13 de Fevereiro de 2011

José Lúcio Gouveia, foi o primeiro e único barão de Gáfete.

O título foi-lhe concedido por D. Carlos I, por decreto de 19-9-1890.
José Lúcio Gouveia, era filho de Manuel Joaquim Gouveia, capitão de milícias em Tolosa e de sua mulher Rita Leopoldina Biscaia Hortas.

Por seu pai descendeu de vários capitães-mores de Gáfete, desde o séc. XVII.
José Lúcio Gouveia casou com Inês Angélia Hortas Botelho, sua prima, e teve um único filho António Gouveia Botelho, que nasceu a 27-12-1883 o qual casou a 29-11-1906 com Ana da Silveira Magessi de quem tem dois filhos, Manuel e Mário Magessi Gouveia.

in "enciclopédia verbo"

publicado por DELFOS às 13:52

publicado por DELFOS às 06:53
12 de Fevereiro de 2011

A Casa do Povo de Gáfete, de cuja direcção, como presidentes, se encarregagam os Srs. António Gouveia Botelho e Gervásio Gonçalves Carrilho, é uma instituição de grande valor na freguesia, dela colhento bastos benefícios os seus quatrocentos e dez sócios. Embora instalados numa sede bastante modesta, a sua acção é bastante vasta, quer no campo cultural, quer como assistencial.

A classe rural, olha com grande desvelo para a sua Casa do Povo, e com a sua presença e apoio, faz com que os seus dirigentes se esforcem cada vez mais e melhor. E, assim, vão dentro em breve pedir o auxílio do Estado, por intermédio da sua Junta Central, para que lhe seja concedido o subsídio necessário para a compra do terreno e construção da sua nova sede, integrando-se assim cada vez mais na função que lhe foi determinada. R. P.


Blog "ALENTEJO no NORTE" não sabe a data do referido texto e nem o nome onde foi colocado os elementos acima citados. Apenas sabe que o autor se assima por R. P.

publicado por DELFOS às 01:52
17 de Janeiro de 2011

A Freguesia de Gáfete é das mais ridentes. Assim meus amigos, um pequeno texto começa e assinado por - R.. P. 
O blog não sabe a sua origem e data. Acredita que a situação reportada ela foi no tempo da outra velha senhora e num Estado Novo muita feroz.

A freguesia de Gáfete é uma das nais ridentes do concelho do Crato.
Encravada no concelho de Nisa e ladeada por duas importantes freguesias desse concelho, tem a respectiva Junta feito todos os esforços, para que, em mátéria de melhoramentos, não a deixe ficar mal colocada no seu concelho, num possível confronto com as freguesias vizinhas.
E, assim, meteu ombros à organização do serviço do cemitério, o qual há muitos anos se encontrava desorganizado, bem como  às obras de melhoramentos e conservação dos respectivos  muros.

A Junta já tem uma sede própria, tem em projecto a reparação de alguns caminhos, considerados intransitáveis, para o que conta com o auxílio da Câmara, aspirando o povo desta freguesia, que seja concluída a estrada que liga à sede do concelho.
Muitos outros melhoramentos têm sido feitos. Mas a respectiva Junta, sobre a presidência do Sr. Armando Matos Cordeiro Metela, entendeu que não mereciam ser dados à publicidade, dando assim provas de uma invulgar modéstia, que salientamos - que salienta - R. P.

E foi assim meus amigos, algures, no século passado, estas terras de Gáfete, entre a graciosa Vila de Tolosa e a mais nobre e doce Vila de Alpalhão, um dia, um dia aconteceu...
publicado por DELFOS às 11:08

publicado por DELFOS às 03:46
16 de Janeiro de 2011

A Casa do Povo de Gáfete, de cuja direcção, como presidentes, se encarregagam os Srs. António Gouveia Botelho e Gervásio Gonçalves Carrilho, é uma instituição de grande valor na freguesia, dela colhento bastos benefícios os seus quatrocentos e dez sócios. Embora instalados numa sede bastante modesta, a sua acção é bastante vasta, quer no campo cultural, quer como assistencial.
A classe rural, olha com grande desvelo para a sua Casa do Povo, e com a sua presença e apoio, faz com que os seus dirigentes se esforcem cada vez mais e melhor. E, assim, vão dentro em breve pedir o auxílio do Estado, por intermédio da sua Junta Central, para que lhe seja concedido o subsídio necessário para a compra do terreno e construção da sua nova sede, integrando-se assim cada vez mais na função que lhe foi determinada. R. P.

Blog "Gavião no Alentejo" não sabe a data do referido texto e nem o nome onde foi colocado os elementos acima citados. Apenas sabe que o autor se assima por R. P.
publicado por DELFOS às 13:57
16 de Novembro de 2010

Havia no concelho do Crato um lugar chamado Gaffete, povoação muito antiga. O seu nome mostra que já existia pelo menos no tempo em que os árabes dominaram a península. Segundo o censo de 1527, ordenado por D. João III na primeira metade do século XVI, Gáfete era povoação pequena ainda. Diz assim textualmente o livro do número dos moradores: "Termo I - Há uma aldeia que se chama Gaffete, 2 légoas da vila a norte, que tem 105 moradores das quais 16 viúvas e 16 molheres solteyras, que vivem por sy, sam trez e dous crellegos - CV". No século XVII a população tinha aumentado muito. Durante a Guerra da Restauração os moradores de Gáfete combateram galhardamente os castelhanos. Como a terra não tinha muralhas, construíram uma trincheira de pedra e assim puderam resistir às investidas dos inimigos que durante 28 anos por todos os meios tentaram dominar Portugal (o lugar onde os Gafetenses construíram a trincheira, é a parte denominada "castelo", certamente por ali terem sido feitas as trincheiras onde foi possível combater os castelhanos obrigando-os a recuar). Nesse tempo ainda Gáfete não era vila. Tinha porém já um termo com jurisdição civil, 2 juizes, 2 vereadores e 1 procurador do Concelho. Tinha além disso 1 Capitão - mor, 1 Sargento - mor, duas Companhias de Ordenanía e 1 Auxiliar, os quais na Guerra da Restauração prestaram bons serviços, quer em campanha quer nas guarnições das povoações vizinhas fortificadas. Reinava D. Pedro II quando da investida do inimigo ao lugar de Gáfete. Este Rei sabedor do feito dos nossos antepassados, quis recompensar tão valentes homens, mas os nossos antepassados, cheios de amor pela sua Terra, e no desejo de a engrandecer, pediram uma única coisa ao Rei: "que lhes fizesse mercê de fazer Vila ao dito lugar". Nesta petição a D. Pedro II diziam que "estando o dito lugar junto de Castela, pelo valor com que sempre lhes resistiram". Em vista da informação favorável do Provedor da Câmara de Portalegre, dos Oficiais da Câmara do Crato e do Provedor da Coroa, D. Pedro II concedeu a "mercê" que lhe era pedida, passando o respectivo Alvará em 20 de Dezembro de 1668, precedendo o pagamento de 56$000 réis. A Vila teve a designação de: Vila Nova de S. João Baptista de Gáfete. O "termo" era pequeno, tinha apenas uma légua e meia de comprimento por uma légua de largura. Mas o lugar de Gáfete , mereceu passar a ser uma Vila! Em 1758 já tinha 207 "vizinhos", nome que se dava às famílias que constituiam a Vila de Gáfete, e uma população de 569 almas (pessoas). A Igreja Matriz, bom templo de uma só nave, fica no centro da Vila. Notável o Altar - mor, em talha dourada que foi feito no século XVII (setecentista). Além disso tinha-mos 5 ermidas: S. Pedro, Sto António, Espirito Santo, S. Marcos e a de Santa Catarina, esta já destruída. No século XVIII, Gáfete tinha uma albergaria para pobres e peregrinos que iam de passagem. A Misericórdia, cuja Igreja é pequena (capela do Espirito Santo), tinha nessa época 80$000 réis de renda.
Notas várias:
Pessoas naturais de Gáfete que se tornaram notáveis:
  • O Doutor Diogo Rosa formado em Cánones e seu irmão Lourenço Tomás Calheiros que por serem partidários de D. António Prior do Crato e não quererem obedecer ao rei de Castela, sofreram a confiscação dos seus bens;
  • O Doutor Lourenço Brandão que foi lente da Universidade de Coimbra;
  • O Doutor Manuel da Costa Biscaia, provedor de Setúbal;
  • O Doutor Manuel Dias Ortigão, perito mor do Reino (o escritor Ramalho Ortigão era seu descendente);
  • Manuel Dias Costa que foi Tenente General da Província do Alentejo durante a guerra da Restauração;
  • Também era natural desta vila, Abel Aires que ao contrário de seus irmãos, Diogo Rosa e Lourenço Tomaz Calheiros, atrás citados, serviu os Castelhanos usurpadores e com tal dedicação, que foi armado Cavaleiro em Ceuta, no dia 30 de Agosto de 1610.
A indústria da tecelagem caseira teve aqui relativo desenvolvimento, havendo um selador privativo dos panos de Gáfete. No livro 28 das Chancelarias reais, a folha 52, vem uma carta para as suas tecedeiras terem pesos de ordenação. E no livro 3 das mesmas chancelarias, vem outra carta concedendo a Domingos Afonso a propriedade do ofício de selador dos panos de Gáfete;
Em 1644 a Câmara de Gáfete passou a pagar Fazenda 20$000 réis por ano para as despesas da Guerra da Restauração, isto porque a Câmara de Marvão, que pagava 487$060 réis, requereu para ser aliviada desta sisa e assim aquela quantia foi dividida pelas diferentes Câmaras da Província;
Também o Provedor da Câmara de Portalegre sobrecarregou a Câmara de Gáfete com 1500 réis, isto porque requereu ao Rei D. João V (em 1744) que lhe fosse concedido um subsídio anual para aposentadoria. Foi-lhe concedido o subsídio, que era de 30$000 réis, pago também pelas diferentes Câmaras;
O Ajudante do Sargento - mor do Crato requereu que os 40$000 réis do seu ordenado fosse suportados igualmente pelas Câmaras e lá ficou Gáfete sobrecarregada com mais 48$000 réis;
Só uma última nota para vermos a importância que Gáfete tinha no século XVI. No recenseamento mandado fazer por D. João III em 1532 viu-se que Gáfete tinha na altura 105 moradores e Tolosa só tinha 42 moradores.

(Notas recolhidas pelo professor Viriato Nunes Crespo, através do professor Manuel Subtil (Torre do Tombo 105 Gaveta 5 - Março 1, nº 47))
NOTA:

Meu Povo. Minha gente. Mundo. Gente do Mundo. Venham a estas terras. Venham a estas terras de Gáfete visitá-las. Se puderem ficar fiquem. Não podendo que no vosso coração levais uma lembrança de um Alentejo desertificado. No vosso coração irá o sorriso de uma criança e eu assim o sinto e 0 tenho que gostais muito dela...

http://aaccrato.no.sapo.pt/gafethst.htm
publicado por DELFOS às 12:56
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