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A TERRA do ALTO ALENTEJO

A TERRA do ALTO ALENTEJO

18
Mar11

TURISMO NO ALTO ALENTEJO

DELFOS
E num cantinho amigo, http://www2.portalegredigital.pt/client/skins/portuguese/artigo.asp?page=2014 dos que tem muito orgulho em visitar "O presidente da Entidade Regional de Turismo do Alentejo, Ceia da Silva, congratulou-se hoje com o aumento de dormidas no Alentejo de 12,4 por cento em Janeiro deste ano em comparação com igual período do ano passado.

De acordo com o Instituto Nacional de Estatística o Alentejo foi mesmo a região do país onde o número de dormidas mais cresceu no primeiro mês de 2011.

O presidente da Turismo do Alentejo falava hoje na Escola Superior de Educação de Portalegre, à margem de uma conferência sobre “As Redes Sociais no Turismo”.

O mesmo responsável admitiu que as unidades de alojamento e outras empresas do sector turístico não estão a aproveitar devidamente os benefícios que podem retirar das redes sociais.
(...).

Gabriel Nunes/Susana Mourato

Fonte_www.radioportalegre.pt/index.php. "

Mas muita bom mesmo meu caro Ceia da Silva. Mas muita bom mesmo meu caro. Se está ficando muito adnirado que se vos diga lá.
A organização ela não está dormindo em fachada ou lá fechada.
Ela é viva.
Ela está muito viva.
Ela está agitando as águas desta planície e andando muito o que surpreende em terras estas alentejanas. 
Apetece dizer, a organização que o caro comanda,  "Até 2025 o Alentejo é a região que mais cresce em Portugal".
Não se está brincando e ela não brinca quando coloca a sua mão e quando entra ao serviço.
 
Quem ainda vai tendo o prazer de olhar para e para as coisas que vão acontecendo no distrito de Portalegre está ficando muito estupefacto e muito admirado numa olhada que lhe vai dando...
Mas muito admirado mesmo!
Não deixa de ser uma verdade "...as unidades de alojamento e outras empresas do sector turístico não estão a aproveitar devidamente os benefícios que podem retirar das redes sociais".
 
O blog "A TERRA do ALENTEJO",  na sua poética e prosa lhe acrescenta, não aproveita e ainda corta quem cria um espaço vocacionado essencialmente para a defesa do património e sua história local.`
 
Não se sabe.
Mas se calhar quase que se aposta.
É o concelho de Gavião que se recusa a dizer que se calhar lá os quinze.
 
No concelho de Gavião não é permitindo que se possa consultar a biblioteca da escola, na fé de lá descobrir alguma coisa sobre respectivo concelho e que se lhe recusa uma pesquisa de um livro feito por um revendo sobre o mesmo concelho.

A coisa não pode ela lá parar.
Mas a coisa não pode parar.
 
Vai a fazer vinte anos.
É muita tempo. 
Anda-se a lutar pelo registo de uma vila romana.
Até ao presente ainda não se conseguiu.
Não se conseguiu o registo de interesse público e zona protegida e a respectiva escavação ainda não a colocou na luz do dia. Onde se encontra moedas com a data de 1125 ou lá pataco ou uma árvore das patacas que ainda se vai colhendo nela os seus frutos...
 
Continuando...
 
Em 1977, quando os trabalhadores da edilidade lá andaram a colocar canos para levar a água para a Comenda ou seja lá Castelo Cernado, encontraram ossos em cima uns dos outros, onde a respectiva vala passava, quem sabe, um cemitério, ou a peste que lá existiu, algumas moedas e mosaicos...
 
Não se compreende.
Não se compreende e até agora nada ainda não foi nada.
O mais engraçado é que foi o próprio Estado, ou seja, a Câmara Municipal de Gavião.
O mais engraçado é que tem uma praia fluvial  e um parque de merendas mesmo pegado com a dita vila e um empreendimento turístico que se está fazendo nestas terras de Comenda e não se lhe dá um suporte, quem visita este povo, a imagem muito boa leve destas terras...

 

Não se compreende meu caro Ceia da Silva. 


Mas a coisa não pode parar.
Sabe que tenho muitas dúvidas. O seu desejo e de sua equipa levarem este nosso Alentejo a Património Mundial e o Montado na categoria, embora na contradição entenda que é um anseio justo e único... Não deixa de ser um património único e universal. Que quando uma equipa da BBC veio a Portugual o filmar e se viu num programa sobre Vida Selvagem a coisa ainda lhe ganha outra grandeza. Sabe que tenho dúvidas. Os políticos não estão preparados para uma abertura que a sua organização está imprimindo.
 
Entre as terras de Castelo Cernado ou a muito doce Freguesia de Comenda, as terras da Freguesia do Monte da Pedra e as da Freguesia de Cunheira, no meio, no meio das ditas existe também uma vila romana. Ela está destruída, é certo.
A zona esta que muito orgulhosamente cito, ainda se consegue ver alguns restos do seu passado e com uma ponte romana também destruída. Os alicerces da mesma estão no meio do rio Sôr.
A dita, o povo, a ela se refere, vila do Tesourinho, mas se pensa, o blog "A TERRA do ALTO ALENTEJO" acredita, a ela, o seu nome verdadeiro se chama  Sourinho.
Aqui o blog pensa, acredita, julga pelo mapa encontrado na Etnografia Portuguesa de José Leite de Vascocelhos, o mapa, o que viu na referida obra literária a regista e não regista a que fica junto ao parque de merendas ou praia fluvial nas terras de Comenda. 
O blog pensa que foi o princípio de tudo na Zona.
Até agora também nada. Também nada por três concelhos e suas três respectivas freguesias...

 


Nas terras de Comenda, na Costa, terras de Baldio ou terra de um Baldio, existiu também uma vila. A Vila do Pêro Melhor. E até agora também nada.
Apetece dizer meu caro, não aproveita e tenta silenciar. 
Como se estivesse fazendo algum favor ao blog.
Que mais errado não se possa lá estar.
O caro veja, veja a coisa em oitenta e seis freguesias do seu distrito, do meu distrito, se a coisa não estará igual e não se lhe esteja fazendo uma sabotagem a toda a actividade mostrada pela sua organização e não lhe estou falando da etnográfica, que foi mesmo um abandono total ao fim destes anos todos...

Mas terminando mesmo, lhe foi prometido ao blog que este ano se iria começar a fazer a carta arqueológica do concelho de Gavião e numa reunião de Câmara e o blog vendo as respectivas actas, a deliberação tomada, ela não ficou registada em acta. Só pode ser uma brincadeira ou um gozo se lho diga...
17
Mar11

GAVIÃO ...

DELFOS

Eles foram a fina flor ou lá posição social elevada num porte de pouca grossura ou sem uma espessura de pouca lá largura e o macio era agradável o seu tacto e com muito boa qualidade eram vistos com uma certa distânca e o chapéu na mão...

Foram aventureiros na sua audácia por estas terras de Gavião no Alentejo e por eles foram conquistadas ............................................................................................................................................................................................................................

Certamente que o blog "A TERRA do ALTO ALENTEJO" volta.

Não é e nunca o será uma imagem que vale por mil palavras. Ficará na filosófica campestre, a interrogação se esta sociedade conseguiu evoluir ou se ela apenas continua a ter o puro desejo de regredir. As dúvidas o blog tem, se ela não é mais racista com uma parceria ostracista e xenófoba em tempos que lá muito passados... 

 



 

 

Para lá daquilo que possa aparentar, o nobre senhor que não usa barba e nem bigode, o seu olhindo devia estar muito aberto para o negócio....

 

 

 

O blog acredita que foi pela mão da sua muito querida donzela e bela e muito querida filha e sua a lá formosura e umas terras por estas bandas e zonas do senhor do lado que a coisa se tornou um império e destrona o Ramiro Leão e não se lhe diga que não e que só se lhe deia Ramiro e Eusébio Leão ...............

 

 

 

 

 

 

 1 comentário:

 

Parece o blog estar um pouco enganado. É que a Donzela, neta, filha e sobrinha de Manuel, António e Adriano, apesar das suas muitas terras tinha o Império muito endividado. Foi graças ao Sr. do lado, homem da Anadia, com o seu dinheiro que o império foi recuperado, a ponte de Belver construída , o Gavião modernizado. Amigo de Ramiro e de Ester foi pelos amigos de Eusébio e outros patrícios, por bem fazer em Gavião, assassinado.
José Carmona a 28 de Fevereiro de 2011 às 10:22
 
 
Ora viva lá meu caro.
As minhas desculpas por só agora lhe responder. As desculpas essencialmente por não ser onde o amigo comentou. A razão se prende onde são vários espaços a dizer o mesmo, onde a razão fundamental se um dia tiver possibilidade de registar o meu domínio, se espera apenas que não se venha a ter problemas com o mesmo, por isso se está administrando vários espaços, na tentativa de fugir a um adversário e não encontrar o mesmo nome.
 
Diz o caro que estou enganado. É possivel. Mas sabe que tenho dúvidas. É apenas um puto desempregado que escreve e tenta registar um património num concelho, que não é o seu, a viver de um café por dia e sem nenhum rendimento minímo, sem dinheiro no bolso, até ao presente, digo-lhe que é uma vitória a informação que conseguiu até ao momento. Que lamenta não poder ir mais longe, porque o político da praça, o presidente da cãmara não lho permite, e, se calhar "pode estar um pouco enganado". Mas quando escreveu o que escreveu foi apenas e tão sómente baseado nas fotografias expostas e nelas apenas se inspirou. Na falta de informação, a que existe também lhe é recusada, então vamos para a ficção. Apenas e tão só falar de Eusébio e Ramiro é mesmo muita pouco num concelho que diz que apoia a cultura. Existe outros valores, como o Rolão Preto ou o capitão Mergulhão no séc. XV a serem valorizados... 
 
DELFOS
16
Mar11

SEPULTURAS EM MONTE DA PEDRA

DELFOS

Venham a esta terra. Mas venham a esta terra onde o mundo não tem fundo e não há lá fim.
Venham ao Monte da Pedra meus caros.

Venham visitar estas sepulturas escavadas na rocha e na pedra e no mais bravio dela. Que pedra lascada continua a ser lá a coisa...

O Blog "A TERRA no ALTO ALENTEJO" vos diz, seu nome verdadeiro e científico, "Sepulturas Antropomórficas".

É daqueles monumentos esquecidos e abandonados. Que lá um abandono. Abandonados e esquecidos ao Deus lhe dará.

São jazigos.

São sepulturas escavadas na rocha com cerca da 0,75m de profundidade e a sua forma é oval e rectangular.
O blog "A TERRA do ALTO ALENTEJO", a lhe regista ,"podem ser consideradas, em termos cronológicos, como da Alta Idade Média, mais concretamente entre os séculos VIII e XI - muita discórdia sobre estas datas - tendo o director do Instituto de Arqueologia Alemá de Madrid adiantado que as mesmas são da fábrica moçárabe, isto é, temulações cristãs do período de ocupação muçulmana do ocidente peninsular".

Não são únicas.

Na zona, a zona local e envolvente é muita fértil. Os referidos monumentos estão também presentes nas terras de Arez, Comenda ou Castelo Cernado, na graciosa Tolosa e nas terras do Crato.

Coisas muita velhindas.

Esquecidas.

Elas vão ainda sobrevivendo no mais bravio que é esta charneca. 

A ficar tão violenta e virgem , já deixou de ser domada a fazer muita tempo...



14
Mar11

2.º ENCONTRO DE FREGUESIAS DO DISTRITO DE PORTALEGRE

DELFOS
E na, "A mais ouvida no Alentejo", o jornalista Gabriel Nunes reporta  a 13 de Março na referida antena:

"Os eleitos de 46 das 86 Juntas de Freguesia do distrito de Portalegre, reunidos no I I Encontro Distrital mostraram-se, sábado, contra a extinção ou fusão de freguesias decorrente da reorganização administrativa.
Os autarcas reunidos no Centro de Congressos da Câmara Municipal de Portalegre defenderam ainda que as competências atribuídas às freguesias devem de ser acompanhadas de meios humanos e financeiros."
 
Meus caros, o blog assim olhando, pensando, Mas estes gajos, metade lhe falta à chamada...

Depois, fazendo melhor a conta, a referida malta consegue passar a metade por pouco.

Que o tempo não estava para brincadeiras, é uma muita  verdade. Estava chuvoso e frio, tempestuoso, que  é muita verdade. Mas... Quem gosta nunca lhe vira a cara ou lá o seu doce rosto e seja lá um vento muito violento ou que lá um doce gosto.
 
Que se calhar não se sabia ao que se ia e para o que se ia...
 
Não se sabe quais as que lhe faltaram.
As que lhe fizeram gazeta.
 
Que não é assim.
Não funciona assim.
É um tema muita importante para se lhe dar o abandono total.

A coisa que parece mais um dia de eleições, com uma abstenção muito elevada. Neste caso, ela mostrada pelos eleitos locais.
Que os eleitores estejam cansados de eleições, a coisa ainda vá lá que vá lá. Agora os eleitos estarem cansados, a democrática está ficando muito cansada e a base está-se pouco importando para este Alentejo e só aparece quinze dias antes das eleições.
 
Não basta estar contra se vos diga lá.
Não basta estar contra a extinção ou a fusão das mesmas.
A lei certamente que avança.
 
O que está em causa, é saber, aquelas que consoante a sua densidade populacional onde vão ser inseridas ou incorporadas. No tocante a umas terras de Gavião, as da Atalaia, esta mais pequenina esta alma mais nortenha, onde irá a dita ser incorporada? Ou como será a sua fusão(?), a título de exemplo se questiona. Irá para a da Comenda ou irá para a do Gavião?
 
É discutível meus caros... É apenas um exemplo, entre muitos.
 
Ainda hoje, um jornal relata, o governo está preparar a extinção de mil freguesias.
 
Neste Alentejo, neste Alto Alentejo, a gazeta que se lhe demonstrou, o blog pensa que não tem queijo limiano e nem nunca vai haver queijo limiano por estas terras alentejanas...
 
E depois se lhe diga que a informação circula! Que se sente as necessidades do povo ou lá plebe ou a mais pura treta se regista na margem de um rio que corre tão seco e deserto...
14
Mar11

TOLOSA UTRAPASSA A FRONTEIRA

DELFOS

De informação Particular, de 6 de Janeiro de 1977, oferecida por António Augusto Batalha Gouveia:

"Dos inúmeros topónimos portugueses cuja origem lexial remota a um passado linguístico pré-indo-europeu, TOLOSA é um deles como se irá ter ocasião de verificar.
Tem-se dito que esta graciosa vila do Alto Alentejo foi fundada por elementos do mesmo clã que no sudoeste francês e na vizinha Espanha fundaram outras "Tolosas".
Quer isto dizer que o estudo relativo à origem do topónimo Tolosa servirão simultâneamente aos três países.

Acerca da Tolosa francesa (Toulouse), o Grande Larouse refere que o nome da importante cidade do Alto-Garona teria origem no apelido do rei mítico Tolus, descendente de Jafeth, um dos filhos do Noé bíblico. Por esta lenda, que alguma verdade encerra, se pode aquilatar da extrema antiguidade do topónimo Tolosa.

O interesse da lenda reside na circunstância de os escribas bíblicos considerarem Jafeth como o ancestral dos povos não semíticos nem camíticos, o que o coloca como o Pai dos povos indo-europeus e asiânicos. Estes asiânicos também conhecidos pelos nomes de turânicos ou simplesmente túrias, cujo "ubi", original havia sido o planalto do Turam, habitavam a Ásia Central e Setentrional, tendo-se dividido em três grupos a saber: os Sumérios, que ocupam o sul do Iraque: os Hurritas, que se estabeleceram entre a Síria e o Iraque, e finalmente, os Pro-Hititas que se espalharam pela Anatólia.

Entre os quatro e terceiros milénios da nossa era, operou-se uma migração maciça dos povos turânicos, os quais irradiaram para o Ocidente em várias direcções, tendo atingido a Itália, a Gália e a Ibéria.

Na Itália fundaram o reino da Atúria, nome que os romanos corromperam em Etrúria, designando o mar que lhes ficava fronteiro de Turano, fonetizando Tyrreno pelos habitantes do Lácio. Os turanos ou túrias, tinham como tótem tribal o touro (da raiz Tur), o qual era associado aos astros que comandavam as forças vitais da natureza, principalmente aquelas relacionadas com as perturbações atmosféricas.

O nome português tirano tem origem no gentílico turano, envolvendo aquele o conhecido conceito de "soberano absoluto" ou "despótico".

Entre os etruscos, conhecidos pelos gregos sob o nome de Tyrrenos, pontificava uma deusa do mar chamada Turam, a qual tinha a beleza fascinante da Afrodite grega e da Vénus romana.
Na faixa ocidental ibéria, os historiadores antigos registam a presença de clãs turânicos, tal como se reconhece nos gentílicos Turdetanos, Turoldis, Turones, Túrdulos, etc., povos que habitavam principalmente a área compreendida entre o Rio Mondego e o Litoral Algarvio.

O topónimo pré-cristão de Portalegre era Turóbriga, a qual a Turóbriga foi tempos pré-romanos sede de uma área cultural dedicada a uma divindade Atalgina Turobrigensis Dea.
O fonetismo incipiente das falas pré-indo-europeias, deu lugar a que o timbre da vogal imediana nas bases triliterais sofresse variações, o que fez com que a voz Tur também revestisse a prosódia Tar, a qual, por sua vez desenvolveu os heterófones Thar, Dar, e Der.

Os antigos Persas e os Babilónios, além de decorarem os painéis de tijolos envernizados das portas das cidades, com frisos de touros alados, postavam ainda dos seus lados esculturas de touros antropocéfalos, com a missão religiosa de guardarem e protegerem os citadinos.

Esta circunstância provocou na esfera semântica a conotação dos conceitos "Touro" e "porta" e daí o antigo alto-alemão Turi (actual Tor), o germânico dur, o antigo inglês duru (hoje door) e o grego Thura, todos com o sentido de "porta". Por seu turno o antigo Persa dispunha da variante Thar (actual Dar) para dominar a "porta".

A voz asiânica supracitada Turu "Touro" ou "porta" além do referido termo helénico Thura "porta" desenvolveu ainda a variante dialectual grega puros, donde o topónimo homérico Pylos designativo de Porta. A histórica cidade real persa Astar, também grafada Assar, foi pelos gregos apelidada de "Cem Portas" - Hekatompylos.
A dicção Tur ou Turu, por variação do ponto de articulação da variante r, evolui para Tul, Tulu, Tol, Tolu, etc., fenómeno este comum ao acima citado Puros helénico (Pylos).

Aquando da restauração da Porta de Isthar (corrupção caldaica da voz Astar, literalmente "Deus da Porta" ou "Planeta de vénus") na cidade da Babilónia, ordenada po Nabukhodonosor, este mandou gravar em placas de barro cozido os seguintes dizeres "... revesti a porta com tijolos esmaltados de azul, sobre os quais estavam representados touros selvagens e dragões. Mandei colocar sobre a Porta vigas de cedro revestidas de cobre, com seus suportes de bronze. Altivos touros de bronze e dragões furiosos foram postados à entrada. Embelezei esta porta a fim de provocar a admiração de todos os povos". (Babylone, colecção "Que Sais-je?)
Esta "vaidade" de Nabukhodonosar haveria de se transmitir à posteriedade na expressão portuguesa Tolo (de Tolu "porta"), o que aliás é corroborado pelo alemão Tor (Tolo e porta).

Desta forma se encontra investigado o primeiro termo constituido do topónimo Tolosa, isto é Tol ou Tolu; irei seguidamente examinar o segundo, ou seja osa.

Quando estudei o topónimo Nisa, aludi ao tema Usa ou Uza como sendo um dos nomes pelo qual era conhecido o planeta Vénus.
O Assírio dispunha igualmente da palavra Usa para denominar aquele planeta, já então considerado como o símbolo astral do amor, tendo o mesmo nome passado ao árabe com igual significado.
Donde priviria o termo assírico Usa? Os asiânicos, designadamente os Sumérios chamavam ao Sol o deus Utu. A páreda deste, Uta foi o protótipo do latim Uita "vida". Uta desenvolveu ainda os alófonos Utha, Utsa e finalmente Uza: O nome que os babilónios davam ao seu Noé diluviano era o de Uta - Napyshtym o qual se pode traduzir por "Vida das águas do Senhor".
A propósito do latim Uita oiçamos o que a seu respeito diz o eminente latinista A. Meillet:
"Acerca do latim uita "vida", não tenho a certeza se ele deriva de uinus, "vivo" ou se, por outro lado, não repousará sobre um antigo "gwita" prototipo do grego biotos, encurtado na forma "bios" "vida".

Eis, pois, chegado ao fim deste estudo.

O toponómio Tolosa traduz, como se acaba de ver, o mesmo conceito religioso que os babilónios davam, à maravilhosa PORTA DE ISHTAR, isto é, PORTA DE VÈNUS, PORTA DO AMOR, ou PORTA DA VIDA.
Não admira, pois, que os Tolosanos ou Tolosenses hajam consagrado a sua vetusta terra a Nossa Senhora da Encarnação, a qual através do amor vai servindo os desígnios de Deus."

Que maravilha... Mas foi Alexandre de Carvalho Costa que o cita...

13
Mar11

A TERRA DE AREZ A VIDA LHE DÁ

DELFOS

Ou lá a ternura dos quarenta no meio do séc. XV  ela se cantava ou lá o Rei sempre uma Majestade tão presente na vida deste pais, os súbitos, os seus súbitos Ele os recompensava.

 

Era a água.

Era o elemento água muita potente que se guardava e se vigiava. Era de noite e de dia.

 

A coisa não se sabe.

Não se sabe se era já o Menino que se manifestava e uma aridez neste Alto Alentejo já se desenhava e principiava ou lá a posse da grande propriedade os contornos tomava...

 

Não se sabe!

Mas é ela!

Será sempre ela a mais pura que ela é sempre bela, a que escorre do útero dela, prata e transparente, o povo em paixão sua pela terra a guardava ou talvez o tesouro e umas contas públicas e uns cortes ou uma austeridade em tempos aqueles já se implementava pela calada da noite...

 

Mas a terra de Arez a vida se lhe dá sempre.

Olhando para as de Gavião as coloca em uma muita nova e terra tão superficial.

Estas terras do Gavião, o pouco que tem ainda lho nega e lho tira. Parece que é segredo de Estado. Que não mostra e nem sequer apoia estas do Gavião ou lá uma borracha que já apagou todo um seu passado... E vá lá uma branca se faz favor...

 

Mas é esta meus caros ou lá pessoal do mundo ou deste meu país, mas é Ela, é esta Arez, a 14.02.1445 D. Afonso V priviligia 4 homens que estiveram a guardar o Poço da Lança, a pedido de Álvaro Fernandes, escudeiro, criado do infante D. Henrique e guarda do dito poço... (1)

 

Em tempo aquele que lá vai e nem que lhe seja só pelo símbolo...

 

(1) Arez da Idade Média à Idade Moderna / Um estudo monográfico / Leitão, Ana Cristina Encarnação Santos / Arez (Nisa, Portugal) - História - séc.13-18 / Teses de mestrado, 2008 / http://hdl.handle.net/10451/1738 /

 

 

 

09
Mar11

A VILA DE AREZ E A SUA IGREJA PAROQUIAL

DELFOS

 

"A Igreja Paroquial, datada do século XVI, encontrava-se no séc. XVIII, à data das Memórias Paroquias, fora da vila, no entanto próxima das ruas da mesma, de forma que algumas acabavam perto da Igreja.

 

A Igreja era de nave estava o Santíssimo Sacramento e a imagem da Srª da Graça e de S. João Baptista.

Nos altares colaterais, no da parte do Envangelho estava a Srª. do Rosário e nele estava a imagem da mesma Senhora com o título dos Remédios e outra com o glorioso mártir S. Sebastião. No da parte da Epístola tinha três imagens, a do apóstolo S. Pedro, o glorioso S. Francisco e a da gloriosa Santa Luzia. Este altar tinha o título das Almas, e era ornamentado pela Confraria do Santíssimo Sacramento.

 

Nos finais do Séc. XV, D. Manuel I, Duque de Beja, efectuou doações a algumas igrejas da Ordem de Cristo. Esse documento que refere essencialmente, uma doação feita em 1492, e que se terá estendido, consoante as igrejas, até 1494. Como o livro se apresenta truncado, apenas temos conhecimento das doações feitas ao Convento de Tomar, às igrejas de Santa Maria do Castelo, Santa Maria do Olival, cabeça da vigairaria, Pias e Ollalhas, em Tomar, à de Dornes, Castelo Branco, Idanha-a-Velha, Arez, à capela henriquina de Santa Maria de Belém, em Lisboa, às de Soure, Pombal, Nisa e a algumas dos templos das ilhas de Porto Santo, Madeira e Açores.

Este contempla a Igreja de Arez com as seguintes ofertas:

 

- 1 vestimenta com a sua alva 175, amito e manípulo176, toda de linho branco e forrada de brocado carmesim e preto;

- 1 vestimenta completa de seda;

- 1 sarja de solia, com a divisa de D. Manuel, estampada;

- 1 frontal de linho pintado;

- 1 cálice com sua patena, ambos de prata, pesando marco e meio e três reais; única e tinha três altares, sendo que no altar mor

- 2 galhetas;

- 1 turíbulo de “arame”;

- 1 bacio grande, desta liga, para o ofertório;

- 1 âmbula de estanho;

- 1 caldeira;

 

Estas peças foram recebidas por Gonçalo de Pina, almoxarife, em 1493."

 

Nota: E como o blog "A TERRA do ALTO ALENTEJO" não gosta muito de lhe deixar a coisa pela metade e de muitas vezes não lhe poder dar o devido sabor que ela tem, político da praça e representante máximo de uma ave da rapina a isso lho obriga e uma negativa lhe envia, o blog, o blog hoje lhe começa a dar umas notas que não ser lá C. Jung; ou a introdução ao símbolo de uma pedra lascada ou José Leite de Vasconcelos em sua Etnografia, o blog a coisa como a compreendeu,  o século da luz ainda não nasceu em terras de uma Gavião... 

 

175 “A alva teve a sua origem na túnica romana e de certo modo em todas as formas de túnicas dos povos da Antiguidade, que as usaram com ligeiras variantes. “ Cf. TAVARES, Jorge Campos, Dicionário de Santos, Lello & Irmão Ed., Porto, 1990. Pág.160.

 

176 O Manípulo tem uma origem parecida com a do amito, era originalmente um guardanapo chamado “mapa” usado pelos romanos e gregos para limpar as mãos e a boca ás refeições. Entrou modestamente nas vestes litúrgicas do primeiro século do Cristianismo, pela mão do sacerdote, pois era com a “mapulla” que o celebrante do serviço religioso limpava os vasos do culto. Séculos depois já fazia parte integral da veste litúrgica tradicional e pelo século IX tornara-se faixa pendente do punho esquerdo do sacerdote assumindo a forma hoje conhecida.”

 

Será que não sabe que o conhecimento deve ser esbanjado para todos e que vença lá quem tiver melhor unha e saiba lá tocar a viola? Não! Não tem biblioteca! Ora pois lá tudo bem. O blog entra na negação e se recusa a dizer que se calhar é o único lugar do Portugal continente e insular que não a tem. Não! Não usaria a tanto esta realidade social... Mas mais que ter uma biblioteca ou se uma dia ela será feita é saber que livros lhe vai dar ou uma multimédia que lá vai colocar e que arquivo municipal ainda nem sequer começou a ser falado... E pois então que fique lá com o livro do Revendo e o pouco que tem ainda o lho nega... Que o blog recusa a massificação... Só lhe pode dizer...Que só lhe pode dizer inacreditável numa moderna.

 

Arez da Idade Média à Idade Moderna / Um estudo monográfico / Leitão, Ana Cristina Encarnação Santos / Arez (Nisa, Portugal) - História - séc.13-18 / Teses de mestrado, 2008 / http://hdl.handle.net/10451/1738 /

 

08
Mar11

O ALTO ALENTEJO IGUAL À VILA DE GAVIÃO

DELFOS

"Foi em tempos de Mouros estas terras da Vila de Gavião...
Foi em tempos de Mouros esta freguesia e sede do concelho de Gavião!
Tempo aquele uma qualquer povoação ainda não existia em este sítio e paragens e a vida e esta a alma não se lhe conhecia e sabia.

Eram dois reis que a lenda e o conto assim a coisa lá lha reza e se lha diz.
Eram dois inimigos desde longa data e a coisa assim se a começa...

Em frente dos seus exércitos marchavam e seguiam em veredas estreitas e muito apertadas. Era numa floresta cerrada de matagais. Era uma floresta onde viviam lobos, ursos, linces e outras feras.
A ânsia e a pressa e a sofreguidão a tinham. Procuravam apenas encontrar-se em campo próprio para combaterem entre si, mas sem o conseguirem até então.
Um dia.
Um dia um tanto como o outro, porém - sem o saberem - ordenaram aos seus batedores para treparem ao galho mais alto da árvore, de maior porte, e dessa elevada posição descortinaren um bom local para acamparem, os seus guerreiros estavam exaustos de tanto marchar e era necessário lhe temperar o corpo e lhe dar descanso.
A ordem cumprida, cumprida a ordem, avistaram os ditos vigias um monte que se elevava acima das copas das árvores mais altas da foresta e que lhes pareceu um lugar muito adequado, não só para o acampamento mas também para lhes servir de posto de observação.
Em face das informações dos seus vigias, os dois reis - sem saberem um do outro, repete-se - deram ordem às suas respectivas hostes para marcharem na direcção conviniente e a mais acertada.
Ao fim de algumas horas, ambos com os seus exércitos, atingiram o monte e iniciaram a sua ascenção. Um subiu e subia pelo lado nascente e o outro, o outro subia pela encosta poente.
Porém, qual não foi a surpresa, os dois reis e seus apaniguados, quando chegados ao cimo do monte se encontraram frente a frente!
Em vez do desejado descanso por que ansiavam, eis que os deuses - era no tempo do paganismo - os haviam para ali guiado para a batalha decesiva! Chegara, finalmente, o momento em que os deuses da guerra iam decidir a posse daquele imenso território que disputavam!
A coisa e tudo logo lá ao rebuliço, ordenaram-se as respectivas hostes para o grande combate, tanto mais que o planalto tinha uma área bastante espaçosa, tornava aquele lugar a arena ideal para resolver o litígio que opunha os dois inimigos e logo os reis deram ordem de, e para o ataque.
Já passava do meio dia, quando sob o sol ardente do estio, as vanguardas inimigas se chocaram com terrível ímpeto; os choques selváticos de lanças, couraças e escudos, os sons estridentes ou cavos de centenas de trombetas de guerra, os gritos de incitamento e matança acompanhados por cânticos guerreiros entoados por milhares de gargantas ... em um grandioso e trágico espectáculo ! a uma vaga de combatentes caídos, sucedia-se outra, outra e outra.
Aos gritos de incitamento iniciais dos chefes, sucediam-se agora os não menos horríveis gemidos e clamores de dor de feridos e moribundos que, de parte a parte, cobriam o solo do planalto.
A grande batalha só terminou antes do pôr do sol, não houve sobreviventes, desde o menor dos guerreiros aos próprios reis, todos ali pareceram, todos ali ficaram para sempre.
Ao crepúsculo, rapidamente se seguiu a noite, com imenso manto negro se estendeu aquele monte transformado em gigantesco ataúde onde jaziam milhares de cadáveres insepultos.
Ao romper da alva, viram-se surgir de todos os quadrantes do céu, bandos de milhares de aves de rapina atroando os ares com o côro lúgebre do seu crocitar que se fazia ouvir a grande distância.
Era como uma chamada geral a todas as aves da espécie para participarem no macabro banquete que as aguardava no cimo do planalto.
Entretanto - meus amigos - muito longe dali, nas aldeias dos reinos que haviam ficado sem chefes e sem guerreiros, os velhos, as mulheres e as crianças , prescrutavam ansiosamente os céus, atraídos pela passagem de tantas aves carniceiras que convergiam para um monte que quase se sumia na lonjura do horizonte.
Sabiam, agora, que a terrível batalha se travara, mas desconheciam o resultado e temiam pela sorte dos seus entes queridos, muitos dias e noites antes viram partir, a entoar alegres e entusiásticos cânticos de vitória...
Muitos outros dias e noites ainda se sucederam... mas nenhum dos guerreiros jamais regressou à sua amada pátria e doce lar. As aves carniceiras, porém, essas continuavam a voar para o monte longinquo e sobre ele pairavam muito tempo. O infausto e terrível acontecimento de tal maneira ficou na memória desses antiquíssimos povos que, a partir dessa época, o planalto que servia de arena e de tumba à multidão de combatentes, ficou conhecido pelo topónimo do monte de muito Gavião.
- Naquelas longínquas casas, Gavião chamava-se Freixinho, e era, com os seus arrabaldes, uma cidade importante, tão importante que ali viviam os procuradores dos grandes reis de então.Um dia, porém, vieram grandes exércitos de mouros comandados por muitos reis e arrasaram totalmente a cidade, queimaram os templos e massacraram grande parte dos seus habitantes. Alguns conseguiram fugir para longe, mas não puderam carregar com os seus dinheiros e jóias.
Um dos reis mouros que ficou como governador, na ânsia de encontrar tesouros escondidos, mandou arrasar todas as habitações até aos alicerces e forçou os sobreviventes a habitar as terras baixas e os velhos para mais fácilmente serem subjugados. Aqui, no cimo do cabeço, construía o rei mouro o seu castelo, donde tudo vigiava. Os seus impostos, exigências e extorsões de todo o género, acompanhados, não de violências físicas eram tais, que as pobres vítimas das suas rapinas o alcunharam de "mouro Gavião".A tradição não conservou o nome desse governador cruel, mas, em contra-partida, guardou-lhe a alcunha, pois mais tarde quando foram expulsos os mouros, o mesmo "Gavião" subsistiu no actual topónimo. É caso para dizer-se: foi-se o mouro... Ficou o Gavião.
- Há muitos anos, nestes sítios habitava um poderoso governador mouro, possuía uma formossísima filha muito prendada e frutuosa.. Viviam num castelo, no alto de um escarpado cabeço. A fama da beleza e qualidades da donzela, chegara a países longuínquos e um príncipe cristão empreendeu uma longa viagem desde a sua pátria no intuito de conhecê-la e talvez pedi~la em casamento.
Ápos muitos dias de jornada e já perto do castelo onde vivia o velho governador mouro e a sua formosa filha, encontrou um mouro que abatia uma árvore. Como estava cansado, estava cansado e com fome, pediu ao mouro que o deixasse passar aquela noite - esta avizinhava-se - na sua cabana que ficava ali próximo. O mouro acedeu de boa vontade, admirando-se que uma pessoa de tão gentil presença, vestida com aqueles ricos adornos e com tão formoso corcel lhe pedisse agasalho. Ofereceu-lhe, como ceia, um grande pão de centeio, um jarro de leite, figos e mel.
No dia seguinte, manhã cedo, um comissário do pérfito raptor deixava no castelo uma mensagem para o pobre pai que chorava de dor pela sorte da donzela desaparecida. Nesta mensagem - anónima, claro - o autor denunciava o jovem príncipe que, entretanto, se dirigia ao castelo, ignorando em absoluto o que se passava. Transportas as muralhas, foi imediatamente rodeado pelos homens do governador e posto a ferros numa profunda masmorra. Ou entregavam a donzela desaparecida ou seria decapitado em poucas horas...
Depois de ter protestado a sua inocência e de pôr o governador ao corrente das razões da sua estadia ali, após tão longa viagem, perdidas as esperanças - a hora marcada para a execução aproxima-se - ajoelhou no lejado do cárcere e rogou a Deus dos Céus e da Terra que exercesse o seu infinito poder para livrar a donzela dos perigos que corria e a restituisse sã e salva ao seu velho e amargurado pai. Já o príncipe, algemas nos pulsos e grandes grilhetas de ferro nos tornozelos, ia sendo empurrado para o cadafalso montado num dos pátios do castelo, mas um voz ainda rogou a Deus fervorosamente.
O carrasco ergeu o afiado e terrível cutelo, cuja lâmina brilhou intensamente, e, de súbito, fez-se ouvir um Gavião que de grande altura iniciou um mergulho com rapidez de raio, sobre o condenado e o seu verdugo. Agora, todos os olhares se fixaram no Gavião que voava a pouca altura e em círculos como dando a ententer que queria guiar alguém...
Para o príncipe, aquela ave era a resposta às suas orações, e disso, disso fez saber ao governador que acabou por montar a cavalo, acompanhado dos seus guerreiros, e do príncipe, o príncipe agora já liberto, todos saíram a galope na direcção que o gavião lhes indicava voando a baixa altura, até atingirem um alto cabeço sobre o qual a ave pairou tal como supunham, ali foi surpreendido o pérfido mouro raptor e a sua presa, amarrada e amordaçada, escondidos numa pequena gruta.
Libertada a donzela, castigado - o blog diz que assim é que se faz - exemplarmente o malfeitor - então essas coisas se fazem a uma donzela - todos regressaram felizes ao castelo, onde se efectuou uma grande festa. E que foi feito do gavião Salvador ? Desapareceu ? O príncipe mandou erigir no esconderijo pelo passáro, uma pequena ermida de invocação a S. Salvador em acção de graças. Muitos anos depois diziam antigos que no local hoje denominado Salvador, certo lavrador quando arava um pedaço de chão que ali possuía, desenterrou entre restos de cantaria e uma pedra na qual se via gravado um gavião, voando e de cujo bico pendia uma espécie de corrente.
A povoação primitiva não era aqui no cimo, mas sim num lugar denominado de Vale da Carreira. Ainda se lá vêem restos de antigos muros e velhas habitações arruinadas. A população do local não era grande mas ia aumentando ano após ano. Um certo dia, inesperadamente, chegaram gentes de longe para ali se fixarem. Os de Vale da Carreira, todos aparentados proprietários das ribeiras próximas, e portanto das boas terras de regadio, não permitiram o estabelecimento daqueles novos colonos nas suas terras, contrariados pela forte animosidade encontrada , foram-se dali em busca de outro local. Seriam umas duas ou três famílias acompanhadas por um sacerdote que lhes servia de guia. Algum tempo depois, subiram a um cabeço no cume do qual como únicos seres vivos, encontraram grande número de gaviões que proliferavam à vontade sem humana presença até lá.
O lugar era elevado, varrido de ventos, saudável e como um grande miradouro, donde se avistavam vastos territórios em todas as direcções. Concordaram em ali se fixarem e escusado seria dizê-lo que todos os gaviões fugiram dali, todos, excepto um, que alipermaneceu e viveu até morrer de velhice. Logo no primeiro dia, enquanto o sacerdote e os seus companheiros davam graças a Deus, por até ali os ter protegido e guiado, aquela ave conservou-se mansa e quieta, junto à pedra que, improvisadamente servia de altar. Com o tempo, tornou-se o pássaro companheiro inseparável do sacerdote - colono a quem, segundo a tradição, até ajudava nas suas andanças de caça. Em memória daquela ave quase sacra os moradores daquele novo povoado, chamaram a este "Monte do Gavião" e, muito mais tarde, adoptaram-na como seu emblema...". (1) De A vila do Gavião e a sua Antiguidade, de António Moutinho Rúbio estudo publicado em O Distrito de Portalegre, de 8 de Março e 5 e 12 de Abril de 1969

06
Mar11

A CONSTRUÇÃO CIVIL NO ALTO ALENTEJO

DELFOS
Não sabe quanto emprego geram as ditas. Estas que o blog registou. Gostava de alongar um bocado mais a frente e a coisa mas confessa que começa a ter medo nas terras do concelho de Gavião. Ao viver num concelho onde não existe um biblioteca e a que existiu lhe foi tirada para uma consulta - que se lhe dá e depois se lho tira - ou que em Passos do seu concelho lhe ia dando umas fotocópias sobre o mesmo e depois se lhas tira, apenas está mandando o blog para a Maria Cardoso ou para o Tarafal. Uma escuridão tão profunda o blog sente meus caros. Parece que não se quer que o cidadão comum abra os olhos. E diz que apoia a cultura. Mas o machado corta tão profundo e fundo e faz as pessoas tão brutas...Enfim é assim. São terras de uma América Latina ou um deserto de África aqui tão perto...
 
O blog conseguiu registar 12 empresas de construção civil no concelho de Gavião. No concelho de Alter do Chão registou 7. Em Castelo de Vide foram apenas 3. O Crato, o Grandioso Crato aqui ao lado apenas tem 5. O de Fronteira tem 12 empresas. Marvão tem 9. Monforte tem 8. Nisa, este Condado tem 19. Portalegre, para terminar, o concelho de Portalegre tem 46. E para uma consulta mais profunda, algum interesse mais aprofundado por vós, aconselha-se http://www.portugalio.com/construcao-civil/nisa.
 
 
GAVIÃO

Antonio R Matos Heitor Gavião, Portalegre

Armando da Silva Goncalves Galinha Gavião, Portalegre

Cavaco & Tomas, Lda Comenda, Gavião, Portalegre

Fepema - Construções, Unip., Lda Gavião,

Francisco Labronço - Construção e Reparação de Edificios, Lda Ferraria, Gavião, Portalegre

Galinha & Hipolito, Lda Gavião, Portalegre

Gaverg - Construções, Lda Vale de Bordalo, Margem, Gavião, Portalegre

Gavicofra - Construções, Unip., Lda Gavião, Portalegre

Helder Manuel Gonçalves Infante Gavião, Portalegre 6040-105 Gavião

Mistura de Luxo - Unipessoal Lda Margem, Gavião, Portalegre

Rui Manuel Delgado Pereira Gavião, Portalegre

Urbigav - Construções, Unip., Lda Gavião, Portalegre

 

 

ALTER do CHÃO

Alberto Pereira Ribeiro Alter do Chão, Portalegre
Francisco Duarte Prego & Filhos, Lda Alter do Chão, Portalegre
J.L.G. Silvestre, Lda Alter do Chão, Portalegre
João Manuel A Engracio Alter do Chão, Portalegre
João Martins Palmeiro Chancelaria, Alter do Chão,
Jose Manuel Cabaço Barreto Seda, Alter do Chão,
Manuel Marques Airoso Alter do Chão, Portalegre
 
 
CASTELO de VIDE
João M Franco Pires Nossa Senhora Graça Póvoa Meadas, Castelo de Vide, Portalegre, Póvoa e Meadas 
Jose Joaquim Carrilho Santa Maria da Devesa, Castelo de Vide, Portalegre
Soc. de Construções Jose Ramos & Filhos, Lda Santa Maria da Devesa, Castelo de Vide, Portalegre
 
 
CRATO

Antonio Garcia Ventura Gáfete, Crato, Portalegre

Construções Ventura & Filho, Lda Gáfete, Crato, Portalegre

Mario das dores Carrilho Casa Carrilho Crato e Mártires, Crato, Portalegre

Mundipedra - Soc.Construção Calçadas Compra Venda de Propriedades, Lda Gáfete, Crato, Portalegre

 

 

FRONTEIRA

Casas d`Alem, Lda Fronteira, Portalegre

João Luis Godinho Niza Cabeço de Vide, Fronteira, Portalegre

João Maria Torres Garcia Cabeço de Vide, Fronteira, Portalegre

João Moreira C Espadinha Fronteira, Portalegre

Vitor Manuel Pereira Sebastião Cabeço de Vide, Fronteira, Portalegre

 

 

MARVÃO

A Aldeia - Construções Civis, Unip., Lda Santo António das Areias, Canto Roubado, Marvão, Portalegre

Antonio Joaquim Tome Anselmo Santo António das Areias, Marvão, Portalegre

Construções Paz & Paz Lda Beirã, Marvão, Portalegre

Construtora Marvanense, Lda Beirã, Marvão, Portalegre

Construtora Marvanense, Unip., Lda Beirã, Marvão, Portalegre

Construtora Raposo & Filhos, Lda Beirã, Barretos, Marvão,

Jose Pedro Carrilho Mimoso São Salvador da Aramenha, Portagem, Marvão, Portalegre

Multigolf - Soc. de Construções, Lda São Salvador da Aramenha, Marvão, Portalegre

 

 

MONFORTE

Azeiteiro & Galão, Lda Vaiamonte, Monforte,

Construções Ferreira & Cia.rrajola, Lda Vaiamonte, Monforte, Portalegre

Emidio & Silva - Construtores, Lda Assumar, Monforte, Portalegre

Estevão Lopes & Moreira, Lda Monforte, Portalegre

Gois & Gois Construtores, Lda Assumar, Monforte, Portalegre

Gois & Gois, Construtores, Lda Assumar, Monforte, Portalegre

João Antonio Sabino Fialho Leal Santo Aleixo, Monforte, Portalegre

Vitor Manuel Jesus Torres Estrela Vaiamonte, Monforte, Portalegre

 

 

 

PORTALEGRE

A.Ricardo & Filho, Lda Alegrete, Portalegre

Constralegre - Construtores Civis, Lda São Lourenço, Portalegre

Construcion Alvion 98 Sl São Lourenço, Portalegre

Construções Antonio Mão Ferro, Lda Reguengo, Portalegre (Cruz das Mós)

Construções Carloto & Filhos, Lda São Lourenço, Portalegre 7300-142 Portalegre

Construções Monte da Ribeira, Lda Ribeira de Nisa, Portalegre (Monte Carvalho)

Construções Porta Alegre, Lda São Lourenço, Portalegre

Damião & Belo, Lda Sé, Portalegre 

Efeito - Construtores, Lda Carreiras, Portalegre

Irmãos Gandum, Lda Sé, Portalegre

J. M. V. Ricardo, Lda Sé, Portalegre

João Eugenio Salgueiro Nunes Carreiras, Portalegre

João Martins Branquinho Ganhão São Lourenço, Portalegre

Joaquim Maria Bonito Rita Urra, Portalegre

Jose Antonio F Miranda Urra, Portalegre

Jose Antonio Gaiato Rita Urra, Portalegre

Jose João Gasalho Pires Sé, Portalegre

Manuel J L Correia São Lourenço, Portalegre

Multiquatro - Soc. de Construções, Lda São Lourenço, Portalegre

Nelson Joaquim Genizio Sé, Portalegre

Soc. Alentejana de Construções, SA São Lourenço, Portalegre

Soc. de Empreitadas Centrejo, Lda São Lourenço, Portalegre

Tavares, Irmão & Reis, Unip., Lda Sé, Portalegre

 

 

NISA

Antonio Carita dos Santos Marquez Espírito Santo, Nisa, Portalegre

Antonio Maria Temudo Semedo Alpalhão, Nisa, Portalegre

Cavaca & Tomas, Lda Tolosa, Nisa, Portalegre

Construtora Bagulho & Galucho, Lda Nossa Senhora da Graça, Nisa, Portalegre

Crespo & Parreira, Construtores, Lda Tolosa, Nisa, Portalegre

Fernando Graça Vinagre Mouro Nossa Senhora da Graça, Nisa, Portalegre

Francisco Gomes Paulino Tolosa, Nisa, Portalegre

Isabelinho - Construções, Lda Tolosa, Nisa, Portalegre

J Durão, Lda Espírito Santo, Nisa, Portalegre

J.Severino & Filhos - Construtores, Lda Tolosa, Nisa, Portalegre

João Leonel A Calhaço Alpalhão, Nisa, Portalegre

João Luis Melato, Lda Espírito Santo, Nisa, Portalegre

Jorge Fernando Dinis Florindo Tolosa, Nisa, Portalegre

Jose Alvaro Pais Figueiredo Espírito Santo, Nisa, Portalegre

Jose M Barreto Carita Espírito Santo, Nisa, Portalegre

Jose Manuel Presumido Becho Alpalhão, Nisa, Portalegre

Jose Maria P Cabim Espírito Santo, Nisa, Portalegre

 

 

05
Mar11

O ALENTEJO É UM FAZ DE CONTA

DELFOS

Mas estas terras a ficar muito bravias ou lá um sem porto ou abrigo e a ser obrigado a comer tempestades de areia em um deserto que se vai alongando e sem poder por no bordo no prato, o Sócrates que pensando e julgando que existindo olha só Lisboa e áreas metropolitanas e esquece a regionalização lá no fim do mundo em um país real e profundo em sua viagem por Lisboa e o povo diz que ele é muito sexy e de boas parecenças e que não é estroina ou fogo que se vá lá ver que tem sempre razão ou uma pequenez tão tamanha em uma pedra ainda tão lascada e gosta muito da filosofia do homem e de suas falas e fogo é uma comédia para quem pensa e uma tragédia para quem sente...Olhando mas que olhando e sentindo esta Arez ou uma terra de Arez em lá uma canoa em seus rios e ribeiros  No numeramento de 1732 indica-se que Arez tinha perto de 340 habitantes... e copiando e juntando a WIKIpédia 362 habitantes (2001) apetece dizer que o povo não tem razão e um raio cai no mesmo sítio e a água que passando continua a passar pelo mesmo sítio e a de Castelo da Comenda lhe segue a mesma pisada e diz que apoia a cultura e não lhe conhece a sua origem e lhe falando numa doutora a não colocando se lhe regista mesmo o deserto e grave é ainda o mais o político lá da praça não informando os seus súbitos do seu reino sobre o resultado dos Censos e a plebe ou lá o povinho a andar na ignorância até que o INE se os lembre de os desbloquear em um tempo a dois a três anos  e diz que a informação circula como se não fosse um faz de conta em linhas que cose e corta e uma gotinha muita miudinha caindo de rosa que se diz formosa e muito bela mas que em seu perfume sabe muito a pouco e não lhe tapa o oco e o vazio...

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