Baptista e S. Tiago Maior, e é alimentada pela mais longa ribeira do concelho de Castelo de Vide, para além de uma série de pequenos cursos de água.

O leito da albufeira é caracterizado pela existência de afloramentos rochosos graníticos que contribuem para um cenário particular de grande beleza. Em torno, a paisagem é marcada pela existência de carvalhais. A Sul da albufeira, algumas culturas arvenses e, a Nordeste, a mancha verde de grandes eucaliptos e pinheiros constituem a excepção neste conjunto.

A albufeira encontra-se classificada como de " Utilização Limitada" e, assim, em termos de usos secundários no plano de água tem-se o seguinte:


• É proibida a pesca profissional;


• A captura do lagostim vermelho da luisiana e a pesca desportiva de espécies exóticas são livres em toda a albufeira, à excepção do achigã, cuja captura deverá observar o disposto na legislação específica;


• É proibida a caça nas praias, espaços turísticos, áreas de protecção e respectivas zonas envolventes e no plano de água;


• É proibida a aquacultura intensiva;


• É proibida a navegação a motor, com excepção das embarcações de emergência;


• A instalação de pontões ou jangadas flutuantes, para amarração de embarcações ou apoio à utilização da albufeira, só pode ser autorizada aos estabelecimentos turísticos, concessionários das áreas de recreio balnear, ou ás autarquias, desde que associada a iniciativas de utilidade pública.


PÓVOA

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PLANTA


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ALÇADO

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UTILIZAÇÕES - Energia

LOCALIZAÇÃO

DADOS GERAIS

Distrito - Portalegre
Concelho - Castelo de Vide
Local - Póvoa e Meadas
Bacia Hidrográfica - Tejo
Linha de Água - Ribeira de Nisa

Promotor - HIDROTEJO, Hidroeléctrica do Tejo, SA
Dono de Obra (RSB) - HIDROTEJO
Projectista - Hidro Eléctrica Alto Alentejo
Construtor - Hidro Eléctrica Alto Alentejo
Ano de Projecto - 1925
Ano de Conclusão - 1928

CARACTERÍSTICAS HIDROLÓGICAS

CARACTERÍSTICAS DA ALBUFEIRA

Caudal de cheia - 250 m3/s

Área inundada ao NPA - 2360 x 1000m2
Capacidade total - 22000 x 1000m3
Capacidade útil - 18800 x 1000m3
Nível de pleno armazenamento (NPA) - 312 m
Nível de máxima cheia (NMC) - 313 m

CARACTERÍSTICAS DA BARRAGEM

DESCARREGADOR DE CHEIAS

Betão - Gravidade
Altura acima da fundação - 32 m
Altura acima do terreno natural - 28,5 m
Cota do coroamento - 313,5 m
Comprimento do coroamento - 400 m
Fundação - Granito
Volume de betão - 32 x 1000 m3

Localização - Margem esquerda
Tipo de controlo - Sem controlo
Tipo de descarregador - Canal de encosta
Cota da crista da soleira - 309,85 m
Caudal máximo descarregado -
110 m3/s

DESCARGA DE FUNDO

CENTRAL HIDROELÉCTRICA

Localização - Talvegue
Tipo - Através da barragem
Controlo a montante - Comporta
Controlo a jusante - Jacto ôco
Dissipação de energia - Jacto oco e fossas de erosão

Tipo de central - Céu aberto
Nº de grupos instalados - 2
Tipo de grupos - Francis
Potência total Instalada - 0,74 MW
Energia produzida em ano médio - 1,6 GWh





E o atrás exposto foi retirado de http://cnpgb.inag.pt/gr_barragens/gbportugal/Povoa.htm. O blog "GAVIÃO no ALENTEJO" queria terminar e ficar por aqui. Mas não foi possível. O acto cerebral com a dita seria incompleto e não lhe cantaria o seu devido fado e que lhe merece.


Continuando, o seu breve apontamento, sabe que uma força política neste alentejo e distrito, o Bloco de esquerda, em 28-10-2009, no seu site, em http://cnpgb.inag.pt/gr_barragens/gbportugal/Povoa.htm:



projecto_village.jpgDepois de 75 anos de concessão à EDP, a barragem volta às mãos do Estado em condições degradadas por completa ausência de quaisquer obras de manutenção e requalificação. As perdas de água através das fissuras da barragem são evidentes, o que coloca em causa capacidade de abastecimento dos cerca de 8 concelhos do distrito de Portalegre pelo sistema multimunicipal.


villageÁguas do Norte Alentejano (AdNA), que tem nesta barragem a principal fonte de abastecimento.

A barragem é também importante para o recreio e lazer das populações pela sua albufeira, praia fluvial e paisagem de grande beleza. No entanto, o estado de degradação do empreendimento e de toda a área envolvente não permitem maximizar o seu usufruto. A sujidade, falta de limpeza da vegetação, ruínas de edifícios outrora destinados a um empreendimento turístico, ausência de equipamentos com condições dignas de utilização, como acontece com o actual parque de merendas e instalações sanitárias, são exemplos do estado lastimável, de desleixo e abandono, a que chegou todo este espaço. O Bloco de Esquerda considera que a EDP tem a obrigação de executar as obras de reabilitação e requalificação da infra-estrutura da barragem e da área envolvente, conforme estabelecia o contrato de concessão que agora findou, e que é nestas condições que a barragem deve reverter para o Estado. Assim, ao abrigo das disposições constitucionais e regimentais, o BE requer ao Ministério do Ambiente, Ordenamento do Território e Desenvolvimento Regional os seguintes esclarecimentos:

1º) Vai o Ministério obrigar a EDP a realizar as obras de reabilitação e requalificação da infra-estrutura da barragem de Póvoa e Meadas e da área envolvente, conforme estabelecia o contrato de concessão que agora findou e estabelece a reversão desta infra-estrutura para o
Estado?

2º) A barragem de Póvoa e Meadas vai manter a produção de energia hidroeléctrica? Se sim, a quem vai ser atribuído o novo título para a captação de água para esta função?

3º) Conhece o Ministério o motivo pelo qual o empreendimento turístico Village, com edifícios a degradar-se junto à barragem, foi abandonado? Vai o Ministério proceder à demolição dos mesmos e à requalificação ambiental deste espaço?

4º) Que medidas vai o Ministério adoptar para apoiar a valorização do espaço envolvente à infra-estrutura da barragem de modo a maximizar o usufruto para actividades de recreio e lazer das populações? "


O blog não sabe se as obras form feitas e se o problema já está resolvido. O que o blog sabe, é um lugar infinito que se descobre no interior...

publicado por DELFOS às 13:15
02 de Fevereiro de 2011

Estando o blog, o "ALENTEJO no NORTE", a pensar no seu Tejo e na sua barragem, a tentar saber quando foi feita e a pensar se não se podia implementar e fazer a promoção de um centro de treinos de alta competição, como por exemplo, de canoagem, o blog sem querer, a descobrir vem a informação que a seguir encontrou em http://engenium.wordpress.com/.../barragens-de-portugal-inag e diz que ficou contente com a descoberta.


" BARRAGEM DE BELVER

UTILIZAÇÕES - Energia

LOCALIZAÇÃO

DADOS GERAIS

Distrito - Portalegre
Concelho - Gavião
Local - Belver
Bacia Hidrográfica - Tejo
Linha de Água - Rio Tejo

Promotor - HIDROTEJO
Dono de Obra (RSB) - HIDROTEJO
Projectista - A.Stucky
Construtor - SASIL - MILANO
Ano de Projecto - 1945
Ano de Conclusão - 1952

CARACTERÍSTICAS HIDROLÓGICAS

CARACTERÍSTICAS DA ALBUFEIRA

Área da Bacia Hidrográfica - 62802 km2
Caudal de cheia - 18000 m3/s

Área inundada ao NPA - 2860 x 1000m2
Capacidade total - 12500 x 1000m3
Capacidade útil - 8500 x 1000m3
Nível de pleno armazenamento (NPA) - 46,15 m
Nível de máxima cheia (NMC) - 47,15 m
Nível mínimo de exploração (Nme) - 41 m

CARACTERÍSTICAS DA BARRAGEM

DESCARREGADOR DE CHEIAS

Betão - Gravidade
Altura acima da fundação - 30 m
Cota do coroamento - 47,5 m
Comprimento do coroamento - 327,5 m
Fundação - Xisto
Volume de betão - 90 x 1000 m3

Localização - No corpo da barragem
Tipo de controlo - Controlado
Tipo de descarregador - Sobre a barragem
Cota da crista da soleira - 32 m
Desenvolvimento da soleira - 170 m
Comportas - 10 comportas vagão
Caudal máximo descarregado - 18000 m3/s
Dissipação de energia - Bacia de dissipação

CENTRAL HIDROELÉCTRICA

Tipo de central - Céu Aberto
Nº de grupos instalados - 6
Tipo de grupos - Kaplan
Potência total Instalada - 80,7 MW
Energia produzida em ano médio - 176 GWh- "



Mas assunto não podia parar.

Estas coisas, esta alma que partiu, estes viventes que não querendo saber do que foi a sua sua memória passada, esta coisa que lhes continua a dar vida mesmo que eles não queiram, mas a coisa está no sangue, o blog, o "ALENTEJO no NORTE", procurando imagens da mesma, encontra http://Impalex.blogs.sapo.pt/ e regista o texto com muito amor e carinho, o que o referido autor escreve, não deixa de em outro tempo não ser a mais pura verdade. ´

"A data oficial da conclusão da barragem é o ano de 1952, tendo ficado com a designação de Barragem de Belver, possivelmente devido ao facto de a maior parte da albufeira criada coincidir com o limite sul desta freguesia, e também por ser esta uma das localidades mais próximas.


De há uns anos a esta parte, tem-se verificado que a Câmara de Mação, em cujo território (freguesia de Ortiga) se encontra a quase totalidade das instalações da Barragem, passou a utilizar sistematicamente a designação de "Barragem de Ortiga", no que é acompanhada por algumas instituições ligadas ao turismo na zona, nomeadamente a Região de Turismo dos Templários.


A utilização de uma designação nova e, pode-se dizer, não oficial, omitindo sistematicamente aquela que já existia e está consagrada, pode parecer estranha, e é susceptível de diversas interpretações.


A mim, parece-me que se trata de um assomo de brios bairristas, reivindicando para si um nome (ou renome) que talvez sintam ter-lhes fugido. E estarão tentando consagrar, pelo uso repetido, a designação que mais lhes convém.


E porque os brios bairristas atingem a todos (mesmo aos que, por esta razão ou por aquela conveniência, se coíbem de os manifestar), aqui fica também o meu desabafo.


Ao longo do tempo, sucessivas reorganizações administrativas fizeram com que a hierarquia relativa das diversas povoações sofresse mudanças radicais. Na última dessa reorganizações, a freguesia de Belver deixou de pertencer ao concelho de Mação, do qual fizera parte durante cerca de 60 anos.


Em tempos mais recuados, a própria vila de Belver foi sede de concelho, entre 1518 e 1836, ficando, a partir desta data, integrada no concelho de Mação. Transitou em 1898 para o então restaurado concelho de Gavião.


O que é que isto tem a ver com aquilo? Responderão os mais puristas que, em rigor, nada.

Mas nem tudo nesta vida é rigoroso e exacto, e muito menos quando as opiniões são divergentes..."


O blog diz que concorda em absoluto com o referido autor do mesmo. Não pode entrar e tomar uma posição no mesmo. Mas sabe, algumas histórias ouviu no comboio quando se chegava à Ortiga "estamos na barragem da Ortiga" e nunca ouviu dizer, estando na Ortiga "estamos na barragem de Belver".

O blog "ALENTEJO no NORTE" não sabe se as gentes da Comenda, assim lhe chamava por ser um ponto, um ponto de referência, o último, antes de chegar à estação de Belver, ou se lhe chamava assim por estar mesmo perto da Ortiga...

Mas o blog sabe, sabe de algumas histórias, de muito boa gente, que era para ficar em Belver... e sem querer foi parar à estação da Barca da Amieira.....

publicado por DELFOS às 15:20
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